Menino e Menina
Sylvester Stallone foi um menino rebelde, mas sempre sonhou em ser ator. Filho de um barbeiro e uma dançarina, ele sentia pulsar em suas veias a arte.
Mas a vida não estava fácil para ele.
Nascido com uma pequena paralisia facial do lado esquerdo, ele enfrentava dificuldades para entrar no mercado. Foi apelidado e sofreu bullying.
Tinha 26 anos e não conseguia um papel sequer. Ele ia de teste em teste e só ouvia “não”.
Com uma vida completamente estagnada e totalmente quebrado, passou a morar num quartinho com sua mulher e Butkus, o seu cão, perto do metrô. Stallone e o cão eram inseparáveis.
Todos os seus sonhos de sucesso estavam muito distantes. E as contas não fechavam.
Chorando, sem saber como alimentar a si, sua mulher e seu cão e sem encontrar uma saída, ele levou Butkus até uma loja de bebidas. Ali, naquele momento, sem pensar muito, vendeu seu melhor amigo por 40 dólares a um homem que entrou na loja.
Voltou para casa chorando.
Duas semanas depois, Sylvester Stallone viu uma luta de boxe entre Mohammed Ali e Chuck Wepner. Uma luz se acendeu.
Ele escreveu o roteiro de Rocky e ofereceu a um estúdio, mas ele queria ser o protagonista. O estúdio fez várias ofertas só pelo roteiro: 125 mil, 250 mil, 350 mil dólares. Ele negou.
O estúdio não queria correr riscos. Ofereceu 35 mil dólares e o aceitou como Rocky.
Ele, então, voltou correndo à loja de bebidas e ficou durante 3 dias em pé, esperando o comprador de seu cão. Pagou 15 mil dólares ao homem e voltou para casa com Butkus.
Rocky estreou em 1976 tendo Stallone como protagonista. O filme foi um sucesso e foi indicado a 10 categorias do Oscar. Venceu 3.
Que o Menino Jesus
Nasça em teu coração
Que não seja apenas festa
Somente uma tradição
Traga o que há de melhor
Tudo em um presente só
Paz, saúde, fé, união...
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.
O menino enquanto brincava em uma pequena e esquecida poça de lama
Sente-se atraído por um som imenso, um som que o convoca
Se distanciando da poça, observa um carneiro que se bate em uma parede.
O carneiro sem razão, se bate, se bate
O menino que se encontra do outro lado da parede
Pergunta ao carneiro, esperando uma resposta: "Por que se bates?Tem um grande espaço para brincar".
O carneiro continua, continua, até que em um ágil movimento, desaba-se
O menino atônito e triste, pega uma maçã que tinha no bolso, joga-lhe
O carneiro se levanta, e ao levantar, consegue um ato:Remover um espinho que se encaixara em sua cabeça ao correr pelo campo.
O menino surpreso se depara com o carneiro livre, que corre pelo campo
E o menino em singela inquietação, sem motivo, pensou ao ver: "Ele era livre, mas não era livre, agora é livre".
Em um suspiro, o inesperado ocorre: um fazendeiro lança uma corda
Corda que laça o carneiro livre, que agora é levado
E ao ser levado, a única coisa que não se prendeu foi o olhar
O carneiro, indo embora, olhando o olhar do menino.
E do nada deixei você se aproximar de mim,
com aquele jeitinho de menino inocente,
invadiu meu coração e tocou em minha alma.
Hoje tenho apenas as marcas da decepção,
da dor, de um coração que se deu por completo
para alguém que não sabia amar.
Não tenho um discurso tão maduro nem experiência que mude minha direção, sou um poeta menino apaixonado acreditando na força do meu coração;
Meu assédio é literalmente impávido aos sentimentos que amo, baseando-se no seu coração com grandes observações;
Atordôo-me em ter as certezas de que te agradei com minhas palavras tão singelas e carinhosas, porém presenteado com o seu mais belo sorriso;
Seu nome é Jesus - Vinicius M. Tito
Data: 25/12/2023 / 01:17
"Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos pecados deles." - Mateus 1:21
Nasceu Jesus, o menino, a palavra viva que veio ao mundo em forma de carne para perdoar nossos pecados, levar embora nossas inequidades, aflições, dores e angústias. Cristo vive; o Natal não é sobre uma festividade com o Papai Noel, mas sobre nosso Pai que desceu dos céus para nos salvar. Como cristãos, devemos olhar para Cristo, o verdadeiro "Papai Noel", que morreu por nós, está vivo e chama-se Jesus.
"O verdadeiro papai Noel não está em um trenó, muito menos na antártica. Ele está sentado a direita de Deus e seu maior presente para nós, é a vida eterna ao lado Dele." - Vinicius M. Tito
"Pois Deus amou o mundo tanto que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna." - João 3:16
Por: Vinicius M. Tito
Menino criado com vó
Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.
Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.
E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.
Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.
Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!
Menino do coração despedaçado
É, lá vou eu de novo, mais uma vez me entreguei pensando ser a pessoa certa e tô aqui insistindo por atenção, tentando te convencer. Cara, na real, por que isso só acontece comigo? Isso dói muito, tô aqui me despedaçando por dentro.
Tem coisas que você não acredita que possa acontecer, como imaginar que um menino travesso possa envelhecer....
NÃO É POEIRA, SÃO CINZAS DE MENINO.
Me desculpem a poeira:
estou sacudindo as cinzas de menino.
A vida obrigou-me a atear este incêndio, que consumiu a minha inocência.
Hoje, o menino se foi. Dele restaram apenas cinzas.
O Homem reergue-se. Não por opção mas por dever. O dever antigo e mudo de ser Homem.
Um dever que…
não se aprende nos livros.
Não se herda do pai.
Não se ganha com idade.
A gente vem ao mundo marcado.
A sina vem na primeira respiração, um peso nos ombros que ainda não têm largura para carregá-lo.
Chamam-nos de Homens quando ainda somos meninos de sapatos de veludo.
O mundo espera guerreiros onde há apenas olhos assustados.
Exige provedores de mãos vazias.
E a vida, com sua gentileza cruel, vem buscar o que é seu.
O colo da mãe vira memória téria.
O aconchego, dívida.
As 8 horas de trabalho, deixam de ser simplesmente “tempo”: é um túnel que se escava todos os dias com as próprias unhas cravadas no solo, rumo a prosperidade:
E que prosperidade?
O salário é um cálcio magro no fim do mês, um suspiro curto antes de fechar os olhos e recomeçar.
A dor não se partilha.
O cansaço não se mostra.
O medo não tem voz.
É assim.
Não por escolha, mas por lei antiga escrita no sangue e no suor dos que vieram antes.
Carregamos a culpa de não sermos fortes o bastante e a vergonha de precisarmos sê-lo.
Mas ouça bem:
Não é sobre não chorar.
É sobre segurar o mundo nos braços enquanto as costas arrebentam, e mesmo assim não deixar cair.
Não é sobre não ter medo.
É sobre ouvir o filho chorar no escuro e, com a mesma mão que treme, aconchegá-lo nos braços.
É sobre olhar para o espelho e não se encontrar, e no desespero perguntar-se:
em que momento é que comecei a me perder?
É olhar no espelho e ver o menino perdido, e ainda assim amarrar os ténis e ir à luta.
Porque o homem não surge do nada.
As cinzas estão lá, o pó sempre esteve lá.
O menino não morre.
Ele é enterrado vivo.
E todos os dias, à mesma hora, ele ergue uma pá e cava.
Cava para encontrar ar.
Cava para encontrar sentido.
Cava para provar, só para si mesmo, que mesmo enterrado, ainda respira.
A vida não pergunta.
Entrega o peso e espera.
O mundo não aplaude.
Apenas consome.
E nós?
Nós fazemos.
Porque nascemos para isso.
Na marra.
Na garra.
Na angústia muda de quem sabe que o amor, às vezes, tem o peso de uma pedra e o nome de obrigação.
Não é missão.
É destino.
Não é glória.
É chão.
Não se ensina.
Apenas se vive.
Até que um dia, os pés descalços e calejados descobrem que o caminho, por mais duro, foi o único possível.
E nesse dia, sem fanfarras, o menino e o homem olham-se no espelho.
E finalmente, um acena para o outro.
Dois estrangeiros que, no fim da jornada, aprenderam a habitar o mesmo corpo.
Ser homem é isso:
Assinar, todos os dias, com a própria vida, um contrato que nunca se leu, mas que se cumpre com um suor sagrado.
A sina está cravada.
Agora meu caro, caminhe.
"Dizem que para ser menino é uma questão de nascimento, ser um homem é uma questão de idade...Mas ser um cavalheiro é uma questão de escolha."
☆Haredita Angel
Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público
Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável
Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.
Entre Órion e a Saudade
Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.
Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.
Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.
Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.
Maturidade e Sabedoria
Quando eu era menino, agia como menino, pensava como menino e fazia coisas próprias da infância.
Mas o tempo passou. Cresci. E agora, ao olhar para o homem que me tornei, percebo que a maturidade exige mais do que o simples passar dos anos. Preciso agir com a responsabilidade de um homem, e não mais com as imaturidades de um garoto.
Ser homem é, antes de tudo, assumir a responsabilidade pelos meus compromissos, pela minha palavra e pelos meus atos.
É entender que a verdadeira força está em honrar os princípios que cultivamos e em viver de acordo com eles, mesmo quando a vida nos desafia. Preciso ser como Jó: íntegro, reto, temente a Deus, reconhecendo que a fé não se limita aos momentos de facilidade, mas se revela nas provas da vida.
Agir como homem é abandonar as picuinhas, as brigas pequenas e as intrigas que só nos afastam do que realmente importa.
É deixar para trás as minúcias que nos distraem e nos desvirtuam daquilo que Deus espera de nós. No lugar disso, precisamos cultivar o respeito, a paciência, e o perdão – pilares que fortalecem nossa caminhada espiritual e humana.
Ser homem é também ser alguém que se dedica à família com carinho e respeito.
É ser bom filho, bom irmão, bom pai, e, acima de tudo, um cidadão comprometido com o bem comum e com a justiça. A verdadeira masculinidade é aquela que se constrói no serviço ao próximo, que se revela nas pequenas atitudes diárias de cuidado e generosidade.
Agir como homem é agir com a razão, mas sem perder a capacidade de se emocionar diante do sofrimento e das dificuldades alheias.
É buscar o equilíbrio entre a lógica e o amor, entre a mente e o coração. E, talvez, o maior desafio seja não perder a sensibilidade, a capacidade de dividir o pão com quem tem fome, de estender a mão para quem precisa, de ser luz na vida do outro.
Por fim, ser homem é manter viva a inocência de criança, mas com a sabedoria que a experiência e os erros nos ensinam.
É saber que o amadurecimento não significa perder a capacidade de sonhar, de ver o mundo com olhos puros e esperançosos. Mas também é reconhecer que, para ser verdadeiramente inteiro, precisamos aprender com os nossos erros e com a vida, sem jamais abrir mão da compaixão e do amor.
