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É certo que, quanto mais rude é o trabalho em que te consomes, em nome do amor, mais ele te exalta. Quanto mais te dás, mais cresces.

“É tão misterioso o país das lágrimas.”

“– A gente se sente um pouco só no deserto.
– Entre os homens a gente também se sente só.”

“E eu não tenho necessidade de ti, e tu também não tens necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

“O essencial é invisível aos olhos.”

“Eu sempre amei o deserto. A gente se senta numa duna de areia, não vê nada, não escuta nada. De repente alguma coisa irradia no silêncio...”

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.”

“Eu estava triste, mas lhes dizia: É o cansaço...” Quando o mistério é impressionante demais, a gente não ousa desobedecer.”
(textos de O Pequeno Príncipe)

Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas.

Quando as trevas se desfazem diante da luz, quando o ódio é vencido pelo amor, quando a morte se encontra com a vida, quando os projetos humanos caem por terra e se deixam levantar os projetos divinos e, principalmente, quando se abrem os olhos e não não se consegue ver mais nada, o ideal é seguir o coração, pois "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos".

Saint-Exupery, Antoine de, O Pequeno Príncipe.

E se acontecer passarem por ali, eu lhes
suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então
um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde
quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste:
escrevam-me depressa que ele voltou...

"Um desenhador sabe que chegou á perfeição,quando não tem nada mais para adicionar,nem nada mais para retirar."

Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer.

É muito mais difícil julgar a si mesmo que julgar aos demais. Se você conseguir julgar-se corretamente será um verdadeiro sábio.

Antoine de Saint-Exupéry
O Pequeno Príncipe (1943).

⁠Ninguém nunca está satisfeito no lugar onde se encontra.Somente as crianças sabem o que procuram...

A perfeição consegue-se não quando já não há mais nada para acrescentar, mas sim quando já não resta nada para tirar.

Foi ele, e não outro, que me ensinou a morte e me obrigo, quando eu era moço, a olhar para ela cara a cara, porque nunca ele foi pessoa para baixar os olhos. O meu pai era da raça das águias.

Só estou disposto a salvar aquele que aceita ordenar-se em volta do pátio interior, da mesma feição que o cedro se edifica em volta da sua semente, e fica a dever o desenvolvimento aos seus próprios limites. Estou disposto a salvar aquela que, em vez de amar a primavera, ama a ordem desta ou daquela flor em que a primavera se encerrou; que não ama o amor, mas sim este ou aquele rosto particular que contraiu o amor.

Estou farto de ter medo de que arruínem a minha obra aqueles que eu não consigo cobrir. Sei que eles ameaçam os outros e conheço os discutíveis benefícios da minha verdade provisória, mas nem por isso ignoro que eles são nobres e portadores de verdades.

Não podes ensinar-me uma verdade que domine todas as verdades particulares deles e as acolha todas no seu seio? Se, destas ervas que se devoram umas às outras, eu fizer uma árvore que uma alma única anime, então este ramo aproveitará da prosperidade do outro ramo e toda a árvore será apenas colaboração encantadora e expansão ao sol.

Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

"Passar pelas suas alegrias e angústias como quem passa por quem não lhe interessa."

Cai chuva do céu cinzento Que não tem razão de ser. Até o meu pensamento Tem chuva nele a escorrer. Tenho uma grande tristeza Acrescentada à que sinto. Quero dizer-ma mas pesa O quanto comigo minto. Porque verdadeiramente Não sei se estou triste ou não. E a chuva cai levemente (Porque Verlaine consente) Dentro do meu coração.

"E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas..."

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

(...)

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Tenho dito tantas vezes, quanto sofro sem sofrer, que me canso dos revezes, que sonho só para os não ter.