Mensagem para Filha Criança
Ar melancólico
Gastura
De
Balanço infantil
Sem criança
Olhar perdido
Mirando
Não sabe
O que
Resquício
De banzo
Talvez
Tinha
Disso
Depois
Passava
Anastomosados e Entrelaçados Rios
Tudo o que dorme, é criança novamente. Talvez, porquê no sono, não se possa fazer mal e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, a mais fechada e egoísta arquitetura visual, ao estar longe de nossos demônios que vivem ao apagar das luzes, e que corre pelos corredores ao tocar apagador, enquanto dormimos, há a segurança e, o eterno retorno, nos desperta e não nos fazem mais espertos, nos coloca diante do corredor e do apagador, que, pode estar aceso ou apagado. O tempo passa rápido é água de rio que não volta.
Como uma criança, anseio por sentir com verdade, falar com leveza e desconhecer a mentira, pois nela, nada há de natural. A criança não finge, apenas existe, inteira e sincera no que sente.
Durante o período
da infância no interior
não existe ninguém que
foi criança feliz ou triste
que não tenha ouvido
alguma lenda ao redor
de um Mussum num rio,
Eis a nostalgia de uma Pátria
ingênua de um destino
que não volta nunca mais:
(Uma memória de quem viveu
na roça para que também
não seja apagada esta singela
história de um tempo que
éramos felizes e não sabíamos).
A CRIANÇA QUE PERDI:
Esta noite eu não dormi, com meu siso,
Decidi... Viajei no passado (...).
E presente me encontrei com a criança
Que havia deixado a chorar na estrada sem tino
Do alto do consciente, a vi... E entendi.
Pra rever meus sonhos, planos, e desejos...
Eram todos fúteis!
Nasciam da fértil e quimérica imaginação
Daquela homérica criança.
Neste instante, inexoravelmente anseio
Seu resgate
Porém não me é dado êxito
Ah! Meu mundo surreal
Ofusca a aura clara
Do régio ser que um dia fui.
E dormi apenas eu...
SONHOS DE CRIANÇA:
Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.
DE PARA FILHO:
Quando criança eu for...
Dileto filho.
Deveras já serás homem!
Em suplica de pedirei
Perdoa minhas travessuras!
Mima-me com lenitivo
As agruras do impiedoso
Tempo!
Quão intempestivo vento
Arrebata nossos sonhos
Dilacerando os pensamentos
Das coisas que nos alentam.
Filhos, netos amores incontestes.
A tudo serás preferido.
A CRIANÇA QUE DORME EM MIM:
A criança que dorme em meus braços
Num ímpeto de razão fixa seu olhar ao meu
E num gesto de profunda sabedoria
Numa interrogativa surpreende-me
Eu não vou crescer?!
Ora, meu bem! Claro que sim!
E em uma rogativa - Disse-me
Em soluços...
Não deixe! Eu não quero crescer!
Tá! Mas por que meu amor?
Com feições enrijecidas, exclamou
Não quero ver você a mim morrer!
Voltou a dormir...
E sonhou eternamente criança.
Série: minicontos
PAGLIA
- Veste-se de criança e alegria seu sonho de fantasia, ao cair da ribalta. Sinestesia...
QUANTAS ALMAS TEMOS:
Quando criança está sozinho me era aprazível.
Meus poucos amigos, pouco me eram!
Assim me fez viciar ao perigo da solidão.
Recluso ao meu tumulo, em silêncio,
Escutei a voz do coração distanciando-me
Do convívio com pessoas.
Saímos de cena para deixar fluir!
Na plateia mascaras sem olhos.
Metade de mim era alma, outra metade nem calma.
A vida nada mais que comédia suburbana
O único ato de um único monólogo.
O idiota canta, sozinho encena horas a fio
Logo sua voz se faz silêncio sob a égide de um até breve.
Quando, vê, o show acabou.
A comédia bufou.
Nada é eterno!
Não sabemos quantas almas temos.
Cada momento não somos ou cabemos.
Minha criança
Eu fui criado menino buchudo.
Não tinha medo de nada
Do escuro, da chuva ou papangu
Cresci assim
Como Deus criou batata
Em meio aos jogos de bola de gude
Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira
Amarelinha...
Sim, amarelinha!
Qual o problema?
Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil
Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri.
Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada
Nu, no frescor da inocência.
À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim.
No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia
Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias.
Talvez não fosse recomendado para a saúde física.
Mas, de certo, era lenitivo à alma.
Saudade do meu tempo de criança
Passado que não se encontra mais.Nicola Vital
Venho de uma infância
de poucas responsabilidades,
Quando pensava mais em ser criança,
saia pra rua brincar,
às vezes, até chegava tarde,
Carregava uma ingenuidade
que, hoje, faz muita falta
diante das tristes realidades.
Ôh, preciosa infância!
fui uma criança atuante
com minha dança de principiante,
meu canto inexperiente
ao dedilhar de um violão,
uma doce lembrança
que carregona mente
e guardo no coração.
A Felicidade Ingênua
na Simplicidade de uma Criança
é Sinal de que Vale a Pena
Não perder a Esperança.
Ocasião prazerosa
por poder presenciar
O sono tranquilo
de uma criança amada
Uma sensação de alívio,
um conforto pra Alma.
Natália, Confiante Mulher
Que desde criança sabe o quer,
De uma personalidade
que tanto cativa
quanto incomoda
ou, talvez, intimida,
Mas não se importa,
defende seu ponto de vista,
é audaciosa,
Cabelos cor de fogo
como uma chama viva,
Além de ser linda,
Natália com a vida, sabe lidar,
Sensata Postura, Belo encorajar.
"Beba da taça Vida. Saia do casulo da Velhice. Metamorfoseia-te e vira criança até morrer."
(Haredita Angel)
"Não sou mais criança.
Não quero mais brincar de esconde-esconde.
Eu quero mesmo é ser encontrada.
Deus me livre morrer nesse esconderijo."
☆Haredita Angel
