Mensagem de Aconchego a quem está Sofrendo

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Quem carrega o Céu:
não deixa rastros de dor,
não normaliza abusos,
não justifica feridas em nome de Deus.
Deixa marcas de amor que edifica,
verdade que liberta,
e graça que transforma.
Continue guardando teu coração, para que cada passo teu seja testemunho do Reino, e não eco de trevas. miriamleal

Há quem diga ser irmão, mas se incomode quando percebe que a minha dor não conseguiu me afastar de Deus.

"Quem se vai a dor morre junto, mas quem fica a dor é renascida novamente como uma maldição que é lançada a quem está próximo demais"


Marcos Coelho.

Quem te vê hoje não sabe o silêncio opressor que te obrigou a disfarçar a dor, transformando a tua fachada em uma máscara de porcelana que escondia a erupção vulcânica do teu interior, a necessidade de dissimular a angústia é o último recurso de quem se sente desamparado, a tentativa patética de manter uma dignidade em queda livre, mas o toque Dele não aceitou a tua pose, Ele desmascarou a tua miséria com ternura, revelando que a maior força reside na coragem radical de se mostrar nu de alma, assumindo a fragilidade como o teu mais novo e poderoso uniforme.

A verdade é um espelho quebrado, cada fragmento reflete uma parte de quem você é, e a dor está em juntá-los.

Acordo com a pleura aberta para o dia, como quem mantém janelas quebradas por coragem. A dor assenta à mesa e pede licença para ficar. Eu respondo com silêncio, porque o silêncio é o único remédio que conheço. E ainda assim, sorrio, não por esquecer, mas por aceitar o corte.

A dor mais profunda não está em perdoar quem nos feriu, mas sim em carregar o peso corrosivo do ódio, que atua como um veneno lento na alma. Por isso, a escolha mais libertadora é sempre a do perdão, que nos permite não esquecer o caminho percorrido, pois a memória protege e ensina, mas que nos livra da prisão que construímos para nós mesmos. Esta é a resiliência que exige leveza para voar alto. Minha alma já foi um campo de batalha, um barulho caótico, mas hoje se transforma em uma melodia calma e afinada, um equilíbrio conquistado onde não me permito ser derrubado. Eu escolho a dor que me liberta e o autovalor que exige reciprocidade, aprendendo a diferenciar quem é apenas uma estação passageira de quem se torna um destino importante. Essa sabedoria nos traz a leveza da alma necessária para entender que a vida nos derruba para nos alinhar, nos desmonta para nos reorganizar, não é destruição, mas a lapidação que nos prepara para o ápice do nosso renascimento.

Aprendi a moldar a dor como quem esculpe uma palavra, a transformar o sangue em frases que cabem na boca. Não busco cura, procuro sentido, um fio que atravesse o vazio, um verso que substitua o soco, que torne a queda suportável.

Exauriu-me a tarefa de legendar minha dor para quem não sabe ler sentimentos. Prefiro o silêncio de quem escreve.

Chopin tocava o piano como quem acaricia uma ferida aberta, buscando a nota exata que fizesse a dor se transformar em beleza sonora. Eu tento fazer o mesmo com as letras, buscando a palavra que faça o meu peito parar de arder por alguns segundos de leitura silenciosa.

Eu me tornei um observador da própria dor, como se houvesse uma distância entre quem sente e quem entende, e talvez seja isso que me mantém funcional, porque sentir tudo diretamente seria insuportável.

O espelho não reflete apenas quem somos hoje, mas quem a dor nos obrigou a ser para sobreviver.

No fim, quem atravessou a própria dor deixa de procurar o sentido da vida. Descobre, com uma melancolia irreversível, que o sentido nunca esteve na ausência do sofrimento, mas na estranha capacidade de continuar respirando depois que uma parte da alma já morreu.

Existe um cansaço que nenhuma noite de sono dissolve: o cansaço de explicar a própria dor a quem jamais desejou compreendê-la. Depois de inúmeras tentativas frustradas, o silêncio deixa de ser uma escolha e torna-se uma forma de dignidade. Não porque ele cure, mas porque impede que as nossas ruínas sejam transformadas em espetáculo para curiosos.


- Tiago Scheimann

Chorar e ver quem te fez mal rir da sua dor — essa é a ferida que mais marca. Mas lembre: quem ri da sua dor hoje, pode chorar da sua força amanhã.


Tatyane Nicklas

Não gosto de competir, a dor do derrotado não vale minha vitória. Quem disse que o mundo é uma competição?


Prefiro viver sem disputas, sem a necessidade de "vencer" alguém ou "vencer" na vida. Vivo em paz assim, sem ter que ser o melhor ou superar os outros. Para mim, a verdadeira vitória é viver conforme o que me faz bem e feliz.


A competição é desnecessária quando se vive em harmonia consigo mesmo, no seu próprio ritmo. Não preciso me comparar a ninguém, e viver assim me traz mais leveza e prazer. Apenas vivo.

Dor é alerta, não necessariamente dor, já que quem interpreta assim é o próprio cérebro.


Toda dor temos uma interpretação negativa sobre, uma sensação ruim, dolorida, incomoda e estranha...


E repare, toda dor, indiferente de qual, a cura é sempre algo positivo, que preenche, cura aquele mal-estar negativo...


Na dor emocional não é diferente;


Nosso cérebro interpreta tal situação como um aspecto negativo, obviamente sentiremos negativo também; Mas acontece que nesse caso nossa capacidade de cura é bem mais suscetível que outras, já que podemos escolher o que queremos sentir. Toda vez que você tem uma interpretação negativa, uma dor sobre tal situação, é possível sim inverter a situação, caso você queira, e ver aquela situação na qual via como negativa, curar-se, aprender e agora ver como algo positivo, normal e simples, a cura que precisamos está toda na própria mente que entende através do que sente e com ela nos impulsa a aprender e curar aquela dor que já não existe mais.

“Mais que a traição, a dor de Jesus foi ver o mal levar quem Ele tanto amava.”

Se afaste do erro: Tente não ficar perto de quem te traz dor ou te afasta da sua paz. P.G

⁠O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.

A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.

A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.

A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.