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É tão bom quando o amor nos acorda de madrugada e nos deixa acesso o dia inteirinho. Pois, é da luz do amor que o meu dia se ilumina e a sua chama não se apaga nem quando o tempo está de chuva.

01:11am

madrugada,
várias coisas na cabeça,
e você é uma delas
(ou todas elas)

PRANTO NA MADRUGADA



No vai e vem das horas

Me ponho a meditar

Tempo que me foge

E amor que me arde

Saudade como o vento

Batendo na janela

Na janela de minh’alma

Rostos, gestos e nomes

Tudo morto e levado pelo tempo

Mas, bem viva esta dor

Que me queima o coração

Dor de quem vive

de quem espera

de quem ama

E nas asas do tempo e do vento

Minh’alma viaja

Por ermos lugares

Lá no passado.

Por tão grande amor

E por tão grande dor

Criam-me asas

Não sou apenas mulher

Mas pássaro ferido

Em tempestade perdido

Sou noite, sou dia,

Sou primavera e outono

Sabiá e cotovia

Meu canto triste

Se perde em madrugadas frias

E na solidão de meu quarto

Fantasmas me visitam

E ouvem tristes

Este meu canto...

A Dama Etrom

Oh bela e formosíssima senhora
Tão bela e perfeita na vazia madrugada
Que foi invejada até mesmo pela aurora
Sendo pelo brilho da manhã rejeitada.

A amargura fez dela fria
A noite lhe fez Eterna e Misteriosa
Acolhendo-a em almas vazias
Das vidas que vai levando embora

E assim amei-te desde o meu nascimento
Mas fizeste da mim um inimigo
Deixando-me perdido no esquecimento
E foi levando todos os que amei contigo.

Limito-me a seguir-te agora
Desejando na escuridão te encontrar
Oh bela e formosíssima senhora
Por que insistes em ao meu amor rejeitar?

Topo trocar um ano de madrugadas, de gandaia e "amizades" de conveniencia.
Um ano de pessoas futeis, de palavras jogadas ao vento e de aventuras!
Td isso por apenas um dia de carinho, amor correspondido e felicidade plena.
Um dia em que eu passe esse dia tao intensamente como se fosse um ano inteiro!

Quem sabe um dia eu consiga!

Madrugada

Do fundo de meu quarto, do fundo
de meu corpo
clandestino
ouço (não vejo) ouço
crescer no osso e no músculo da noite
a noite

a noite ocidental obscenamente acesa
sobre meu país dividido em classes

Poderia ter um jeito de pular essa parte triste da madrugada quando lembramos o que nos fazia feliz.

Na madrugada nossos demônios despertam e impulsionam uma força sobre nós. Todas as preocupações e sentimentos se misturam e você começa a ouvir coisas. Suspiros ao seu redor, sombras ambulantes, pensamentos de autodestruição. O quarto tem várias cores e elas dançam valsa ao seu redor, você pode até ouvir a música. Os olhos doem e imagens de uma linda sinfonia aparece. Essa sinfonia é sua vida, o coro está no ápice, os agudos se misturam com os graves. É lindo de ver e mais lindo de ouvir, quando a melodia faz sentido, quando as notas se complementam e formam outras notas.
Mas tudo acaba no momento da nota final. Você chora, chora porque só pode ver e ouvir, estava bem diante de você, mas você está inerte. Vendo a ópera começar, sem saber como se misturar as lindas vozes que ecoam por todo lado.
A vida é uma ópera, já dizia Machado de Assis. Mas e quando a ópera está bem na sua frente e você só quer matar o maestro e depois a si mesmo?

“Quero teu colo, teu chamego, quero teu corpo quente no meu. De manhã, de tarde, de madrugada, é nos teus braços que eu quero descansar.”

⁠Em uma conversa com a Lua,
Há algumas madrugadas atrás,
Ela me contou, que pra você,
Já sou um tanto faz,
E que de mim já não se lembra mais.

Tantas promessas...
Lembro que uma vez me disse,
Que nos teríamos,
Todas às tardes de domingo,
E que o "nós" seria eterno,
Que por mim vestiria até um terno.
Porém isso nunca aconteceu,
Meu coração entristeceu
Quando você desapareceu.


Com diversas promessas em vão,
Você partiu,
Abalando meu coração.
A Lua que fazia parte de "nós",
Também o viu distanciando-se naquele breu, nós deixando a sós.


⁠Mais uma madrugada.
E mais uma vez, essa tristeza sem razão!
Nenhum método é eficaz.
E toda terapia é em vão.
Agora, só a noite e eu.
Não sei o que me aconteceu
Para estar em tal situação!

É sempre assim!
Eu, e minha solidão.
Ciclo que parece não ter fim
E que machuca o meu coração!

E esse meu lado emotivo
Que tem grande participação.
No meu amargor repetitivo
É o que me deixa no chão.
E não tem tratamento
Nem medicamento
Que cure minha aflição



Mais uma madrugada
Em que a insônia
O abismo sem fim me engole,
Mais um finito tempo .

Entre espaço e pensamentos
Corroe, roendo
As minhas borboletas no estômago
Que hoje não passam de cinzas .

Que amargam a minha boca
Que me causam enjôos
Mais um dia em que a única coisa que muda
É o meu humor.

Ela tem estrelas no olhar
Eu, um sol no coração.
A madrugada não entende nada.

⁠A ROTINA DE MUITAS MULHERES

Faz o que o homem não faz
Levanta na madrugada
Pula da cama, faz café
Deixa a cozinha arrumada
Pra não perder a hora
Se veste apressada.

Deixa os filhos na escola
Segue para trabalhar
Volta para casa correndo
O almoço vai preparar
Coloca a mesa pra família
Ela, nem consegue descansar.

A tarde, nova batalha
Final de semana chegando
Limpa a casa, lava roupa
O marido só reclamando
Ou tá tomando cerveja
Ou com amigos jogando.

Rotina de muitas mulheres
Sem saber o seu direito
Na correria do dia a dia
Ainda é vítima de preconceito
Explorada pela sociedade
São tratadas sem respeito.

Autoria Irá Rodrigues.

São 03:01 da madrugada, meu sono foi embora, a tristeza veio fazer uma visita em meu coração espero que seja rápida, pois aqui não tem lugar para ela não.

Á vigilância noturna é
o silêncio barulhento,
o palco superlotado, o
invasor que rouba o
repouso, o cérebro
notívago que tudo
observa. O dia é seu,
e a Lua é minha.

Á hiperatividade noturna
é um drama e companhia
não convidada, invasora
desde o meu que nasci,
o cérebro não desliga,
a vigilância é contínua.

Às vezes o telefone soa na madrugada
Mas não são as madrugadas de sonhos
Que se perderam noutras madrugadas
Este deserto é um camelo perdido em mim mesmo
Um dromedário que não entende
De cartas astrológicas ou astrolábios
O telefone toca; eu sei mas ninguém mais sabe
Ninguém mais ouve é tudo um deserto galopando
Na insensatez quadrúpede
Que não me deixa sonhar.
Ainda suspira, inda soluça, sussurra uma esperança
O deserto empoeirado cala a madrugada
E eu não ouço o poema,
Eu não ouço as promessas, as juras
O telefone toca, eu sei que toca, mas só eu sei
O deserto continua seu galope,
O silencio é tão intenso que este buraco negro
é amnésia desse pretérito mais que Perfeito
então às vezes, só às vezes soa o telefone na madrugada

A insônia causa solidão na madrugada.
Os pensamentos fluem naturalmente.
Fatos são lembrados, felizes ou infelizes.
Ao invés de forçar o sono que não aparece,
Leia um livro, assista um bom filme,
Veja as mensagens e imagens virtuais,
Curta, compartilhe, comente, publique.
Aproveite todos os momentos da sua vida.
Aliás, você merece ser feliz.

Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

Nem a rosa, nem o cravo..., Folha da Manhã, 1945

Jorge Amado
Figuras do Brasil: 80 autores em 80 anos de Folha