Memória de Elefante
"O problema de muitas igrejas hoje não é a falta de memória psicológica, mas a ausência de memória viva,lembram de Deus apenas como conceito antigo, não como presença atual. Pregam uma nostalgia emocional, não uma fé firmada na fidelidade eterna".
A dor de ser esquecido reside não em desaparecer da memória alheia, mas em sentir que nunca se fez morada em seus corações.
"Mesmo quando a memória falha, o amor encontra caminhos para permanecer inteiro — entre gestos, silêncios e sorrisos que só o coração entende."
DIA DAS MÃES: A MEMÓRIA QUE CONSTRÓI VÍNCULOS
Por Dom Frei Lucas Macieira
"Mãe é todo dia." Sim, é verdade. Não há dia em que o amor, o cuidado e a dedicação de uma mãe sejam ausentes da história de uma família. Porém, afirmar isso como desculpa para não celebrar o Dia das Mães é um erro espiritual, afetivo e humano. Este dia não é apenas uma data comercial. É um ritual de memória e reconexão, necessário para fortalecer vínculos e reafirmar o valor da maternidade.
A você, mãe, que parou tudo: deixou de trabalhar, cancelou compromissos, organizou a casa, fez um almoço com amor — mesmo sem troca de presentes, saiba: o maior presente é a presença e a memória que se cria neste encontro. Rir juntos, conversar, recordar histórias — isso é o que molda a alma dos filhos e fortalece a sua identidade materna. O coração humano é tecido por memórias, e o amor se nutre daquilo que se celebra.
"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra" (Êxodo 20,12).
Celebrar o Dia das Mães é obedecer este mandamento. Não é apenas sobre gratidão: é sobre justiça.
Mas a você que preferiu trabalhar no domingo, dizendo que as contas são muitas e o tempo é pouco, quero deixar uma palavra de alerta. É verdade que o mundo exige produtividade, mas ele não devolve amor. Se você morrer hoje, amanhã já haverá alguém no seu lugar de trabalho. Já em casa, a saudade ocupará um espaço que ninguém mais preencherá.
"Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente" (Romanos 12,2).
Trabalhar é importante, mas priorizar a família é essencial. A memória não se impõe — ela se constrói. E se hoje você escolhe não construir memórias, amanhã lamentará a ausência delas.
Alguns dizem: “Meus filhos não prestam, não se importam comigo.” Cuidado. Essas palavras são como sentenças malditas, que criam distância em vez de aproximar. Segundo Carl Gustav Jung, “aquilo que você resiste, persiste”. Se você semeia mágoas, colhe solidão. Mas se semeia perdão, compaixão e acolhimento, a reconciliação pode florescer.
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1 Coríntios 13,4.7).
Sim, filhos erram. Mães também. Mas a mãe tem a missão de ser melhor — de guiar, curar, levantar. Reconstruir é mais difícil que construir, mas é possível. Faça a sua parte, mesmo que o outro lado ainda esteja distante.
Concluo com uma frase de Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente dos campos de concentração:
“Entre o estímulo e a resposta, há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher nossa resposta. E, em nossa resposta, está o nosso crescimento e nossa liberdade.”
Use este espaço para dizer: eu amo você. Use este tempo para criar memórias. Celebre o Dia das Mães — não por obrigação, mas por sabedoria. Porque no final, o que nos resta são as memórias vividas e os laços que cultivamos.
Feliz Dia das Mães!
"Eu sou o silêncio entre o trovão e a flor. A memória da estrela e o útero do futuro."
Essa poesia de 2 linhas, nasceu da combinação poética-filosófica com minhas reflexões.
Carreguei-à de metáforas fortes:
"Silêncio entre o trovão e a flor" sugere o equilíbrio entre força e delicadeza — entre caos e beleza.
"Memória da estrela" evoca a origem cósmica da Terra, feita do pó de estrelas.
"Útero do futuro" simboliza a Terra como o ventre da vida, onde tudo nasce e renasce.
Assim, não vou esquecer o que pensei quando à ela dei a luz.
De certa forma nós seremos esquecidos seremos lembrados por um pouco de tempo depois a nossa memória será apagada...
Assim como a Terra guarda em suas camadas geológicas a memória de eras passadas, os velhos carregam nas rugas a história do mundo que ajudaram a moldar.
E a grande arte é exatamente isto: o esforço da criatura por guardar na memória aqueles momentos de epifania, nos quais ela se aproxima ao máximo do mistério da criação.
BEM LONGE
“Vai longe, na memória da distância”
A recordação que assim teve validade
E dá vontade de arrancar da saudade
O amor que outrora era de relevância
Suspiros me invadiam em quantidade
No sussurro da solidão, sem elegância
Largando a quietude sem importância
Em um versar devorador. Ó Piedade!
É que andava no silêncio tão poente
E nos versos de cântico tão ausente
Sem apreço, sensações, significância
E aquela rosa que ficou na lembrança
Do tempo, então, deixo-a de herança...
Bem longe, na memória da distância!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 setembro, 2022, 17’45” – Araguari, MG
paráfrase José Antônio Jacob
Memória de um povo
" Quão triste não vivenciar nossas raízes, a memória de familiares e a região onde vivemos, desconhecer a memória os alicerces que dão sentido à vida. Identificar as raízes, preservar a memória do lugar em que vivemos é manter a história do povo viva e é uma forma de fortalecimento eixo, sustentação. Um povo e comunidade que não conhece o suporte, suas raízes são um povo sem memória" Solange Malosto
Passado velho -
Se olhar o Passado
não há boa-memória!
Não há sorrisos luminosos
ou palavras amorosas,
só cadáveres, corpos mortos!
Ilusões, tantas ilusões ...
... porque os mortos arrefecem depressa!
Se olhar o Passado,
não há dia só há noites,
não há fogo só há águas!
Águas-turvas, águas-frias ...
... negras-lagoas-de-dor!
Se olhar o Passado,
esse Passado, frio-Passado,
lastro-de-memória bifurcada,
só há amargura-aos-molhos
ou fardos-de-desespero!
Fardos, tantos fardos, esses fardos,
pesados fardos em secos campos...
É aí que a morte lentamente nos possui,
sem alardes nem bulício, nesses campos,
solitários, tão quentes, tão gelados!
Esses campos ... os campos da Infância ...
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