Menino e Menina
“” Meta é juízo no lugar da emoção
É loucura recheada de razão
Redefinição caótica
Oficina de idéias
É solução mágica
Magnífico acordo
Ante fina casta jovial
Predisposto nupcial
Marca passos e não conta a ida
Mas se perde na lida
Absurda de ser quem é
Em noite enluarada.
Meta é atino
Do desatino
É sonho
De menino grande...””
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
- Fala bichinho, me diz o que você sente. Não seja como esses adultos bobos que mentem. Você sofre ? você tem um amor ? ah, claro se você sofre é por que você tem um amor.
A menina que guardava sentimentos
Joana sentimentos, como era apelidada.
Nunca se “opôs” contra seu apelido,
nem a xingamentos contra si
e andava sempre com o coração ferido!
A menina não só guardava sentimentos.
Fazia coleção e sofria sempre sozinha.
Chamavam-lhe de cabelo de bruxa,
gata borralheira, macaquinha!
Já não queria sair de casa,
Nem ir à igreja, nem ir à escola também;
Não se olhava no espelho,
tão pouco nos olhos de alguém.
Quem via a menina, pouco notava.
Parecer estar bem, fazia questão;
Foi definhando aos poucos.
Enquanto isso, inflava seu coração.
Até que um dia.… cadê a menina?!
Seu quarto calou, não mais se abriu
e seu semblante que guardava tudo
não mais suportou...explodiu!
E aqueles que riram da menina
Tão estarrecidos e culpados ficaram,
Apagou deles o riso maldoso
E se deram conta do mal que desataram!
.. quero te amar pra sempre, ser de novo um adolescente, fazer planos pra nós dois! Quero morrer de ciumes, me sentir apaixonada, rasbiscando os guardanapos...
Acreditei que ela daria início a uma nova era de paz e compaixão, e nos levaria para casa. Ela era mágica.
Vamos mostrar a eles que não temos medo. Vamos mostrar que somos mais que os grilhões que nos prendem.
Somos energias passageiras que vão escoando pelas entranhas das nuvens até o firmamento. Somos pobres em matéria que pode definhar a qualquer momento, instantes. Lá, do "Alto" eles olham e veem como somos hilários, crianças malcriadas, "birrando", teimando contra a morte, contra o tempo. Lá, no "Alto" não precisam de antidepressivos, nem de conhaque. Levei uns trocados, porém na bancada do "Alto" a moeda de troca eram respostas. Todos tinham o mesmo valor social, pois as respostas, só, tinham valor quanto a sua veracidade e benevolência.
Caroline
Carrega corpo de mulher,
Vosso rosto de menina.
Quem esculpiu Caroline,
Com tamanha primazia.
Caroline no andar levita,
Ou imagino eu que seja assim.
Mas contemplando Caroline,
Não enxergo, vejo um Querubim.
Caroline estica os lábios,
Observo... Talvez vá sorrir.
Caroline rompe os lábios.
Deus encosta do lado
Curioso também para assistir.
Do riso iluminado,
O olhar de Caroline brilhou.
Deus se retira do lado,
Com o riso que sua presença abafou.
As curvas de Caroline,
É obra prima do tempo.
Dos pés que levitam aos cachos,
Que dançam no encontro com o vento.
Apenas lhe vejo por fora,
Imagino somente por dentro.
Perco-me dentro de ti.
Caroline é vastidão.
Pequeno sinto-me aqui,
Caroline é grande estrela...
Eu um pequeno grão.
Mista menina mulher,
Caroline o anjo sem asas.
Descera do trono dos deuses,
E feito semente bem rara...
Fora na terra plantada.
Crescera divina entre homens,
O ser invisível encarnou.
Deram-lhe o nome Caroline,
Mas no céu lhe chamam de amor.
Como encerrar o poema,
Sem limitar o sublime.
Sem rebaixar o poeta,
Para que não desanime.
Encerro como no começo,
Citando o nome CAROLINE...
Uma menina de apenas 16 anos, mas com um conhecimento que nem aqueles que há 30, julgo que ainda não adquiriu. Um menina que adora questionar, filosofar a respeito de todas estas loucuras ao redor do seu universo, entretanto diante de tantos questionamentos não há respostas para nenhum. Leu certa fez a respeito de Sócrates, importante filosofo conhecido por sua famosa frase na qual diz "Só sei que nada sei.", e ficou bastante tempo ao deparar com esta frase, pensando. Logo depois, mais uma vez nenhuma resposta, contudo depois de filosofar uma frase tão famosa, resolveu não mais "entrar" neste abismo sem saída, mal poderia responder a respeito do seu eu, quem diria então responder os outros tantos questionamentos?! Foi-se então, continuar a cumprir todas aquelas atividades rotineiras. Diante de uma se deparou mais uma vez com uma pergunta no seu interior.Repito, não houve respostas racionalmente, então pensou a respeito da razão, algo que não responde, não é capaz de responder todos estes questionamentos internos. Foi-se então ao encontro do recôndito seu coração, onde só a linguagem da alma é capaz de alcançar. Ao chegar, notou que tudo que procurava, tudo que tanto perguntava, tudo que o seu corpo clamava estava lá, só não entendeu por que antes não havia procurado este caminho, sendo que é o único que há saída.
