Mensagem Pesar Morte
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
O humanista não nega a morte, ele a usa como motivo para intensificar tudo que faz sentido enquanto vive.
A morte de Jesus foi um reembolso que ele pegou de volta três dias depois. Se os pecados voltaram com ele, a crucificação foi só uma sesta de fim de semana. Ele teria feito um favor à humanidade se tivesse permanecido na tumba.
Defendo a pena de morte apenas para os niilistas, os suicidas, os negadores da vida devem ser jogados de volta ao nada!
Tirar o sustento dos miseráveis é condená-los à morte por falta de comida e remédios. Muitos padres e pastores, ao explorarem a fé, tornam-se vilões que matam lentamente.
O cristianismo não salvou ninguém da morte. Só inventou uma história infantil para você não reclamar enquanto morre.
Pastores prometem o paraíso depois da morte, enquanto vivem o deles aqui na Terra às custas do dinheiro e dos corpos dos fiéis.
O sofrimento não me fez melhor. A morte não me ensinou nada. O caos não tem lição. Qualquer narrativa contrária é autoengano.
O sentido da vida não se encontra na morte, mas na perpetuação do nosso traço no mundo, transmitido pelas mãos que vêm depois de nós.
Quando as entradas sensoriais cessam na morte e, hipoteticamente, retornam depois numa vida após a morte, como provar que se trata do mesmo sujeito e não de uma cópia perfeita da consciência anterior? Se a consciência pode ser copiada, por que punir um clone?
Aquele que mais teme a morte é, paradoxalmente, o primeiro a entregar a vida pelo grupo; pois somente quem conhece o valor infinito da existência compreende a magnitude de oferecê-la em sacrifício.
“Entre o nascimento e a morte existe o território do Direito: o espaço onde a existência procura não ser injustiçada.”
