Medo do Amor
Enquanto Tudo Silencia
O que me paralisa não é o medo
é o excesso. Excesso de sentir, de lembrar,de não caber em lugar nenhum.
Sou feita de silêncio cheio, de girar pra fugir, de tocar o chão gelado pra não sumir. Sou diferente porque sinto fundo, porque leio entre as dores, porque meu caos tem poesia.
E quando tudo pesa, e a voz some no escuro, a escrita me salva, me devolve
palavra por palavra e me volto a existir, nua e crua.
Tem gente que simplesmente tem medo de ficar sozinha, daí põe qualquer coisa pra dentro da vida, e a solidão continua. Eu não tenho medo de estar sozinha, tenho medo de me sentir vazia.
Insegurança
Ao virar o rosto pra luz vi teu olhar.
Teu doce e terno olhar.
Tão fácil me apaixonar.
O coração até ensaiou uma batida mais forte.
Os pés quase cruzaram aquele horizonte desconhecido...
Medo.
Fiquei presa no lugar... morrendo de medo de amar.
Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.
Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.
Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.
Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.
E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.
Aprendi
Aprendi a viver com medo;
Coisa que dá e passa.
Aprendi a viver com dor;
Coisa que dá e Sara.
Aprendi a viver com saudade
Coisa que morre e fica.
O amor é o desejo constante que prevalece em alguns corações, a solidão é um sentimento aterrorizante que predomina na maioria dos que buscam por uma solução amorosa imediata.
Bem mais que ser diferente do que existe no Brasil de hoje, o mais importante é mostrar que é sim possível tudo mudar e com o coração puro sem nada barganhar, espalhar e semear mudanças.
Estranho Medo
Escrevo agora sobre angústia e solidão,
Antes descrevia amor, sonhos e devaneios,
Estranho certas coisas, pois estranha é a decepção,
Tristes são as páginas do diário, nem sei o que anseio.
Estranho medo, esse que de repente chegou pra ficar,
A estranheza mais profunda que um ser pode ter,
Estranho até a alegria que vem e vai sem avisar,
Me diga alegria, o motivo de ir, me explique o porquê.
Coração sangra, grita em meio as decepções,
Murmurar num adianta, nem devolve a certeza de outrora,
Certeza que iria acalmar esse turbilhão de emoções,
Estranho medo, que trouxe pesadelos para esse homem que chora.
As palavras me fogem quando mais delas preciso,
Me fugiu a alegria, causando-me imenso pavor,
Onde está ó esperança? Devolva-me o precioso sorriso,
Estranho medo que me faz estranhar até mesmo o amor.
