Medo de Mim
Se não retirar o pequeno esqueleto que te assusta do armário, ao abri-lo novamente daqui um tempo irá encontrar um dragão, grande e sombrio
A arma das atitudes não é disparada por sentimentos pelos quais tentamos justificar, o dedo é consciente
As vezes as memórias ruins voltam para superfície como um velho submarino, enferrujado e cheio de corpos dentro
O meu maior medo não é encontrar algo pelo caminho que me assusta, o meu maior medo é encontrar algo que me apega.
"E agora, Deus?"
E agora, Deus, quem te consola?
Quem ouve Tuas preces quando tudo em volta desola?
Quando o amor que criaste vira arma,
e o perdão, um fardo que ninguém mais carrega com calma?
Quem te estende a mão quando a criança chora?
Quando até o milagre se demora?
Quando o homem, em nome do céu, faz guerra,
e esmaga o irmão, achando que Te encerra?
Quem sussurra no Teu ouvido quando o vazio ressoa?
Quando nem os anjos entendem a dor que ecoa?
Será que o Teu peito também arde em silêncio,
vendo filhos se perderem no próprio veneno?
E agora, Deus, quem Te embala o pranto?
Quem cura Tuas dúvidas, Te devolve o encanto?
Ou será que és só espelho do que criaste?
Afinal… Criador e criatura te apavoram?
Como amar se temos medo de nós entregar... Como nos entregar se já sofremos ao tentar .... Como buscar o que queremos se temos tantos medos... E então enfrentar e tentar ou esperar e apenas sonhar?
Tive medo de fazer algo que fiz na perfeição. Fiz coisas rotineiras que cometi erros sem intenção.
A rotina e sua automatização versus medo e sua tensão, tudo que fizer, tenha devida atenção.
Quanto mais as pessoas são ricas, mais são cínicas e amedrontadas.
Passo a passo...
Árvores tristes, noite calada,
O vento sopra em meus ombros a dúvida,
E a cada passo, mas longe vejo
O final da estrada.
Poucas respostas,
Do nada, assim?
Qual o motivo desse ''tchau''
Que até parece ''fim''.
Uma mágoa acesa em meu peito
Que não sei de onde surgiu, mas,
Sei como surgiu, sem mesmo saber.
Medo de acreditar em meus sonhos?
Medo de acreditar em min?
Eu não tenho a resposta,
Mas estou assim,
E, tudo o que sinto agora,
Creio que há de vim.
Sentado no livre gramado que não se ver fim
o vento sopra em volta dos meus cabelos,
e com ele, tristezas, medo.
Meus dedos tremem
e o calor do meu corpo desaparece
Lentamente,
o frio me cobre e tento me aquecer
com meus próprios braços,
braços quais são pedras de gelo.
Minhas costas deslizam sobre o gramado,
meus olhos fixam na pequena pedra em cima de uma pedra maior.
A pedrinha cai.
