Mensagens de Praia
Por vezes sou amanhecer
Faço das areias
Minha praia
Por hora almejo as montanhas
Escaladas emocionantes
Vistas deslumbrantes
Sou o verde
Na rotina aproveito a cidade
Arquitetura, história
Pedaços do passado
Busco o futuro
De repente quero tudo
Me encontro urbanamente
naturalmente
natureza
Tudo junto e misturado
Também sou por do sol
Visto o anoitecer
Incorporo a vida
E quando o hoje me consome
A felicidade invade
Praia da Costa uma paixão inexplicável
Quando menino entre a escola e o trabalho sempre sobrava uma hora para mergulhar em suas ondas
Com suas areias douradas convidando para esquecer os problemas da vida
Com êxtase de alegria e felicidade superava cada onda que vinha ao meu encontro
Como esquecer a praia que me encantava com o som no quebra-mar das ondas com as pedras.
Que me revigorava em cada onda que me alcançava molhando o meu corpo.
Em um ritual de água e sal a limpar as impurezas e me preparar para novos caminhos a trilhar...
Como esquecer a Praia que me ensinou que a vida tem tempo de calmaria e tempestade
De silêncio, de contemplação, fé, respeito, equilíbrio e paz.
“” Perder um grão de areia
Numa praia deserta
E imensidão
Se for considerada a busca pra reencontrá-lo...
- Nada é tão insignificante que não tenha seu valor....””
Eres lua
así quando posto luares
teus mares se transformam
e tu maresia
praia deserta
mas enches e sacodes meu ser
revolto, tipo paixão
no furor
me entrego nos teus braços
sereia, para fazer-te na areia
encantamento
na plenitude e serenidade do amor
Sentei na areia da praia com um amigo
a ideia era passar o tempo
ele não falava, mas me entendia
ficamos por uns instantes a olhar o mar
cada onda era um pensamento, uma reflexão
pensei no amigo e como estaria entendendo tudo aquilo
ele me olhava e voltava a mirar o mar
por um momento viajei na sensação em que ele também viajava
nesse dia entendi o valor de um companheiro
ao ver aquele cachorro sentado comigo
olhando o infinito
como se quisesse aplacar minha solidão
não tive dúvidas
levantamos e fomos correr pela praia...
" Ousas invadir pensamentos, pontuas madrugadas
és como ondas de praia num vai e vem sem nunca ficar
és quem sabe apenas o sonho
um dueto à beira mar
mas só, sinto o sabor das ondas molhando meus pés
mas só, o luar perde a graça sem querer
mas só, tento não conter a saudade
mas só, o que mais posso fazer?
Seriamos mar, praia, nudez
o conjunto perfeito,nas redes do amor
acaso a saudade não fosse presente
e nós não fôssemos apenas
recordações...
O nada é só isso:
Um homem nada na praia!
O nada metafísico não existe.
É apenas criação demente de nossa mente,
que, como sabemos, mente.
A matéria sempre existiu,
é anterior ao espírito, que é novo,
criação do homem.
O Universo (s) sempre esteve aí...
Se transformando...
Nada (?) é para sempre,
tudo se transforma, morre, explode, renasce...
Esta é a grande aventura do homem,
descobrir sempre e mais o que já existe,
em uma jornada sem fim. Se algum dia tiver fim,
encontramos o nada e mergulharemos nele.
Na praia de areias alvas
Vejo passar o desbravador
Vendendo suas castanhas
Feliz.
Ahh! Que homem trabalhador,
Semblante simples e meigo,
É um batalhador.
Sempre usa uma viseira,
Cobrindo a testa de ferro
Pois carrega de lembrança
O sinal na sombrancelha.
Um certo cabra da peste,
Deve ser parente de lampião,
Separou uma em duas,
A marca de uma senda.
Gosto de me inspirar no peão,
Neste momento fico rindo
Em cima do muro de nossa casa,
__ha algo encrespado e encaracolado,
Diz ze-borracheiro
Que o desgarrado vendedor,
Já morou por aqui.
.
Via WhatsApp, recebi um breve vídeo de cerca de um minuto, registrando na praia, a beira do mar, casal de idosos, bem idosos, que brincam de chutar a água para molhar o outro, como crianças/adolescentes, uma cena de um lirismo, cumplicidade e carinho que emociona, ratificando que: amor não tem idade!
Viver e amar, e quando o Sol raiar, caminhar na praia e sentar na areia, para olhar o horizonte do mar.
Na areia da praia.
Nas águas do mar.
Quero pra sempre morar.
Ondas que batem no costão.
Rede que pescador joga pra buscar seu pão.
Marejar.
Água salgada meu corpo a salgar...
das dores e tristezas do mundo a me purificar.
Vivo no mesmo vai e vem das ondas... num pra lá e pra cá.
Pés na areia... mãos no mar.
Eu Só Queria
Olhar o mar, a praia, pisar na areia;
Ver o dia passar a minha maneira;
Sentir o sol deitada na esteira;
Mas aqui estou: em pé na madeira.
Modelando... igual sereia
Pra ter uma foto, pra que você creia
Que veja além, além da poeira,
De ironia e sarcasmo somado à bobeira.
Moral da proza: sereia que gosta de areia
Um dia vira prisioneira.
BARQUINHO DE PAPEL
De vez em quando vou a praia
Não com a frequência de antes,
Mas ainda sonho diante das ondas...
Se eu fosse um peixe eu já teria sido pescado
Se eu fosse uma embarcação já teria naufragado...
Talvez tenha acontecido em outras vidas
Com peixes espadas e um navio fantasmas
Com degoladas namoradas
Que amei intensamente e nunca as tive...
Mas ainda sonho nessa imensidão de vagas enormes
Como um barquinho de papel que sobe e desce nessa ilusão
Que viaja no passado e de vez em quando vai a praia,
E não com a frequência de antes, mas ainda sonha...
Hoje a praia tá sequinha
Já estou prontinha
P'ra me bronzear
Sua cerveja está aqui, mofada
A ostra, temperada
É só você chegar
Mas nem bronze, nem breja
Nem sei mais o que fazer
Me dou inteira p'ra você
Chego até a esquecer de mim
E nem assim p'ra você me assumir
- Devota
Até o fim
Nuvens plúmbeas no céu.
Gaivotas em voos rasantes.
Vem as ondas beijar a praia.
Nada mais agora é como era antes.
O sol não madruga mais.
O vento sopra ou não sopra... tanto faz.
A chuva cai alaga ruas, campos, jardins.
Ou não cai... seca tudo.
Racha-se em pedacinhos a terra seca.
Não há alma que não se esmoreça.
Tudo tanto faz... como tanto fez...
Quem foi que assim fez?
Somos só e somente só um contorno nas mãos de um escultor que os criou do pó.
O que tem de vida dentro de mim
Conseguirá respirar até o fim?
Gosto das noites calmas.
Das ondas varrendo a praia docemente com suas águas salgadas.
Gosto de andar descalça pelas madrugadas à meia-luz que desponta na linha do horizonte.
Gosto dos dias tumultuados.
Ruas em completo turbilhão.
Eu?
Só mais um espectro que paira invisível na multidão.
A vida tem sentido?
Não sei...
A chuva,
O gato,
As ondas na praia a quebrar,
Um quero-quero a querear?
Talvez.
Um sussurro.
Um murmúrio.
Um zunido.
Uma fala ao pé do ouvido?
Talvez.
Um ir e vir.
Um passear.
Um medo de amar.
Uma lágrima a rolar?
Talvez.
Talvez seja a vida só uma encenação
de uma mente maluca, excêntrica... vazia...
desesperadamente querendo preencher seus infinitos dias.
Talvez.
