Memória
Tudo o que nasce morre
Apagam-se da minha mente memórias.
O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
Na dor do momento tudo o que nasce... morre.
Uma lágrima corre.
Enquanto uma onda vem... outra vai.
Abismo profundo onde toda esperança cai.
Equilibro-me no fio da vida.
Sei por onde entrei...
Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída.
Sigo o caminho sinuoso aos meus pés.
Era... agora já mais é.
E fim.
Memórias... de alegrias passadas
apagadas.
Recuerdos desse amor que um dia foi
e se foi...
Gostaria de voltar no tempo
nem que fosse por um momento...
Te abraçar uma vez mais...
voltar atrás...
Como hoje há dias e dias
que só deixar fluir eu queria.
A memória insiste em te apagar...
O coração preso a ti eternamente quer estar.
É uma pena que você tenha feito isso comigo. Sei, sei... só se usa o 'isso' pra retomar algo já dito....
Afinal o que é esse 'isso' ao qual ela está escrevendo podem perguntar os que lerem este texto.... mas você não vai ter nenhuma dúvida do que é o 'isso' aí da primeira linha... você tem memória, eu sei... então você sabe o que significa aquele 'isso' aí...
Logo comigo... por que comigo? Não, você não precisava ter feito isso comigo... não comigo.
Uma sequência de atos, atitudes e mentiras...uma sequência desumana. E eu deixei tudo tão claro, tão límpido, nunca, nunca mesmo escondi nada do que eu era, do modo como pensava... do que eu queria.
Hoje o único arrependimento foi ter acreditado nas mentiras. Cara, isso me deixa sem chão. E sabe por quê? Porque tô duvidando de tudo o resto... até onde vai a verdade? onde começa a mentira?
Bem, o que quero dizer é que estou desestruturada... não quero não acreditar em nada, mas....
Outra coisa... que pena que você não aproveitou mais da minha companhia, mais de mim. A gente teria se divertido tanto nas festas juninas, nas festas do natal e de fim de ano. A gente teria se divertido tanto nas viagens... que pena.
Que pena que cada um aprendeu outras línguas sozinhos...
Que pena que cada um seguiu seu caminho.... sozinho.
Que pena....
Sinto muito por tudo o que não aconteceu.... mas, que droga, entendo - juro que eu não queria entender :) :(
Repentina paixão
Alguns olhares trocados em campo aberto e arborizado,
Pouca conversa, beijos calientes, coração palpitando forte, sorrisos em alta,
Um último abraço apertado com sabor de “não me larga”!
Então, de uma doce fantasia, de um momento impulsivo, deixa de ser uma o começo de uma bela história para se transformar no escoamento suave de uma memória.
No profundo
No profundo do oceano eu estarei ali,
no profundo do vulcão ativo eu estarei ali,
no profundo do universo eu estarei ali,
Olhe nos meus olhos fixamente por longos minutos e veja o submundo irreal, o mundo ideal, ou veja a sua realidade sincera, distinta e verdadeira,
Na hipnose dos sonhadores o vazo de vidro é quebrado apenas com o soprar da flauta dos líricos,
O amor vai e volta como bumerangue, desde que a música tocada entre dentro de um e do outro com a mesma harmonia,
Dias memoráveis, o tempo veloz, sentimentos magnéticos, luz que contagia,
que tudo isso não leve embora o brilho dos meus olhos da tua memória.
"O que seria de mim sem o outono
Sem as cores, sem as folhas, sem a chuva
E sem você na memória?..."
Pandemia
Tempo de tristes partidas
doídas
sem despedidas
vidas
virando
histórias
escritas
na nossa memória...
Carrapichos
Quando criança me arreliavam, pareciam olhos a me observar.
Grudentos agarravam nas meias brancas, na “conga” azul.
Hoje sinto saudade de tudo que não gruda mais.
O vento também leva os carrapichos...
Eles ficam a me julgar
Ficam a se questionar
O porquê de tanta dor
Pra quê sofrer desse jeito
Se tem as pessoas que ama
E delas tem o amor
Não sabem o que se passa aqui
E nunca irão saber
Pois cada um traz consigo
Uma marca, ou cicatriz
De algo bom ou ruim
São as memórias, lembranças
Da juventude, da infância
Que ficam, jamais morrem
Traz uma história consigo
Que não se pode apagar
Mas independente da história
A vida tem que continuar
E novas linhas serão escritas
Experiências vividas
Muitas lições aprendidas
Para amanhã se lembrar
Quando seu coração se endurecer com ingratidão, use a razão para lembrar as vitórias e os sofrimentos superados.
Jogue em águas profundas a culpa de seus ressentimentos, quando o ofensor ainda vive preso na sua memória.
O último dia que Jesus partirá o pão da Ceia será na presença de Deus com todos aqueles que o fazem para Sua memória.
O cálice da aliança no sangue de Cristo representa para os cristãos a sua comunhão no Senhor, porque em memória de Sua morte, eles alcançarão a vida eterna nos Céus.
O cálice da morte de Jesus redundou em nossa salvação, comunhão, vida e ressurreição, que hoje bebemos no cálice da nova aliança, em Sua memória.
Pobre homem que nasceu do barro e morre feliz como ele quer: os vermes agradecem aos coveiros pelo serviço, o fogo dança e devora a carcaça e as águas do mar repartem cuidadosamente a porção da carne com seus habitantes e a sua memória jazz no esquecimento da humanidade.
Nenhum outro pensamento que não projete a justiça, verdade, luz e equidade, entrará no rol da memória dos santos nos Céus, porque Jesus já pensou em nós na cruz para que vivamos pela sabedoria e pelos propósitos de Deus.
