Memórias
Simples assim
Em mim existem
Estantes com memórias
Algumas fixas em prateleiras
Tão esquecidas e com poeira.
Outras com uso repetido,
Decorativas e bonitas, amargas e destrutivas.
Tem sonhos
Distantes e em cofres trancados.
Pode não parecer,
Mas mesmo sem muros é uma prisão
A minha prisão, simples assim.
Guardei o que precisava, encaixotei o que faltava.
Embrulhei lembranças, reordenei memórias.
Assisto tranquila e serena as malas pela casa.
Sentimento de nostalgia, enquanto no silêncio absoluto, me pergunto:
“Quantas vezes já senti esse ambiente?”
Quantas pessoas aqui passaram?
Quantas lágrimas de riso e choro aqui já derramaram?
Quantas conversas geniais e fios soltos aqui ficaram?
Vejo a chuva cair, nessa cidade fria, onde ao anoitecer, parece que ninguém habita.
Sinto esse lugar pelas últimas vezes.
Sinto a alma justificar-me, sinto o cheiro dos amores passados,
sinto o vento socar as janelas, sinto a madrugada fria desafiando o escritor a escrita.
O tempo passa e as memórias ficam.
Não podendo voltar no tempo, reviva as lembranças ainda que seja no tempo que te resta.
A verdade é que não consigo carregar ninguém nas minhas memórias, nem a mim mesmo, quanto mais você. Mas isso não significa que não te amo. Significa que me apaixono por você todos os dias e que, na intensidade e profundeza do teu olhar, me refaço no amor que em ti vem me ancorar.
As melhores memórias passeiam pelas ruas da saudade, fazendo reviver certas histórias, amores, amizades, verdades de hoje e de outrora, passando lugares importantes, reencontrando pessoas queridas, algumas delas continuam fisicamente presente, outras são ricas lembranças, a dádiva de se viver verdadeiramente, construindo cada memória, seja sozinho ou acompanhado, mas sempre que possível por caminhos de sabedoria, de singularidades, nascentes de euforias, iluminados por um amor grandioso, sabores de felicidades, uma poesia vivida com signinificados que tenham sentidos para serem memoráveis, ainda que estejam nas entrelinhas, que não sejam facilmente notados, pois a mente não merece ser mal habitada por banalidades que deixam o coração amargurado e sim por um valoroso memorial que ao ser acessado, leve de bom grado até um dia especial.
Discordamos de muitas coisas, nossa relação nunca foi uma das melhores, construímos memórias marcantes, algumas histórias felizes dentro de muitos conflitos e de muitas decepções, vivenciamos momentos de lutas e de vitórias, não és o melhor pai, mas também não sou o melhor filho e apesar disso, até agora, juntos seguimos.
Outrora eu era apenas um menino imaturo, indefeso, enquanto o senhor era um homem difícil, desprovido do mínimo de bom senso, hoje, somos dois homens adultos e acredito honestamente que cada um amadureceu do seu jeito e que desde o começo, Deus tem estado conosco demonstrando o seu indispensável zelo.
Demorei muito, entretanto, compreendi que não adiantava ficar culpando o senhor pelos meus erros e nem ficar me cobrando pelos seus, que a respeito do nosso vínculo de sangue e de convivência, tudo aconteceu como deveria ter acontecido e vem acontecendo, teve e e tem um propósito, um significado, parte considerável do meu desenvolvimento.
As diferenças continuam, todavia, continua também o fato de sermos pai e filho em um relacionamento imperfeito, que graças a Deus tem sido ultimamente o mais saudável possível, onde um respeita e se preocupa com o outro, o que para mim já é suficiente entre vários desentendimentos, sinceramente, não sinto remorso, o tempo é passageiro, portanto, compensa o esforço para sempre nos entendermos.
Naquele lugar bem escondido e protegido
das minhas memórias
vivem os nossos segredos inconfessáveis.
SIMPLES ASSIM...
Às vezes nos perguntamos: Por que as pessoas têm memórias curtas? Ou melhor, Por que elas se esquecem os bons momentos que passaram e viveram com as outras pessoas? Estas perguntas servem de reflexão sobre o que acontece diariamente nos relacionamentos, sejam eles, amorosos ou não. Aí vem os questionamentos: A pessoa passa um período da sua vida com as outras, dedica seu tempo, compartilha sua vida, suas vontades, seus desejos, seus sonhos e as vezes até seus segredos. Acaba vivendo uma outra vida, deixando muitas vezes a sua de lado. Segue outro caminho, o que não era o dela, mas acaba se adaptando e se adequando àquele caminho, àquela vida, àquelas pessoas e àqueles momentos. Até porque acabam virando uma família. Não de sangue, mas de afetos, de carinhos, de amores, de lutas e principalmente de união entre eles. E de uma hora para outra tudo acaba, evapora, como num passe de mágica. Ela olha para trás e pensa: Espera aí, como assim acabou? Assim, de uma hora para outra? Os dias passam, entram os meses e nem um “oi”, ou um “como estás”? Ou “o que aconteceu”? Nada. Nenhum telefonema. Nenhuma mensagem. Nenhum ruído. Nenhum sinal. A pessoa que se dedicou tanto, passou a ser invisível. Um nada para aquelas pessoas. Tudo se tornou tão frio! Tão sem emoção! Tão vazio! Foi aí que Ela chegou a uma triste conclusão: Aquelas pessoas que ela considerava sua família haviam se esquecido dela. Simplesmente apagaram-na de suas vidas como se Ela fosse um desenho feito a lápis e com uma simples borracha apagaram-na de suas vidas e deixaram aquela página em branco. Simples assim.
Memórias passadas, novas experiências e momentos únicos trazem o doce sabor de uma lembrança. O turismo consegue deslocar pessoas para fora do seu ambiente e torná-lo inesquecível.
Memórias
são nossas digitais no tempo!
Sempre únicas, reveladoras, intransferíveis!
Bem como todos os afetos
e sensibilidade que origina;
nos propicia!
... verdadeira
desolação é não criar raízes,
afetos e memórias...
Essas nervuras próprias
do espírito, sempre necessárias;
propiciandocor e sentido
ao nosso estimado
viver!
Algumas memórias nos mostram que o passo que demos foi mais significativo do que ter permanecido parados.
Percorrer caminhos novos é mais do que uma simples viagem… é a construção de memórias compartilhadas.
A cada estrada, descobrimos novos horizontes, enfrentamos desafios e celebramos conquistas juntos.
Os imprevistos se tornam aprendizados, e as paisagens, cenários de momentos inesquecíveis.
Mais do que o destino, o que realmente importa é a parceria, o apoio mútuo e a alegria de explorar o mundo lado a lado.
Afinal, as melhores jornadas não são definidas apenas pelos lugares visitados, mas pelas pessoas com quem são vividas.
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
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