Menina Tímida
Minha menina você me tira o juízo. Não paro de pensar em ti...quero falar contigo o tempo todo...me faz tanta falta quando não está por perto que é como se levasse um pedaço meu contigo.
As vezes tenho a impressão de que não vou conseguir esconder este sentimento por mais tanto tempo... mas a minha confissão colocaria tudo a perder e não suportaria perder você minha amiga mais que especial.
Muitas vezes não sei o que fazer com tanto amor e cuidado que tenho por você mas sei que é com certeza alguém que jamais esquecerei, pois você é única e será sempre a menina do meu coração. Amo você.
Mesmo que você nunca me veja, estarei na menina dos seus olhos. Mesmo que você nunca perceba, você é o meu pranto quando choro. Mesmo que você nunca ouça minha canção tocar, é por você que estarei sempre a cantar. Não quero curtidas, nem aventura estou procurando. Amo fazer poesia, para declarar, que eu te amo.
Ei, menina, deixe sua energia fluir, seu coração florir e seu amor florescer. Deixe que o tempo cure tudo, ajeite tudo e coloque todas as coisas em seu devido lugar. E o que tiver que ser, será, mas você jamais deixará de ter essa beleza no olhar, esse jeito bonito de encarar os desafios, despertar a beleza do mundo e atrair pessoas boas enquanto afasta aquelas que não contribuem para a sua caminhada. Continue seguindo firme, forte e bonita, com a elegância de gargalhar alto e no tom certo de quem sabe viver a vida. É isso que a transformará naquilo que quiser ser. Ainda bem!
O chamado que nunca se cala"
Por Diane Leite
Quando eu era menina, falava demais. Tanta coisa borbulhava dentro de mim que eu dizia para a minha mãe, meu pai e meu irmão que, quando crescesse, seria freira. Eu não sabia ao certo o que significava, só sabia que queria curar o mundo com amor. Eu não conhecia a palavra "missionária", mas já sentia, no peito, o que era ser uma.
Com 16 anos, me inscrevi para ser missionária. Não me aceitaram — eu era “nova demais”. Me pediram para esperar.
Aos 18, me chamaram. Mas eu já estava grávida do meu primeiro filho.
Foi como se Deus dissesse: “Sua missão começa aqui.”
Hoje, aos 40 anos, tenho dois filhos. Um com 22. E outro com 7, que está dentro do espectro autista, grau 1 de suporte. E eu? Eu continuo missionária. Não porque recebi um título. Mas porque a vida me ungiu no silêncio das madrugadas sem dormir, nos choros calados no banheiro, nas reuniões escolares em que fui humilhada, e no amor que se recusa a desistir.
Eu nasci para acolher.
Para ser casa.
Para ser abrigo das mães que ninguém escuta.
Minha missão é com elas — com as mulheres que seguram o mundo nos braços, sozinhas, cansadas, invisíveis.
Ser mãe atípica é viver entre a cruz e a espada.
É amar alguém que o mundo não quer compreender.
É ser chamada na escola como se fosse cúmplice de um crime.
É ouvir de um professor: “que bom que ele foi embora mais cedo, agora teremos paz.”
É saber que, ali, naquela escola, naquele ambiente, seu filho não é bem-vindo.
E você também não.
É ter que pagar o aluguel, a luz, o remédio, o alimento — enquanto dá amor, atenção, limites, acolhimento, dignidade.
E muitas vezes, sozinha. Porque os pais vão embora.
No primeiro ano, aparecem. Querem mostrar serviço.
No segundo, somem.
E se você não entra na justiça, esqueça ajuda.
Mas eu nunca entrei. Nunca processei ninguém. Não por eles. Mas pelos meus filhos.
Porque eles não merecem carregar mais dor do que já carregam.
Enquanto muitas escapam da dor com distrações, festas ou amores temporários, eu mergulho no que é verdadeiro.
Eu escrevo. Eu cuido. Eu trabalho.
Minha vida é feita de metas, de entrega, de missão.
E mesmo sendo autista — sim, autista — eu sigo.
Nunca recebi diagnóstico formal, porque perdi meus documentos em um incêndio.
Mas eu sei quem sou.
Sei como funciono.
Sei como sinto.
E posso te dizer:
Não perceber a maldade das pessoas é uma bênção e uma maldição.
Você se doa por inteiro, até o dia em que percebe.
Percebe que está sendo usada, sugada, ignorada.
Percebe que ninguém te pergunta como você está.
Mas hoje, eu afirmo com todas as letras:
Eu não aceito menos do que mereço.
Nem em amor, nem em respeito, nem em entrega.
Se eu sentir que estou ali apenas como papel — social, decorativo ou financeiro — eu vou embora.
Sem escândalo. Sem vingança.
Mas vou.
E é isso que eu quero dizer a você, mulher:
Você é incrível. Você é necessária. E você não merece menos.
Não aceite menos.
Não se conforme com metades.
Choram? Choram.
Surtam? Surtam.
Mas as mães ficam.
São elas que aguentam o que ninguém vê.
São elas que viram piada por usarem fone de ouvido para suportar o barulho.
São elas que se anulam todos os dias por alguém que talvez jamais seja compreendido pelo mundo.
Mas elas seguem.
Porque elas sabem que o amor verdadeiro é resistência, é coragem, é missão.
Hoje, eu me reconstruo em cada linha que escrevo.
Me reconheço em cada mãe que lê e chora.
Me fortaleço em cada mulher que descobre que pode dizer “basta”.
Sou missionária.
De almas.
De feridas.
De mães.
E no fim de tudo, eu me basto.
Tudo que vier além — tem que me transbordar.
A MENINA QUE AMAVA DEMAIS (E VOLTOU A ARDER)
Ela nunca precisou de muito para sentir tudo.
Uma música já bastava para transbordar.
Um olhar já a atravessava inteira.
Um toque e o coração dela escrevia romances inteiros que o outro nem imaginava ter começado.
Até os 20 anos, ela era puro vulcão.
Ria com o corpo todo.
Amava como quem respira.
Chorava só por ver beleza demais onde ninguém via.
E por amar tanto… viveu sendo chamada de exagerada.
Intensa demais.
Sensível demais.
Tola, até.
Então ela congelou.
Não por escolha, mas por defesa.
A partir dos 22, a erupção virou pedra.
O riso virou silêncio.
O amor, contenção.
As pessoas passaram a chamá-la de fria, distante, calculada.
Mas ela não era fria. Era só uma alma ardente que o mundo não soube acolher.
E então, por anos, viveu escondida sob a própria pele.
Hoje, ela voltou.
Não com a mesma fúria dos 20.
Mas com a sabedoria de quem sabe:
Ser intensa não é ser demais.
É ser inteira.
Ela não tenta mais caber.
Ela se honra.
Ela dorme cedo, acorda com a aurora, faz do silêncio um templo.
Não grita mais para ser ouvida — ela sussurra, e o universo escuta.
Porque entendeu que ser intensidade não é erro.
É só amor demais num mundo ainda aprendendo a amar.
Um sonho erguido com a arquitetura da essência
Desde menina, aprendi que o silêncio educa, que os livros ensinam mais do que os aplausos, que a introspecção é um território fértil onde germinam as ideias que um dia mudarão o mundo. Enquanto outros buscavam o ruído das multidões, eu encontrava abrigo entre páginas e pensamentos. Não eram apenas sonhos — eram chamados, vocações que se impuseram antes mesmo que eu soubesse nomeá-los.
Hoje, mulher, mãe atípica, pesquisadora incansável, comunicadora que honra a palavra como um instrumento de transformação social, reconheço: nada foi por acaso. Cada degrau exigiu mais do que esforço — exigiu entrega, renúncia, silêncio estratégico e uma fidelidade inegociável à minha essência.
Na última sexta-feira, estive na Gazeta do Povo. Não como um ponto de chegada, mas como uma confirmação inequívoca de que, quando se honra a própria verdade, o universo responde — com encontros, convites, oportunidades e reconhecimento.
Minha gratidão ao Gui Oliveira, que não apenas me convidou, mas também acolheu minha trajetória e me permitiu falar, com seriedade e profundidade, sobre um tema que transcende a retórica: o desenvolvimento humano, a potência da infância, a urgência de compreendermos que moldar futuros não é teoria — é compromisso, é responsabilidade, é amor em estado de ação.
Este é apenas o começo. Em breve, anos de pesquisa ganharão forma em dois livros — um legado que coloca à disposição de mães, terapeutas e educadores, ferramentas concretas para a grande janela de ouro da neuroplasticidade, entre os 3 e os 6 anos, quando o cérebro da criança está mais aberto ao florescimento de competências fundamentais para a autonomia e a qualidade de vida.
Não se trata de ser vista. Trata-se de ser. Não se trata de discursar. Trata-se de fazer, com ética, com rigor, com amor.
Enquanto eu respirar, seguirei construindo, persistindo, acreditando. Porque há jornadas que não se definem pela linha de chegada, mas pela decisão inabalável de nunca parar de caminhar.
Autoria: Diane Leite
Meu mundo nos olhos da menina
sem nenhum segredo
seu brilho me fascina
compartilhando alegrias e medo.
Tarsila
Toda mulher nordestina
é desde menina
um pouco da Maria Bonita
cabelo com laço de fita
linda, delicada, guerreira
uma princesa do sertão
no jogo da capoeira
supera qualquer lampião.
Canção Para Menina Feia
Os seus olhos não são os mais lindos,
Mas você sabe colocar cores no branco e preto.
O seu narizinho também não é bonito,
Mas você franze e faz um charme no riso constante.
A sua boca não é sexy.
Mas você fala de um amor que supera tudo.
Seus cabelos não são extraordinários,
Mas você os trata com carinho
E eles, teimosos, esvoaçam e dão um "quê" diferente.
Não sei explicar como me prendi a você.
Perguntaram-me se eu a acho bonita
E, sinceramente: Não acho!
Você... você tem uma carinha lindamente feia!
Sabe,
Estou inclinado a fazer-lhe um convite:
– Minha patinha feia
Quero casar com você!
CORAÇÃO PAUSADO
Olá menina linda, dona dos meus pensamentos puros e impuros, senhorita de sorriso maravilhoso perdido no jardim do amor, eu tenho quase certeza que já encontrou o jarro para colocar as suas flores ganhou do pretendente. Como uma pessoa pausa a batida de um coração ou aceleração como se estivesse corrigindo a palavra mal encaixado em uma linda canção?
Não sei, não tenho resposta apenas o desejo e sentimento de paixão dentro do meu peito por ti.
Castelo de Sonhos
A menina até hoje brinca com a boneca de pano, e com seu sorriso indulgente desabrocha no Jardim da vida pétalas
em flor...
Em seu castelo pueril observa agora atentamente suas mãos enrugadas e as marcas de expressão em seu rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando e acha que o tempo não passou...
IMAGINAÇÃO PUERIL...
Hoje despertou em mim a menina que brincava
de casinha de bonecas e comecei a imaginar…
E brincou?
- Tanto… Que até queria esquecer de voltar…
Quem me perguntou?
- A minha realidade…
MORADA DA MENINA...
Sou tua menina de cabelos cacheados da cor da noite, meus
olhos são expressivos como duas estrelinhas brilhantes e meu semblante ficou desenhado no firmamento e infante estarei sempre a te olhar, saiba que morte é apenas a transição para outra dimensão onde a alma toma a forma de coração, minha morada agora é a lua minguante que sorri pra ti nesse instante...
Minhas lágrimas fizeram um mar de esperança, onde só eu enxergo o horizonte dentro da minha menina dos olhos.
Eu arrisco. Sou ousada. Dou minha cara à tapa. Sou menina. Sou mulher. Faço o que bem quiser. Choro, mas também dou gargalhada. Sou taxada de metida. Mas também sou querida. Mas nunca me dou por vencida. Posso ser tudo. E posso ser nada. Depende o caminho na estrada. Sou loucura e razão num destino sem noção.
O que faço aqui então? Pois é, é tudo que eu queria saber, mas nem você tem a resposta pra me dizer. Sigo em frente sem nada a perder. Tento me desprender em fragmentos de palavras num rebuliço.O que é isso? Parece uma convulsão uma rebeldia de letras desconexas dentro do meu ser mas que eu precisava escrever pra você que me lê, que o tempo está passando nessa insanidade caótica onde nada nesse mundo tem lógica nessa vida que é morta, mas é reavivada na tua fé e isso que importa.
SINFONIA DA TRANSIÇÃO
(Quando o tombo da menina revela a força da mulher)
Sorridente, ela corre pelo campo verdejante. Seu balão branco contrasta com o céu azul-anil e com as borboletas coloridas que dançam a sinfonia dos anjos. Mas a menina tropeça e cai. Eis que um anjo desce do céu e entrega-lhe um lencinho para enxugar as lágrimas dos olhinhos brilhantes. Nesse instante, sua alma retorna e acopla-se num corpo de mulher que, mais uma vez, desperta para a vida... E o balão? Continua flutuante em seus sonhos infantes.
Lu Lena / 2026
L.e.m.b.r.a.n.ç.a.s
Brincadeira literária com palavras e expressões pré-escolhidas
Ainda menina, corria pelas ruas, pés no chão.
Brincava muito; pulava; pedalava bicicleta com guidão alto que atrapalhava o roteiro de minhas andanças.
Quantas vezes, distraída, estatelava-me por cima de pedras e tijolos. Resultado: esfoliação dos joelhos, além da luxação de dedos e tendões.
Tudo isso acontecia em frente à casa da vovó, que dizia ter nascido longe, muito longe. Num lugar muito frio, cheio de mares e de gente feliz!
A cidade em que nasceu se chamava – e ainda se chama -, Copenhagen, dizia vovó sempre contente.
Sua especialidade na cozinha remete-me às melhores lembranças. Lembro de seu inesquecível bolo de chocolate molhado, assim chamado por seus netos.
O bolo foi adaptado com ingredientes da nova terra, dizia.
A calda que recobria o bolo era levemente picante – sua marca inconfundível, cujo segredo nunca fora revelado às suas curiosas comadres, aos parentes e vizinhos.
Quando, nas noites frias, era indagada sobre tal feito, respondia sorridente e com seu sotaque inesquecível:
__ Hej, godnat, tak (1) pur perguntar, ér u cheirrú dáo ’Dinamarrk (2) ki tragú cómiga i, sempre kipóossuû, ponha’ um pitadãñ nu cardã di chucollate’ parra trazerr meo paisse maiss prróximuû...
Para trazer sua Dinamarca mais perto ainda, e brincar com seus ouvintes, emendava umas palavras dinamarquesas, deixando-as mais longas e à moda alemã, como:
__ Speciallaegeprakisplantaegningsstabiliseringsperiode!!!
Todos riam sem entender nada e, provavelmente, naquela altura de sua vida, nem minha avó querida!
(1) Olá, boa noite, obrigada...
(2) cheiro de Dinamarca
Agosto/2022
Casa de meu pai e cinzas
*
Adentro a casa habitada por meu pai desde menina
- agora espírito!
Estranho a sua ausência...
Onde está o ser vivo
de matéria carbonada de infinitos?
*
Dos céus, estrelas caem, cadentes,
sobre minha existência.
Deixam-me a pensar na vida:
__ Como pode, aquele ser,matéria viva,
ser hoje, espalhadas cinzas?
*
Enfim, a madrugada finda...
*
2024
