Mensagens de Morte de um Irmão
"Não é sobre onde a vida começa e termina, é sobre fazer-se feliz entre uma coisa e outra!'
Haredita Angel
29.01.23
"Depois que eu morrer não precisa me dá flores, faça isso enquanto eu viver.
Olha, não estou só falando em flores!"
Haredita Angel
28.04.24
Eu amo como se fosse verdade,
Num mundo de mentiras;
Como um bêbado da noite, na sobriedade da manhã;
Como um adolescente entusiasmado, por razões senis;
Amo como um inocente condenado à forca,
Que mesmo assim, ainda crê na Justiça!
Amo como se fosse luz, na mais completa escuridão;
Como se fosse partida, no trem da volta!
Amo como se fosse vida, no seio da morte;
Como se fosse pra sempre,
Desesperadamente pra já!
Pare de reclamar
Que partiram seu coração.
Triste é viver,
Sem saber que tinha um.
Viva. Ame.
E morra feliz .
Fragmento VIII - Violência simbólica II
É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito.
A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim,
não pode experimentá-lo nem morte, muito menos vida.
Não há armas nessa peleja; nem tampouco ato que livre.
Parcas águas não podem saciar o homem sem domínio de si,
obstinado a beber daquilo que lhe é comum.
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
Desumanização
Começam te ensinando
que você e tudo aquilo
que existe de bom
ao seu redor é inútil,
Depois ensinam a você
e outros a ofender por
qualquer motivo fútil,
Convencem a você mesmo
e quem está ao redor
que a sua vida não tem valor,
Você e os seus estarão
tão entretidos com o círculo
vicioso de agressão que estarão
acreditando que merecem
e que a vida é assim mesmo,
E quando menos você
se der conta porque não
dão nenhum momento de paz
para pensar vão lá e acabam
com a sua vida e a do seu povo,
A desumanização sempre
para a morte constrói o escopo.
Acostumar com o errado, nos incapacita de forma doente pelo erro e nos vitimiza como coitados. A esperança atrofia e nos distancia de qualquer possibilidade do acerto para vivermos um dia, pelas melhores mudanças felizes que merecemos naturalmente por vida.
A policia e a população, infelizmente ambas são vitimas de politicagens menores bissextas da despreparada maquina publica brasileira.
A vida é crescimento e contradição, nascemos e morremos um pouquinho mais a cada dia. Não existe a mínima possibilidade de rebeldia, na inação.
O tribunal do crime, hoje tão adotado pelas criminalidades, na maioria das comunidades de baixa renda, onde o poder publico não entra, pelo Brasil, inspiraram se no exemplo atual inconstitucional dos tribunais superiores, que politicamente acusam, criminalizam, julgam, condenam e por eles mesmo executam. A única diferença é que a pena máxima nas áreas de criminalidade são realizadas escancaradamente e impunimente, lá mesmo enquanto que nos institucionais tribunais superiores a pena máxima são executadas arbitrariamente e ilegalmente, homeopaticamente devagarzinho, no meio da sociedade, aniquilando todo e qualquer direito de resposta e de defesa, mesmo que o cidadão seja inocente.
A indústria estética universal em busca da beleza instantânea da vida a qualquer preço e valor, torna se cada vez mais amoral e antiética, se baseando nos artifícios da morte e sofrimento dos pequeninos indefesos roubando lhes a juventude.
A vida sempre precisa muito de cada um de nos...não desista. Mude a folha, enxugue as lagrimas e recomece a escrever sua nova historia, não abrevie nada quando chegar a hora e o exato momento a existência fará a parte dela, sem consultar sua opinião.
A paz e a soberania contemporânea mundial se afasta cada vez mais dos argumentos de uma politica verbal exterior e dos tratados multilaterais pacificadores. A paz e a soberania hoje resume se a uma simples questão de poder ofensivo bélico com armas bio-químicas e nucleares de destruição em massa que garante sua posição e opinião interna independente.
A mesma água que mata a sede por vida sem medida e sem controle, afoga, asfixia e extingue a vida, com a morte.
Mais um corpo de um morto estendido na calçada, atrapalhando a manhã da grande cidade. Quem foi não sabemos enfim, onde foi o começo e este breve fim. Quem sabe sera mais um afortunado de uma vida inteira de enormes buscas e alguns encontrares por diversos lugares, onde foi confundido como filosofo social e permitido ver com profundos olhares e incendiados efusivos sentimentos. Por tudo isto, agora não é mais nada, não tem documento vai como indigente, um corpo perdido que se expõe ao tempo, pelo mau cheiro fétido de carniça que espalha o vento.
A cultura entrelaçada com a politica de partidos é ineficaz, inoperante e inexistente na salva guarda dos patrimônios históricos, artísticos e culturais matérias e imatérias de qualquer povo. Logo também vale o refrão, na cultura em qualquer parte, independência ou morte.
No meu País se recorda
orando nos cemitérios
em memória daqueles
que se foram deste mundo,
A morte em si para mim
não carrega mistérios;
A morte não é partir rumo
ao Paraíso ou ao Inferno:
A morte é a invasão de limites
e aceitar a colonização do outro.
