Mensagem para Amigas com Rima
Sad, sad, sad, sad, sad, sad, quase um anjo,
Chapa, chapada diamantina
Diamante rima com eternamente,
Meu olhar ausente, uma caverna
A guardar o sol e a dor eterna
Das luzes que na tarde
Arde a cair nos canyons;
Quase anjo, sad, sad, sad. sad, sad
Quem há de mudar o imutável
A não ser o tempo
O tempo de recolher as pedras,
De reconhecer as perdas
O tempo de colher as pedras preciosas
O tempo de descer a mina
De guardar o horizonte
Na silhueta feminina
A caçar mamutes como borboletas
Com a leveza e o romantismo de libélulas
A se espelhar no lago
Triste triste triste quase existe
A impossibilidade de poder
Buscar no tempo o olhar de ternura
No momento que por um instante de loucura
Aquele olhar me fez acreditar em anjos.
nada é puramente poesia
entre uma rima e uma estrofe
existe a despedida, a dor, o tempo
o sentimento, o ressentir e a morte
Mulher, tua beleza é como um soneto de Vinícius de Moraes, rima com encanto e pensamento, fina como as estrofes metricamente planejadas, contagiante em todos os momentos.
“A rima da vida está na balada do sofrimento, as lágrimas do momento de dor valem ouro e os olhos umedecidos são diamantes acendendo a luz na escuridão"
Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)
Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.
Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.
Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.
Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.
Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.
Nem todo poema tem rima,
nem todo açude é barreiro,
nem todo mato tem rama,
nem todo baião tem tempero,
nem todo matuto é arigó,
nem todo cantor de forró
é de fato um vaqueiro...
Meu nome é Everton Lima.
Meu talento é fazer rima.
Meu verso é matéria-prima,
é cultura e é ligeiro.
Do soneto ao cordel,
desempenho meu papel
com rima precisa e fiel,
cantando quadrâo mineiro.
A minha poesia
é Barraca do beijo
sem preço,
Celebro a rima
com o teu desejo
que me brinca
e inteiro te beijo.
Guarde contigo:
rima de sonhar,
verso peregrino,
canção de mimar.
Além continentes:
trilhas poéticas,
poemas amáveis,
rotas contentes.
Doces vertentes
sabem velejar
poesias silentes
sabem mapear.
Alma envolvente:
feita de [mar],
verso continente,
quero te beijar.
Existe
tipificação
para prisão
sem qualquer
satisfação,
Para o quê
é certo há rima
que não se deixa
capturar,
Quem está
calado,
saiba que
não vou
parar de falar;
Porque são
quatro semanas,
muitos versos
e muitas horas
sem sentido
fazendo fronteira
e mexendo comigo,
E por causa disso
não me permito
neste assunto
não mais tocar.
No escuro,
Sem espanto,
E com agradecimento
Que no momento
Que me faltarem
A letra, a rima
E o verso:
Sempre haverão
Poetas bem
Melhores do que eu.
Porque desse canto
Muito discreto,
Embalo entre os lábios
O assobio para chamar
A liberdade que sempre
Te pertenceu.
Diáfana rima que
vai pelas estradas,
florestas, llanos
e andinos páramos,
Assim nos passos
dos imigrantes
venezuelanos
buscando novos
caminhos mesmo
estando esgotados.
Brindados com
a pior ingratidão
que é a memória curta,
Eles se depararam
no Peru maltratados
imerecidamente.
Qualquer mal feito
a um imigrante
não tem reparação,
A minh'alma chora
e o meu coração
está despedaçado
com tanta decepção.
Reclamo não para
alimentar a contenda,
Apenas para que daqui
para frente ninguém
o mal não se repita
e dele não se esqueça.
Não sou um plano
ingênuo ou inteligente
de nenhum Comandante,
Eis me em versos de
mão própria rogando
pela preservação
da vida e a libertação
de mais de um General
e de uma tropa
que se encontram
presos injustamente,
E aguardando em
companhia de milhares
que melhores dias
venham daqui para frente.
A rima que se pedala
as palavras dos poetas
nas estrofes é aquela
que se chama bicicleta,
Ela é só para quem sabe ler
sem ver a alma secreta
das coisas e das pessoas
sem oferecer garupa e acerta.
Letra do poema
de Lindolf Bell
espalhado no chão,
Rima inabalável,
Canção romântica
tocando na rádio,...
Sonho possível
da constelação,
Maruja pós-abolição,
e estrela-do-mar
no mistério do coração;
Mural artístico
da tranquila cidade;
Atlântica verdade
do verde do Montanhão,
Da Lua a personificação,
dizendo não aos últimos
campos de concentração,
Beijos de namorados
no banco da praça,...
Um futuro de libertação
para a América do Sul
insistindo crer sem ver,
mesmo neste anoitecer.
Buscando a inspiração
e a rima sonora perfeita
pelos portais do tempo,
fui construir um exílio
na Lua pro meu coração,...
Por não querer nunca
e nem de longe
parecer com este mundo
que exalta quem
aprecia viver sem emoção;
Acariciando a delicada
felina no meu colo,
e tal como a chuva fina
que caindo sobre cidade,
muito além desta tarde
venho te esperando,...
Com todas as mais de mil
e uma noites de amor,
que tens para ofertar
sob a abóbada estrelada
o teu coração me entregar.
Optando assim seguir
por um caminho interior
para que este inverno não
deixe em mim perder
esta primavera em frescor.
