Memória

Cerca de 4685 frases e pensamentos: Memória

⁠No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão

Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.

Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.

Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.

Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Roda de Tereré.

Sob o sol abrasador da fronteira, onde o Brasil e o Paraguai se encontram como irmãos, o tereré é mais que um simples mate frio. Ele é o fio que tece a identidade de um povo miscigenado, de terras que trocam palavras em português e guarani sem que se perceba a mudança. Em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas apenas por uma rua, o tereré percorre mãos calejadas, histórias antigas e lendas que se misturam à realidade.

A erva-mate, nativa dessas terras, carrega consigo memórias de tempos que já foram. Conta-se que os antigos povos guaranis a consideravam um presente dos deuses, capaz de restaurar forças e aproximar amigos. E assim permaneceu, atravessando séculos e chegando às rodas de conversa onde os brasiguaios se reúnem para contar causos. Entre goles da bebida refrescante, misturada aos yuyos colhidos no mercado vizinho, passam-se os relatos de tempos difíceis, de conquistas, de saudades e de esperanças.

Aqui, a fronteira é apenas um detalhe geográfico. São países diferentes, mas os mesmos costumes, os mesmos rostos, as mesmas risadas ecoando entre as ruas. A vida pulsa com um ritmo próprio, onde cada encontro é celebrado com um tereré compartilhado. Porque na alma dessas terras, não há divisões que resistam a uma roda de conversa regada a erva-mate e memórias que constroem um povo.

Inserida por yhuldsbueno

⁠O resgate da história de um povo marginalizado é o primeiro passo para reformular as bases sociais e econômicas que perpetuam a injustiça.

Inserida por yhuldsbueno

⁠A cultura, quando aliada à educação, torna-se instrumento de resistência e reconstrução diante das feridas abertas pela desigualdade histórica.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Sem o reconhecimento da história e o fortalecimento da cultura local, a educação perde seu poder de transformação econômica e social.

Inserida por yhuldsbueno

⁠A cultura regional é a alma de um povo sussurrando ao tempo: “Não me esqueças nem por um momento.”

Inserida por yhuldsbueno

⁠As histórias contadas ao pé do fogão são arquivos vivos, tão valiosos quanto qualquer documento oficial.

Inserida por yhuldsbueno

Ao meu querido pai 💜: ⁠“As pessoas só morrem se nós as esquecemos. Enquanto estiverem vivas na nossa memória, serão imortais”.

Inserida por MarizaMattos

⁠ECOS DO PASSADO

Às vezes me pego pensando em momentos passageiros,
passando por passagens,
onde o passado me lembra
que até as dores se tornam conselhos ligeiros.

Inserida por Mauriciofernnado

⁠Nós escolhemos o que lembrar e o que esquecer o tempo todo.
Uma boa parte do que a sociedade chama de cultura é memória!

Inserida por DouglasBarbosa

⁠Saudade é quando alguém parte, mas nunca sai de verdade. O corpo se vai, mas os gestos ficam, os risos permanecem, os momentos insistem em visitar a memória. Há ausências que pesam mais do que presenças distraídas.

Inserida por darcicley

⁠A saudade é um espaço vazio que insiste em não ser preenchido. Tentamos seguir em frente, mas ela nos acompanha como sombra, lembrando que há coisas que não voltam, mas nunca realmente partem.

Inserida por darcicley

Há momentos que são únicos.
Há momentos que são especiais.
Há momentos que são eternizados.
Não apenas na memória,
mas também no coração!

Inserida por Marthasil

“Ela respirou fundo, engoliu seco e sorriu como se não tivesse afetado. Mas por dentro seu coração estava despedaçado.”
_Vitória 2017_

_Em resposta: “Mas ela nunca estive só, sempre arrodeada por pessoas que amava.
Ela estava despedaçada, mas ao seu lado sempre teve alguém que juntou todos os cacos e transformou em um novo!

Porém a pessoa que juntou os cacos não tinha ninguém, nem mesmo o consolo daquela que ela um dia a consolou...
Então ela decidiu voar, pois sabia que ali não era o seu lugar”.
_safira souza

Inserida por SAFIRASOUZA123

⁠Os problemas são como memórias tatuadas no cérebro. Ela te aprisionam no passado. Limpe essas imagens com RMDZ. Reprogramar e conectar no agora.

Inserida por Zaika_Capita

⁠...e que em minha campa seja escrita minha história, não por temor de ser esquecido, apenas recebendo a rotulagem que enfim me é de mérito.

Inserida por ItamarRoter

Em lágrimas ela segurou minhas mãos e disse: - Isso passa, tudo passa e ainda vais lembrar e rir disso tudo.
Como gostaria que ela estivesse aqui agora para darmos essa risada que ficou guardada na memória...Mãe não deveria passar...

Inserida por Lulena

A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder

Inserida por heberluciano

⁠"...Poucas coisas me pertencem.
Os olhos que me deixaste na sombra.
Aquele beijo soprado no eclipse.
O dia em que te bordei em meu peito.
Poucas coisas me seguem.
A estrada em que teus pés me nasceram.
Tua voz chamando quando eu amanheço,
Com a memória acessa de tuas mãos..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Inventário

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Das Grandezas
Gosto do tamanho de algumas coisas.
O voo de uma borboleta ao entardecer.
O pouso do pássaro num raio de sol.
Teus pequenos passos dançando na terra.
Uma gota despindo-se numa flor.
Aquela brisa que umedeceu teu beijo.
O olhar que perpetrou a sombra.
A última cantiga deixada na noite.
Em não me querendo modesto, a deslumbrar dimensões,
Não faço apologia da métrica ínfima.
Meço-me pelo sentir desterrado.
O que me segue, cabe em meu sonhar a andar.
Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja