Menina que Existe dentro de Mim
Afirmação do Dia!
Eu tenho fé e luz dentro de mim.
Eu sou feliz por ser quem sou.
Eu permito que chegue até a mim tudo que mereço
Eu sou prosperidade e leveza.
Eu tenho esperança que Deus reservou o melhor para a minha vida!
Afirmação do Dia!
Eu mereço um dia incrível.
Eu tenho uma fé gigante dentro de mim.
Eu agradeço por tudo de bom que chega.
Eu tenho a felicidade e o amor em meu coração.
Eu acredito que Deus irá bendizer, iluminar e proteger todo o meu dia.
Tenho o sol dentro de mim, não para poder queimar o que não mais me serve, mas para clarear a escuridão que um dia quis me cegar
A razão mora dentro de mim, e a emoção está ao meu lado, é questão de estar limpo por dentro, se o coração está limpo e perfumado então está pronto para que alguém o tenha, e habite nele.
Vá para casa
Mas leve um pouco de mim
Dentro de você
Leve meu cheiro na tua pele
E a lembrança feliz de nos dois
Sinta falta de ar
Só de lembrar do peso de meu corpo sobre o teu
Mas respira devagar
Ou não respira
Pois ainda há em ti o mesmo ar
Que há em mim
Dorme mas sonha
Sonha comigo ou com algo que me lembre
Acorde ao meu lado
E fica
Conversa comigo por horas
ou cala
Mas me observa
Me censura ou não
Só quero a tua presença
Sua alma
Seu corpo
E só quero ser teu ...
Para além da vida
VAZIO,
No vasto vazio das estradas da vida, viajo solitário, residindo dentro de mim mesmo, derramando lágrimas ao lembrar que vivo distante de alguém que tanto amo. Já não possuo mais lágrimas para chorar, enquanto a saudade insiste em se solidificar em meu peito. Quando ouço um eco ecoando no infinito, penso que é o seu grito querendo se comunicar comigo. Porém, logo me acalmo e percebo que meu peito está vazio, já não existo dentro de mim, então não importa se é vazio ou eco, ninguém conseguirá preencher essa lacuna na minha alma, somente você poderia preencher esse vazio que reside dentro de mim.
Preso dentro de mim a um poeta, que me sussurra tragédias dores e angústias, são de amores não vividos, e não sentidos, grita dentro de mim este poeta arrependido, enchorradas de tedios chora e ri e se desfaz em plantos, louco em tolice aos gritos se embriaga de velhas lembranças, louco preso este poeta se vê com o veneno nas mão, chora a dor dos amores não vívidos, disposto a ensserrar assim a vida de quem a ele o prendeu, seus amores não correspondido e por ele não vívido,
As vezes fujo de mim mesmo, e me aprofundo dentro do meu mais profundo do meu próprio eu, não a silêncio eterno e nem sempre nos silenciamos para fugir de alguém, mas as vezes por não ter o que dizer, às vezes nos calamos porque as palavras que conhecemos não são significativas o suficiente pra dizer o que queríamos dizer, ou traduzir nossas vontades
Hoje, olhei o céu e vi o sol brilhando
Isso me fez buscar dentro de mim o seu olhar...
Senti a brisa leve tocar o meu rosto.
Senti saudade...
Saudade de você que um dia se foi e me deixou!
Hoje lembrei do seu aniversário...
Senti saudade...
Poderíamos estar compartilhando este dia
Conversando, ouvindo o Mega!
E eu vendo aquele sorriso estampado no seu rosto...
É... Não é possível ... Você se foi!
Comemorarei o seu dia... mas bem aqui, no meu coração.
Lembrando que o que valeu a pena ser vivido, vale a pena ser lembrado...
Parabéns!...
TU é CArinho.
Tudo errado nesse mundo!
Complicações...
Sinto que algo dentro de mim não está bem!
Você desliza pela minha cabeça
Neste momento vem o medo!
Estou cega de medo!
Medo que corre como um rio
Será que vai doer ainda mais?
Desespero-me...
E você... redemoinho de ternura
Estou me afastando...
Dia após dia.
A escuridão me abraça,
E chama a noite pra ficar comigo
Sonho pelo dia que virá...
Eu olho e grito...
Chora mundo sozinho!
Chora por um vazio
Chora por alguém
Alguém que está em algum lugar
Que partiu... Tempo errado!
De repente um barulho eu ouço
Que se espalha pelo meu dorso
E atravessa meu espaço.
Infinito como aço!
A luz do sol se aproxima
Está vindo um novo dia
Meus medos jogo ao oceano
Estou comigo, como de costume.
Mas com o tempo
No estilo mais notável
Vou levar a minha vida
Com a habilidade de um lápis
E de uma folha de papel
Ah! Ainda bem que sonhar não paga.
Mesmo pra quem não é nada...
Eia! Tempo errado que vem ao léu
E nesse embalo... Sorri pro céu!
Houve um tempo em que eu estava plenamente consciente e experimentava dentro de mim um sentimento poderoso, intenso e indescritível. Parecia prestes a explodir; não tinha nome, forma física ou rosto. Era apenas um profundo sentimento e uma energia contagiante. Com o passar do tempo, atitudes, amadurecimento e sentimentos se revelando, esse intangível se transformou em um ser humano, aquele que um dia chamei de “meu amor”. Vidas foram geradas, e sou grato ao ser supremo por esse presente.
E finalmente fui expulsa do céu, caí em meio a todo desespero que havia dentro de mim,
Quantas vezes hei de morrer em busca da vida, em busca de algo a mais.
Quantas vezes vou me enganar em busca de uma verdade, felicidade.
Eu te odeio por tanto te amar, tu eras tudo que eu procurava,
Escuro, meu Tsar.
Quando a vida mudar, onde estarás...
E quando minha vida finalmente chegar, será o fim
DENTRO DE MIM
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É minh´alma concreta que peca e se perde,
porque perde a noção da força da fraqueza,
põe a sua defesa no ataque do sonho
de viver sensações que só terei assim...
Minha mente acompanha o desejo dos olhos
que me vestem pra mira de minha nudez,
ponho a tez no tempero e me como sozinho
nas caladas vorazes desta solidão...
Um vazio que toco no fundo sem fundo,
uma dor que me chama pra sentir bem forte
o prazer dessa morte que devolve a vida...
Sou arcanjo perdido abandonado ao léu,
que deságua do céu e se vomita enfim...
há um corpo abstrato aqui dentro de mim...
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
Apresentação de Lilo
por William Contraponto
Há dentro de mim um menino que nunca se calou. Seu nome, quase um sussurro de infância, é Lilo — apelido que as vozes tortas e apressadas das crianças deram ao “William” que ainda não sabiam pronunciar seu nome direito.
Lilo não é apenas um personagem ou uma lembrança. Ele é o princípio inquieto, a centelha primeira que ainda hoje ilumina meus passos no caminho do pensar e do sentir. Enquanto o mundo impõe certezas e verdades prontas, ele permanece com suas perguntas — simples, musicais, profundas — feitas sem pressa, com a curiosidade de quem observa o céu, a terra e os próprios pensamentos e não aceita respostas fáceis.
Ele é o contraponto das minhas convicções adultas: uma voz que canta dúvidas, que mistura o existencialismo da alma com o naturalismo dos fenômenos, e o encantamento científico pelo universo que se desdobra diante dos olhos.
Lilo pergunta como quem toca uma viola de brinquedo — uma canção que nunca termina, uma melodia feita de perguntas que atravessam o tempo, o ser e o mundo.
É por isso que apresento Lilo a vocês, meus leitores, como o guardião das “Pequenas Grandes Perguntas”. Um convite para que, juntos, nunca deixemos de perguntar, de duvidar, de cantar a infância do pensamento.
Porque, no fundo, toda poesia é uma criança que se recusa a dormir.
