Mensagem Póstuma
Mencionaremos sempre o seu nome e recordaremos nossa história todos os dias...
Em nós, deixastes lembranças imortais e um grande vazio onde a saudade se multiplica diariamente.
Por Marcilio Dias(Tigrão)
"Essa lágrima dedico a você
Que colocou um sorriso largo em meus lábios
E depois uma dor imensa em meu coração "
Oh, amor que escapou pelos dedos,
Como areia fina que se esvai,
Te busquei e não te encontrei,
Agora desejo sentir-te em mim,
Mesmo que seja tarde.
Não viva momentos, viva a sua vida. Pra que recordar se o passado não volta, você vive o presente, que somente caminha para o futuro.
Da mesma forma que não se deve repetir a mesma refeição de um prato que estava muito gostoso. Não se deve voltar a um lugar que no passado se foi muito feliz. Parte da sabedoria do tempo é ter saudade do bom, no que passou e não tentar de nenhuma forma repetir.
As saudades de lugares felizes do passado devem ser relativamente substituídas por outros lugares, tão bem felizes de tempos em tempos.
Somos seres humanos, e como tal podemos nos sentir sozinhos e desencorajados às vezes. Mas nunca devemos nos esquecer da magia da vida, aquela que nos leva adiante mesmo nos dias mais difíceis e sombrios. Porque a vida pode trazer-nos incríveis oportunidades e o melhor da humanidade. Uma chance para amar, perdoar, crescer, conhecer e viver o melhor que temos para oferecer. Deixe-se encher de emoção e positividade, e compartilhe a alegria com aqueles ao seu redor. É possível mudar o caminho da vida, através de ações e palavras boas. Essa magia pode mudar tudo ao nosso redor, quando começamos a ver com olhos cheios de amor.
Quando um poeta diz que te ama, é porque ama, mas não julgue ser paixão.
O coração de quem vive o amor como um sonho é um coração que carrega uma tristeza imensa,
transformando cada dia em uma eternidade de dor.
Acolhe para si sentimentos tão profundos e devastadores, que nenhum outro,
com tão pouca experiência no amor, jamais poderia expressar em palavras.
Alimentar a mágoa e o ressentimento é como arrancar o coração diversas vezes por dia e deixar a dor.
O que você quer arrancar hoje?
Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Poetamento
Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.
As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?
Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.
Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.
Carlos Daniel Dojja
QUANDO TE SONHO
Quando me aposso da noite do sonho,
Os pés do mar correm em ondas,
E querem se aformosear em teus passos.
Tornam-se seixos encravados em tua espera.
Na terra os braços do vento te acariciam.
Matizam-se de cores para ornar teu ventre.
Tua boca me incita,
Ao não desver o querer imaginado.
Não desperto. Cubro-me de ousadia.
Continuo te inventando,
Antes que desenleie o dia da saudade,
Entre uma e outra possível eternidade.
Comentário sobre a Língua Portuguesa:
Em nossa língua oração é construída ao verbo.
O sujeito está então sentenciado.
Numa conjunção de tempos passados, presentes e futuros,
Onde se mesclam adjetivos e a vírgula fica ao lado.
Mas eu confesso que busco os substantivos, sem desprezar os predicados.
E quando me ponho a tecer frases exclamativas ou declarativas,
vem-me as imperativas, a interrogar-me sobre as optativas que se depreendem na singularidade.
Faço oração para encontrar o sujeito absoluto em sua simplicidade.
Aprendi assim à oxítona amar e a expressão única da saudade.
Oh Niterói !
És para mim
um amor que não se corrói
e tens o perfume do jasmim
nesse meu poetizar.
Oh Niterói !
Quando longe do seu mar...
a saudade só me dói.
Eu sinto saudades
daquele tempo
em que eu lambia
a colher de pau
com resquícios
da massa de bolo...
Eu sinto carência
de uma fatia
do bolo da infância
que ficou alí
apagada no sopro de
um desejo infantil...
Mas...
eu ainda sinto viva
a presença daquela menina
acanhada
que brincava de escrever versinhos perfumados de meiguice...
Ela sobrevive em mim!...
✍©️ @MiriamDaCosta
#EscrituraCriativa #Poesia #Versos #Pensamentos
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