Memórias
A vida muitas vezes nos separa de pessoas que amamos, mas que isso não significa que as memórias e os sentimentos que compartilhamos com elas sejam menos importantes.
Tudo o que vivemos está guardado em nossas memórias, mas quando a memória falhar, como lembraremos de nós? O que somos um para o outro está em nossas almas, então, quando não pudermos mais lembrar sentiremos, pois o sentir é eterno.
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
Aproveite os momentos no presente, não se prenda ao passado, pois no futuro seremos apenas memórias no esquecimento.
No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão
Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.
Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.
Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.
Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.
Jutid desperta
num espaço onde memórias são paredes
e vozes são ecos que se perdem antes de tocar.
O chão pulsa, respira,
o pé esquerdo formiga,
o peito ameaça implodir.
E diante dela,
a figura incompleta
ri a metade de um riso que conheceu
mas nunca teve o direito de possuir.
“Você ainda me carrega… ou só não sabe me deixar ir?”
O sarcasmo emerge primeiro,
a defesa automática que sempre falha,
mas a voz engasga, hesita,
e sai em gotas embargadas
como chuva que não se atreve a afogar o lago de lama.
O fragmento de si mesma, parado diante de si,
não ri, não foge.
A memória repete-se,
o ciclo de perda e silêncio se repete,
até que as palavras finalmente rompem
o casulo de auto sabotagem.
Não são perfeitas.
Não são limpas.
Não precisam ser.
Mas existem.
E nesse existir, a saudade ainda dói,
mas não prende mais.
O peso no peito se desloca,
e um eco de verdade permanece.
“Você não precisava dizer certo…
Só precisava dizer.”
O ar muda.
O amargo perde força.
E Jutid percebe que, finalmente,
o silêncio não a define mais.
"Não pensar em nada me faz feliz, as memórias do mundo é como um grito aos meus tímpanos que nada veem."
Existem memórias que o computador não consegue guardar. E uma dessas memórias são os nossos sentimentos.
Eu paro ao reto,
Vejo um mar de memórias,
Memórias da minha vida,
Minha infância,
Minha existência,
Em num lugar só,
Esse mar me sufoca de nostalgia.
A luz solar pintar as paredes de ouro,
Pintar esse pequeno lar,
que és meu mundo.
O calor dessa pintura,
É o calor da minha infância.
Iluminado as paredes, os tetos e o chão,
Que é uma homenagem para minha infância.
"Pensamentos
&
memórias
e rias
de ti próprio"
*
Já se passou quatro anos,
desde que aconteceu o luto,
e sempre luto
pra esquecer este momento.
*
Mas as andanças por
está vida sem amor,
me deixa descalça e pés no chão,
coração 💓 na mão...
*
Olhando o céu
na esperança de ver
ou ler
uma mensagem
de alento entre as paisagens 🌄
que meus olhos repassam...
*
OLHAR pelo chão,
buscando uma razão,
para um riso,
um sorriso
em ler uma poesia
tua, e assim a vida SORRIA
um pouquinho
pra mim, com um carinho
que só tu sabes fazer em "SORRISOS"
somente você sabe fazer...💛
***
_______Francisca Lucas______
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