Mensagem de Aconchego a quem está Sofrendo

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⁠Nosso desejo é a paz. Até lembrarmos de quem abrirá a porta para esse caminho: a dor.

Existe uma dor, no olhar, no falar ou em algum lugar da vida de quem perdeu alguém, existe uma dor.

Quem vai me julgar?
Quem se tornou meu juiz?
Alguém que não estava ao meu lado quando a dor doía
Alguém que não ouviu meus gritos
Alguém que nunca enxugou minhas lágrimas
Alguém que não conhece a intensidade do meu sofrimento
Essa pessoa me julga?
Essa pessoa se tornou meu juiz?


Marcio H.melo

A maior dor que um ser humano pode sentir não a dor de sepultar quem amamos por mais que isso dói na alma
Mas, a pior dor que podemos sentir é quando nós sepultamos a nós mesmos...

Por Marcio Melo

"A dor bateu à porta. Quem saiu para atendê-la já não era o mesmo."

"Sobre a morte e a vida, Jalison Santos disse:


A morte traz paz, a dor é o preço de quem vive!"

Quem tem dó de si mesmo já não vive,
pois ter dó é o mesmo que se prender à própria dor,
é escolher o peso da lamentação
em vez da força da superação.

A dor é professora silenciosa: não ensina o que fazer, mas revela quem jamais ousou olhar para si mesmo. Cada passo em falso deixa impressões invisíveis no tecido do mundo, e cada lembrança esquecida é um grito contido que insiste em nos moldar.

"A dor que você venceu se torna estrada pra quem ainda tá andando no escuro."

Quem conhece o preço das escolhas e das omissões não espera viver sem dor; aprende a distinguir sofrimento de consequência. Sabe cobrar o que merece, romper quando necessário e sustentar o custo da própria liberdade. Mas justiça não é vingança, e karma não é fantasia cósmica: é a energia transformada em comportamento, o comportamento transformado em destino, e a vida devolvendo, cedo ou tarde, o mundo que ajudamos a construir.

O Limiar

Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.

Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.

Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.


Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.


Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.


E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.






Livro: La Vereda por Lucci Santz

Vou crescer.
Vou mudar.
E se doer, que doa.
Mas que seja a dor de quem está nascendo de novo.

Deixo no passado
o que não me acrescenta.
As palavras tortas,
as meias verdades,
o peso que não era meu.

E se acham que estão me derrubando,
que pensem.
Porque eu já entendi:
opinião alheia não paga meu aluguel,
não cura minha ferida
e não constrói meu futuro.

A partir de hoje eu escolho leveza.
Escolho quem me soma.
Escolho conversas que curam.
Escolho eu.

E quem não entendeu,
ficou pra trás.

Quem não enfrentar espinho e ⁠dor, não vai desfrutar carinho de amar uma linda flor.

Quem escolhe preservar a delicadeza, mesmo depois da dor, também escolhe interromper o ciclo que transforma pétalas em pedras.

Eu posso te dizer, que a dor de ser assim quem sou, não chega a ser assim um purgatório...

⁠Caminha com a intensidade de quem conhece a dor, mas escolheu o poder. O olhar, afiado como uma lâmina, atravessa a noite, carregando segredos e promessas não ditas. Cada passo é um convite ao perigo, um jogo onde só os mais ousados se atrevem a entrar. Agora, desliza entre os tubarões, não como presa, mas como predador.

Nem toda lágrima é derrota, às vezes rega a evolução. Quem transforma a dor em força descobre a paz no coração.

Amigo de verdade não é quem tenta arrancar a sua dor, mas quem aprende a carregar o silêncio do seu lado. É aquele que não tem pressa para ver você sarar, que aceita o ritmo torto dos seus dias e lembra, sem precisar dizer nada, que a escuridão nunca foi grande o bastante para apagar quem você é.