Mensagens de Solidão
"Escolhas através da solidão ou, necessidades ou, desejos.
Vincula a realidade e idealismos.
Todas ações estão fadado as frustrações.
Entretanto, não tenha medo de desistir,
de recomeçar.
Relute a uma nova chance de ser bem-afortunado.
E aprendar a ser jovial largado, ame a si mesmo."
"Estar sozinho,
porém, não sem ninguém.
Não se trata de solidão.
É, simplesmente,
a experiência da paz absoluta
e ilimitada."
As vezes passeio no paraíso, percebo a solidão do Pai; Ele brinca de bumerangue com os astros nos proporcionando dias e noites... tenho a leve noção de como Ele se sente quando escrevo um poema. Ele é triste...
GÊNESIS
Deus fez o mundo,
Deus fez o homem
E viu sua solidão
E fez a mulher,
Mas o homem foi ingrato
E fez outros deuses...
E fez a televisão
E o mundo feito por Deus
Cabe na televisão
Feita pelo homem
Deus fez o amor,
O homem fez a paixão
E por amor Deus se fez homem...
O homem fez ele viver a sua paixão
E o crucificou...
Você nem sabe o que é solidão
Por ser assim tão bela,
Tem sempre alguém a tua disposição
Em alguma janela...
solidão
A solidão é transparente...
É parente da saudade
É prima de uma prima ausente...
A solidão é irmã de quem não veio,
Amiga de quem faltou,
A solidão é multidão em lugar nenhum...
Moveis empoeirados, teias de aranhas
Catando assombração...
Passos no porão...
Um gotejar inoportuno madrugada afora...
A solidão é um riso sarcástico na lembrança,
É uma lembrança fugaz de um doce momento,
É vulto passando, e cortina balançando com o vento...
A solidão me fez poeta,
E cria espaços, mas me aperta contra a parede,
Mostra-me um mar de desejos
E me mata de sede...
A solidão mente,
Diz que eu posso voar da cobertura,
É uma ternura delinqüente
Me oferecendo chocolates com cianureto
Cecilia
Nesse oceano veleja a poesia
O mistério das palavras
O silencio da solidão,
Vagas imensas,
Imensidão...
Arquipélago em mim,
Ilha na sua solidão
VIRGÍNIA
Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...
Antes de todos os olhares,
A ventania da solidão varria o superfluo,
O espirito purgava seus pecados,
Minhas roupas rotas me vestiam
A essencia com pérolas e brilhantes...
Antes de todos os sorrisos,
A alegria germinava um campo fértil
Minh’alma solo fecundo e profícuo
Antes de todos os abraços um turbilhão
De emoções me dizimava
O não saber-me pronto a colheita,
Mas ainda paupérrímo já saber-me rico
A dor que dói hoje em mim
amanhã me fará voar
e esta solidão que dói assim
amanhã será motivo pra cantar...
Basta dizer
Que a solidão não me apavora,
Já me acostumei
Com os problemas de agora
E outros que antes já vivenciei...
Ah, posso até dizer
Que não sou infeliz
Que já sei caminhar
Com os meus próprios pés...
Que já penso em partir
E um dia quem sabe
Imaginar que tudo acabou...
Basta dizer que já consigo ver
E admirar as luzes fugazes
De um alvorecer,
Sem pensar na frieza
De dias monótonos
De alguém solitário e triste
Assim como eu...
. Quando a saudade perguntar por mim
Diga que a solidão que já me esqueceu
Solidão sempre pergunta por saudade
Saudade pra mim já morreu
Quando os olhos lacrimejam
a solidão já se perdeu nos pântanos
e a alma já foi devorada pela alcateia...
O PÂNTANO
Quando os olhos lacrimejam
A solidão já se perdeu nos pântanos
E a alma já foi devorada pela alcateia...
Então a neblina cai fria,
Perolada por um ou outro
Raio furtivo de luar
Que escapam por entre as nuvens,
As manhãs são raríssimas,
Uma ou outra lembrança
De um passado longínquo,
A essência humana é esse pântano;
Uma criança frágil caminhando
Num terreno íngreme e pedregoso
Sob olhares famintos de lobos...
Esses grãos brilhantes,
diamantes vãos
a enfeitar a noite
a ilusão...
a adornar a solidão
a salpicar o teu poema
com fagulhas
você que delira a contemplar estrelas
vagalumes de outra dimensão...
O que me faz pensar
que a solidão até faz bem
é perceber que as coisas mais profundas
afloram nos momentos solitários...
