Memórias
“maior tesouro não está num valor palpável, mas nas memórias afetivas conquistadas durante uma vida; este valor será um incontestável tesouro quando voce nunca for esquecido “
#bysissym
A vida muitas vezes nos separa de pessoas que amamos, mas que isso não significa que as memórias e os sentimentos que compartilhamos com elas sejam menos importantes.
Tudo o que vivemos está guardado em nossas memórias, mas quando a memória falhar, como lembraremos de nós? O que somos um para o outro está em nossas almas, então, quando não pudermos mais lembrar sentiremos, pois o sentir é eterno.
Lancei ao mar todas as memórias de ti.
Para que as quero eu guardadas como preciosas pérolas se me permaneces no ventre.
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
Aproveite os momentos no presente, não se prenda ao passado, pois no futuro seremos apenas memórias no esquecimento.
No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão
Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.
Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.
Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.
Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.
Memórias e marcas eternas.
Carrego comigo as memórias de pessoas que cruzaram meu caminho – algumas que talvez eu nunca mais veja e outras que nunca vi pessoalmente, mas que, ainda assim, deixaram algo bom com suas palavras de alegria e ânimo. A vida, com seu curso imprevisível, separa destinos e muda rotas, mas nunca apaga as marcas deixadas. Sigo agradecido pelas pequenas aparições em forma de mensagens, fotos ou gestos que, em momentos de tristeza, aqueceram meu coração e acenderam uma luz capaz de iluminar meu caminho nesta jornada que ainda trilho.
Cada pessoa que passou por mim deixou algo valioso: um sorriso espontâneo, um conselho que ressoou nos momentos mais difíceis, ou um abraço tão apertado que até hoje sinto como um eco em minha alma. São como estrelas que continuam a brilhar, mesmo quando já não consigo vê-las no horizonte. A presença delas, por breve que tenha sido, trouxe aprendizados, carinho e uma força silenciosa que me tornou alguém melhor.
A vida, afinal, é uma dança de encontros e despedidas, mas os verdadeiros permanecem. Eles se eternizam, ocupando um lugar único no coração, onde o tempo não alcança.
E assim, sigo refletindo sobre como essas almas, em sua simplicidade, chegam no momento exato – como um vento que alivia o calor, como uma música que embala a dor. Elas nos ensinam que, mesmo nas despedidas, há beleza; e que cada pessoa que cruza nosso caminho, por menor que pareça o impacto, contribui para a construção de quem somos. Essas memórias não são apenas lembranças: são forças vivas, são alicerces que nos sustentam quando tropeçamos, são fagulhas que reacendem a esperança.
Sejam próximas ou distantes, presentes ou ausentes, essas pessoas são a prova de que a vida se molda nos detalhes – nas marcas que ficam em nós e nas que deixamos no outro. Talvez o maior presente que possamos carregar seja a gratidão por termos sido tocados por algo tão simples e ao mesmo tempo tão profundo: o amor compartilhado na forma de palavras, gestos e presenças que jamais se apagam.
"O passado é como um universo, alguns deixam de existir e ficam apenas nas memórias das pessoas, não adianta tentar reviver certos universos por que eles jamais do mesmo jeito apenas deixe que Deus crie novos universos para você viver"
Orismende Holanda Brandão
O passado é como tivesse
sido apenas um sonho.
Existem memórias que nos moldam, transformando naquilo que somos. É um storyboard de imagens e sentimentos, que mostra parte da nossa jornada até os dias de hoje. Mesmo com os detalhes borrandos e quase apagados por causa do tempo. Hoje sou o espelho que reflete as escolhas do meu passado.
Jutid desperta
num espaço onde memórias são paredes
e vozes são ecos que se perdem antes de tocar.
O chão pulsa, respira,
o pé esquerdo formiga,
o peito ameaça implodir.
E diante dela,
a figura incompleta
ri a metade de um riso que conheceu
mas nunca teve o direito de possuir.
“Você ainda me carrega… ou só não sabe me deixar ir?”
O sarcasmo emerge primeiro,
a defesa automática que sempre falha,
mas a voz engasga, hesita,
e sai em gotas embargadas
como chuva que não se atreve a afogar o lago de lama.
O fragmento de si mesma, parado diante de si,
não ri, não foge.
A memória repete-se,
o ciclo de perda e silêncio se repete,
até que as palavras finalmente rompem
o casulo de auto sabotagem.
Não são perfeitas.
Não são limpas.
Não precisam ser.
Mas existem.
E nesse existir, a saudade ainda dói,
mas não prende mais.
O peso no peito se desloca,
e um eco de verdade permanece.
“Você não precisava dizer certo…
Só precisava dizer.”
O ar muda.
O amargo perde força.
E Jutid percebe que, finalmente,
o silêncio não a define mais.
"Não pensar em nada me faz feliz, as memórias do mundo é como um grito aos meus tímpanos que nada veem."
Existem memórias que o computador não consegue guardar. E uma dessas memórias são os nossos sentimentos.
MEMORIAS DE UM FANTASMA
Foi como desligar uma televisão, apagar uma lâmpada,desconectar algum aparelho. Então quando eu abri os olhos, ainda ecoavam as palavras, alguém sussurrava alguma coisa, muitos falavam ao mesmo tempo; todos penalizados. No entanto, então diante de mim uma paisagem esplêndida de um rio caudaloso, uma brisa silenciosa numa tarde tranquila. Depois vieram as lembranças daquele sorriso que embalou toda a minha existência; a minha infância, a adolescência, a igreja enfeitada, todos os parentes e entes queridos; todos os votos de felicidade até o capotamento na estrada: foi a desconexão. Porém diante de mim todo aquele relevo, o rio, toda aquela luz silenciosa e tranquila quebrada apenas pelos passos e os risos de Bem-te-vi que corria ao encalço de uma linda borboleta azul; ele me contou que Denise nada sofrera, Catarina nasceria saudável; foi só um susto. No crepúsculo seguinte fui ao outro lado do rio, era um lugar sombrio e havia um elo com o material; alguém acompanhava sempre alguém como se não entendesse o que se passara. Denise estivera no médico e pude entender que em alguns dias nasceria Catarina; eu podia ver, era uma imagem embaçada, mas eu percebia tudo, tentei me comunicar, mas não era ouvido nem percebido por ninguém. Fiquei por algum tempo ali, até que Bem-te-vi surgiu na minha frente e me conduziu de volta ao relevo. Os dias que se seguiram foram de uma ansiedade impar pelo possível nascimento de Catarina; dia 27 de setembro era o aniversário de Denise e provavelmente fosse programado para que nesse dia acontecesse o nascimento, o que aconteceria no próximo sábado . Bem-te-vi com sua roupa amarela fazia umas piruetas numa brincadeira ingênua com os insetos e os pássaros, entre as árvores do vale, sua imagem me faz lembrar de mim mesmo na minha adolescência, com a diferença que ele pode flutuar. Além de bem-te-vi, tinha outros, todos com aparência de adolescentes e roupas, provavelmente de cetim, de tonalidades claras e que também atendiam pelo nome de pássaros: campina, pintassilgo, curió, cardeal; cada um desses guardava alguém. O rio representava a vida; os seus dois lados; Bem-te-vi já tinha me dito isso, mas não me respondeu onde desembocava aquele rio.
Era o aniversário de Denise e Deus lhe presenteou com uma menininha que mamava com a volúpia de quem tinha muitos anos pela frente, tinha os cabelos negríssimos como os do pai e recebera o nome de Roberta, e não mais catarina, em homenagem a mim. Denise tinha os olhos brilhantes de felicidade e por alguns momentos acho que ela percebeu a minha presença; alguém lhe deu as flores que eu lhe daria, era um amigo do cartório onde trabalhavam; acho que Denise merecia ser feliz, afinal, a Vida continua.
Nunca mais me foi permitido atravessar o rio, mas sei que Denise frequenta uma igreja e Roberta já é uma mocinha; Bem-te-vi soube através de um tal de Serafim. Estamos agora numa parte bem alta da montanha; dia desses Bem-te-vi me empurrou lá de cima, foi maravilhoso... eu ainda não sabia, mas assim descobri que podia flutuar...
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