Menina Cansada
O Rock é como um desabafo
de uma mente cansada
um despertar pra um corpo desanimado,
Um impulso de vida
nas cordas de uma guitarra,
numa voz expressiva,
um alívio pra alma.
A Chuva Da Alma Cansada Que Faz O Ânimo Renascer
No fim das contas, todos têm as suas lutas; conflitos internos, as suas angústias; estão muito cansados; sofrendo muitas vezes em silêncio, sempre em busca de algo que os faça lembrar que estão vivos, que ainda vale a pena lutar.
Segue cada um com o seu propósito, resistindo o máximo que pode, caindo e levantando de novo, mesmo que não se ache forte o suficiente; quando precisa, Graças a Deus, tira forças, pois desistir seria pior alternativa.
Muitos têm a sua própria maneira de lidar com determinadas situações, inclusive com aquelas imprevistas, inevitáveis, que não conseguem mudar; nem sempre as circunstâncias serão favoráveis.
O lamento constante não adianta, não surte efeito e o choro não soluciona, mas a alma também se cansa e carece desabafar, então, ela se emociona e transborda e os olhos passam a chover — a chuva do chorar é a mesma que faz renascer.
Chorar faz parte, vencer é arte.
Chorar é o refúgio de uma alma cansada, vencer é a arte de quem luta mesmo com ela despedaçada.
— Geovane Mendes
"Cansada de transparecer uma alegria que não sente, ela prefere se calar a ter que dar explicações para o mundo."
Às vezes, a alma parece chegar ao mundo já cansada, como se trouxesse nos silêncios o peso de despedidas que o tempo apagou e a eternidade não conseguiu curar.
Jeremias 31:25
Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei.
“A fadiga é humana, mas a restauração vem do Senhor”
Certa vez, uma mulher pediu a Deus que colocasse um homem bom em sua vida, pois estava cansada de ser maltratada em seus antigos relacionamentos. Deus respondeu: “Não se preocupe, eu irei te enviar o amor da sua vida”. Passados alguns anos, essa mulher voltou a falar com Deus novamente: “Deus, você não me prometeu um homem bom? O que apareceu depois da sua promessa foram homens exatamente iguais aos que eu já tive”. Deus respondeu: “Eu te enviei o homem, sim... mas você escolheu ser apenas amiga dele”.
O peso de continuar
Ela tinha aprendido a acordar cansada.
Não era aquele cansaço comum de quem dormiu pouco ou passou o dia trabalhando. Era uma fadiga mais antiga, dessas que parecem se instalar nos ossos e fazer morada nos pensamentos. O corpo doía em lugares que ela já nem sabia explicar, e a alma, de tanto apanhar da vida, havia perdido o costume de reclamar.
Morava num apartamento pequeno, onde a umidade desenhava manchas escuras nas paredes e o relógio da cozinha atrasava alguns minutos todos os dias. Havia uma torneira que pingava durante a noite, uma conta de luz sobre a mesa e roupas acumuladas numa cadeira que já não servia para ninguém sentar. A vida dela era feita dessas pequenas coisas que, vistas de fora, pareciam insignificantes. Mas era justamente assim que os grandes sofrimentos se apresentavam: não como uma tragédia de cinema, com música triste e despedidas bonitas, mas como uma sucessão de segundas-feiras.
O dinheiro nunca chegava até o fim do mês. As pessoas que prometiam ficar encontravam alguma razão para partir. Os trabalhos exigiam mais do que ela tinha a oferecer, e o pouco descanso que conseguia parecia insuficiente para reparar os estragos da semana anterior.
Havia manhãs em que permanecia sentada na beira da cama, olhando para os próprios pés, como se precisasse negociar com eles o esforço de levantar.
Não era preguiça. Tampouco falta de vontade.
Era o peso de quem vinha carregando coisas demais havia tempo demais.
O pior, entretanto, não era o que lhe acontecia. Era o que começara a pensar sobre o que lhe aconteceria dali em diante.
Ela já não esperava notícias boas. Quando o telefone tocava, imaginava algum problema. Quando alguém dizia que precisava conversar, preparava-se para uma decepção. Se alguma coisa dava certo, não conseguia comemorar inteiramente, porque logo pensava no que viria depois para estragar tudo.
A esperança, para ela, tornara-se uma espécie de dívida. Toda vez que acreditava que as coisas poderiam melhorar, a realidade aparecia cobrando juros.
Por isso, deixara de fazer planos.
Não falava mais em viajar, mudar de emprego ou começar alguma coisa nova. Quando perguntavam sobre o futuro, respondia com um sorriso breve e dizia que estava levando a vida. Era uma expressão conveniente, porque ninguém precisava perguntar para onde ela estava indo.
Naquela quinta-feira, choveu durante quase toda a tarde.
Ela estava sentada perto da janela quando ouviu três batidas na porta. Era um amigo antigo, desses que não aparecem todos os dias, mas que conhecem a diferença entre um sorriso verdadeiro e um pedido de socorro disfarçado.
Ele entrou trazendo dois cafés em copos de papel e um pacote de biscoitos.
— Você não atende mais ninguém — disse, deixando as coisas sobre a mesa.
— Não tenho muito o que dizer.
Ele tirou o casaco molhado, puxou uma cadeira e se sentou.
— Então não diga nada.
Ela estranhou. Estava acostumada a pessoas que chegavam com perguntas, julgamentos ou conselhos embrulhados em frases prontas. Gente que dizia que tudo ia passar, que era preciso pensar positivo, que havia pessoas em situações piores.
Como se a dor fosse uma competição na qual alguém pudesse perder o direito de sofrer.
Mas ele não perguntou por que ela estava daquele jeito. Não mandou que tivesse fé, não recomendou exercícios, não falou sobre gratidão. Apenas ficou ali, bebendo o próprio café enquanto a chuva batia na janela.
Foi justamente aquele silêncio que a fez falar.
Contou sobre as contas atrasadas, o medo de adoecer, as noites em que o sono não vinha e as manhãs em que acordar parecia uma obrigação pesada demais. Falou das pessoas que partiram, das promessas que não se cumpriram e da vergonha de já não conseguir ser a mulher que costumava ser.
Em determinado momento, começou a chorar.
Não chorou bonito. Chorou como choram as pessoas que passaram muito tempo tentando não incomodar ninguém com a própria tristeza. Interrompia as frases, limpava o rosto com as mãos e pedia desculpas entre uma palavra e outra.
Ele esperou.
Quando ela finalmente se calou, olhou para a janela e disse:
— Eu acho que as coisas nunca vão melhorar. Acho que a minha vida vai ser sempre isso. Um problema atrás do outro. Estou cansada de tentar acreditar em alguma coisa que nunca chega.
O amigo abaixou os olhos por alguns segundos.
Não porque não soubesse o que dizer, mas porque compreendeu que algumas dores merecem mais do que uma resposta rápida.
Depois, aproximou a cadeira.
— Posso te falar uma coisa? E você não precisa acreditar nela hoje.
Ela assentiu.
Ele respirou fundo e disse:
— Você está tentando julgar o resto da sua vida usando como prova o pior período dela. Está olhando para tudo o que sofreu até aqui e tratando esse sofrimento como se fosse uma previsão do que ainda vai acontecer.
Ela permaneceu imóvel.
— Eu não vou te prometer que amanhã será melhor. Não seria honesto. Talvez amanhã você ainda tenha as mesmas contas, os mesmos problemas e as mesmas preocupações. Talvez algumas coisas demorem muito mais do que você gostaria. Mas existe uma diferença enorme entre admitir que a vida está difícil e concluir que ela nunca poderá ser diferente.
Ele fez uma pausa.
— Você sofreu tanto que começou a confundir o cansaço com a verdade. Como está cansada de lutar, acredita que não existe mais nada pelo que lutar. Como se decepcionou tantas vezes, acredita que toda expectativa terminará em decepção. Eu entendo por que você pensa assim. Só não acho justo que você transforme aquilo que a vida fez com você numa sentença contra tudo o que ainda pode viver.
Ela apertou o copo de café entre as mãos.
Ele continuou:
— Escuta, você não precisa ser otimista sobre o amanhã. Não precisa acordar acreditando que tudo vai dar certo, nem encontrar uma lição bonita em cada desgraça que acontece. Tem sofrimento que não ensina nada. Só machuca. E você não precisa agradecer por ter passado por ele.
Pela primeira vez naquela tarde, ela olhou diretamente para ele.
— Então o que eu faço?
Ele respondeu sem levantar a voz:
— Por enquanto, pare de exigir de si mesma a força necessária para consertar a vida inteira.
A chuva parecia ter diminuído.
— Você está tentando resolver hoje todos os problemas que trouxe de ontem e todos os problemas que tem medo de encontrar amanhã. Está exigindo que uma pessoa exausta carregue, ao mesmo tempo, o peso do passado, as dificuldades do presente e todas as tragédias que ainda nem aconteceram. Ninguém consegue viver assim por muito tempo sem se quebrar por dentro.
Ele estendeu a mão sobre a mesa, não para interrompê-la, mas para que ela soubesse que não estava sozinha naquela conversa.
— Talvez, neste momento, você não consiga acreditar que a vida vai melhorar. Tudo bem. Então não tente acreditar no resto da sua vida. Tente apenas não desistir de você hoje. Coma alguma coisa. Tome um banho demorado. Resolva uma conta, se puder. Se não puder, deixe para amanhã. Procure ajuda para aquilo que ficou grande demais para carregar sozinha. E, quando não conseguir caminhar, aceite companhia.
Ela baixou a cabeça, ouvindo cada palavra.
— Mas tem uma coisa que eu quero que você entenda — ele prosseguiu. — Você não precisa ter esperança de que tudo vai dar certo para merecer cuidado enquanto as coisas dão errado. Não precisa provar que é forte para ter o direito de descansar. Não precisa enxergar uma saída para merecer que alguém se sente ao seu lado enquanto vocês procuram uma.
Ele olhou para as paredes manchadas, para a cadeira cheia de roupas, para os papéis espalhados sobre a mesa.
— E não faça da sua pior fase a sua identidade. Você não é a mulher das contas atrasadas. Não é a mulher que foi abandonada. Não é a mulher que está cansada. Essas coisas fazem parte do que você está vivendo, mas não explicam tudo o que você é.
Ela voltou a chorar, só que, daquela vez, não pediu desculpas.
— E se nada mudar? — perguntou.
Ele demorou um pouco para responder.
— Então a gente vai ter que descobrir o que pode mudar. Talvez não seja tudo de uma vez. Talvez algumas coisas dependam de outras pessoas, de dinheiro, de oportunidades que você ainda não teve. Eu não vou fingir que basta querer para resolver. Mas também não vou concordar que você já conhece o final de uma história que ainda está acontecendo.
Ele sorriu discretamente.
— Você não precisa enxergar o caminho inteiro. Às vezes, precisa apenas de alguém que caminhe alguns metros com você até que consiga enxergar o próximo pedaço.
Ficaram em silêncio.
O café havia esfriado. A chuva deixara pequenas gotas no vidro, e o relógio da cozinha continuava atrasado. Nada naquele apartamento havia mudado. As contas permaneciam sobre a mesa, a torneira ainda pingava e a vida, do lado de fora, continuava indiferente às dores de quem tentava atravessá-la.
Mas alguma coisa havia mudado naquela tarde.
Não a realidade. Não ainda.
Mudara a maneira como ela estava sentada diante dela.
Pela primeira vez em muito tempo, não precisava fingir que estava bem, nem defender a própria tristeza, nem apresentar argumentos para justificar o cansaço. Podia simplesmente existir daquele jeito, incompleta, assustada, sem respostas.
E talvez fosse um começo.
Quando o amigo se levantou para ir embora, ela perguntou se ele voltaria no domingo.
— Volto — respondeu. — A gente toma café e vê o que precisa ser feito.
Ele não disse que tudo ficaria bem. Não lhe ofereceu uma promessa que não podia cumprir. Deixou apenas o número de um serviço de apoio que poderiam procurar juntos, caso ela precisasse conversar com alguém além dele, e combinou de telefonar na manhã seguinte.
Depois, fechou a porta devagar.
Ela permaneceu alguns minutos na sala. Em seguida, levantou-se, recolheu os copos e colocou água para ferver. Não porque tivesse recuperado a vontade de viver grandes aventuras, nem porque acreditasse que os próximos dias seriam fáceis.
Fez aquilo porque estava com fome.
E, naquela noite, isso bastou para que começasse a cuidar de si.
Antes de dormir, olhou pela janela. A rua continuava molhada, os carros passavam levantando água junto ao meio-fio e alguém discutia ao telefone no prédio da frente. O mundo não havia se tornado mais gentil. Mas também não havia terminado.
Ela ainda tinha medo do amanhã.
Só que agora compreendia que o medo não era uma profecia.
Deitou-se sem fazer promessas a si mesma. Não jurou que seria forte, que mudaria de vida ou que nunca mais choraria por causa dos mesmos problemas. Estava cansada demais para juramentos.
Apenas decidiu que, no dia seguinte, tentaria novamente fazer o que estivesse ao seu alcance.
E talvez seja isso que quase ninguém nos ensina sobre a esperança: ela nem sempre aparece como uma luz acesa no fim de um túnel. Às vezes, é apenas a decisão silenciosa de não transformar a escuridão de hoje numa condenação para todos os dias que virão.
Porque há momentos em que a vida não nos pede coragem para vencer. Pede apenas que paremos de nos tratar como derrotados enquanto ainda estamos tentando sobreviver à batalha.
E, quando nem isso conseguimos fazer sozinhos, talvez a esperança tenha o rosto de um amigo que chega numa tarde de chuva, coloca dois cafés sobre a mesa e nos lembra de uma verdade que a dor, por algum tempo, havia conseguido esconder:
Ainda que você não consiga imaginar uma vida diferente, isso não significa que ela deixou de ser possível.
Significa apenas que, agora, você está cansada demais para enxergá-la.
Não consegui te esquecer ...
Estou cansada disso, os meus medos infantis me assombram, mas, se quiser ir, vá logo...
Quando você chorou, enxuguei todas as tuas lágrimas,
Quando você gritou, lutei contra teu medo,
Quando você teve medo de ter medo segurei tua mão,
E agora todos os meus sonhos foram destruídos por você, a quem tanto amava, as feridas estão todas abertas, ainda sinto suas mãos sobre meu corpo, teus beijos,
Mas as lembranças o tempo não pode apagar...
Estou cansada de querer ser perfeita da forma errada, sempre tentando colocar um sorriso inexististe no rosto.
São dias como hoje que dou graças a Deus por ter me dado minhas filhas. Cansada pela minha mudança de casa, cansada da falsidade de pessoas proximas, mas feliz com o amor incondicional que recebo delas.
No final eu só quero um tempo para mim, sem nenhum sentimento envolvido. Cansei de estar cansada pelas mesmas coisas de sempre.
Estou cansada das aparências do mundo. Nada que parece ser, é. De certa forma, é uma perfeita camuflagem. Quem sorri nem sempre está sorrindo por dentro, quem é bom nem sempre está realmente preocupado com você, rosto de anjo dificilmente definirá caráter. Essa é a máscara que o mundo carrega sobre seus ombros, esta é a maneira aderida para se proteger ou atacar. Este é o preço que se paga por uma sociedade um tanto maléfica e ingênua.
Estou cansada dessa gente hipócrita, estou enjoada de tantas ladainhas. Não tá faltando homem não e nem mulher. Tá faltando amor. As pessoas acham engraçado meu modo de pensar, até meus amigos riem de mim. Ás vezes eu penso que a louca realmente sou eu, mas não, eu não sou a louca. Qual a graça de fazer as pessoas de objetos? qual a graça de beijar alguém que no outro dia nem vai lembrar mais de você?
Sair de noite e competir quem ”cata mais”, pra mim isso é nojento. O que adianta dar uns quinze beijos se todos serão vazios, grande coisa.. Depois dizem que o amor não presta. Quem não presta são as pessoas. Esse joguinho acaba quando alguém se apaixona, ridículo. No fundo, no fundo, isso é tudo pra esconder o medo de amar, tudo pra camuflar os sentimentos. Mas eu tenho certeza, que quando essas festas acabam, que quando todo mundo vai embora e eles se deitam pra dormir, um vazio toma conta do seu coração.. Isso é obvio, sabe porque? porque esse individualismo todo é que machuca, o egoismo faz doer. As pessoas são uma droga! Não sabem o que querem, são egoístas. Não se proteja contra o amor, se ele bater na sua porta deixe-o entrar e cuide muito bem, para que ele não vá embora.
Se não for pra somar, por favor, não dimuniua. "Tô" meio cansada. Cansada de livros só com capas, sem nenhum conteúdo.
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