Medo de Falar
Eu tenho medo do futuro
Isso me apavora,
Tira meu sono
E me dá pânico
E vontade de desistir aqui mesmo,
Mas, se for com você
Não parece tão assustador
Todos se questionavam: “mas por quê, se tudo tens?”
Ela poderia ter tudo, menos a si mesma.
#ADOMME
O número de suicídios só aumenta a cada ano. Existe o medo do fracasso, as maldades que a vida traz... A cada dia que passa
não vivemos mais, tentamos apenas sobreviver.
#ADOMME
Minha cabeça está lotada de pensementos, não consigo fazer mas nada direito, só espero que tudo isso passe queria voltar a vive...
A pandemia do corona vírus, bem como outras crises sanitárias, por conta de seu caráter invisível, invasor, multiplicador e transformativo é pautada pelo medo. O humano, não diferentemente de outros animais, quando se sente ameaçado pode atacar, atacar qualquer um que ele perceba como seu algoz. Que falta de criatividade desse suposto animal no topo da cadeia alimentar...
- Eu tenho medo de fazer algumas coisa que sempre quis fazer, com medo da sociedade me julgar, mas sei que ninguém está ligando para oque eu faço eu deixo de fazer, enfim eu quero que esse horrível pensamento saía de minha mente.
_ Ketlen
O medo assim como inúmeros outros sentimentos tem um papel fundamental em nossas vidas,porém o excesso dele é algo corrosivo.
O meu pior inimigo, sou eu mesmo...
Quando dou margem ao ego e a vaidade, os deixando passe a frente. Quando deixo o medo e a insegurança frustrarem meus sonhos. Quando deixo de fazer o bem ao outro, devido ao egoísmo ou orgulho. Quando permito que as mentiras e as incertezas da vida me seguem. Quando desacredito daqueles que protegem. Quando permito que apaguem minha fé.
Depois que a gente decide soltar a mão do medo, devagarinho tudo se ajeita. As dúvidas vão se dissipando como nevoeiro em dia frio, depois que o sol nasce. O passado não nos assusta mais e as angústias ficam para trás. O futuro deixa de nos causar insegurança e a gente segue confiante na coragem que tem. Depois que a gente solta a mão do medo, o presente sorri para nós como nossa única e resplandecente dádiva.
Vivemos tempos de sombras densas, onde o silêncio se faz refúgio e a palavra, um risco. A polarização ergue muros invisíveis, transformando o espaço comum num campo minado, onde cada sílaba pode desencadear tempestades. A liberdade de dizer torna-se miragem, ofuscada pela luz cortante da ofensa fácil.
Já não se pode abrir a boca sem que o ar se torne pesado, sem que as palavras sejam distorcidas, mal entendidas, censuradas. O diálogo, esse fio frágil que nos liga, estica-se até quase romper, ameaçado pela intolerância travestida de zelo. A palavra "tolerância" soa como uma piada amarga, dissipada no vento.
Onde antes floresciam debates, agora restam trincheiras. Cada opinião, uma bandeira; cada silêncio, uma suspeita. O medo de falar cala, sufoca, e a liberdade de expressão definha, encurralada pela vigilância implacável da hipersensibilidade. Escolhem-se as vias do ódio e da vitimização, em vez do entendimento.
A revolução necessária não brotará dos campos férteis; precisa de um terreno mais árido, onde as mentalidades sejam forçadas a mudar. Promessas de liberdade, por vezes, tornam-se prisões de benevolência, incapazes de curar as feridas que se agravam nas sombras do ressentimento.
No entanto, é preciso lembrar: a verdadeira mudança exige sacrifícios além das escolhas fáceis. É preciso confrontar a feiura que evitamos, a dureza das verdades que recusamos. Precisamos de uma revolução de mentalidades, um despertar que não virá sem dor, sem ruptura.
Nas fissuras da polarização, o ódio e a vitimização germinam, sufocando a esperança. Mas talvez, nas ruínas do diálogo, possamos encontrar a semente de uma nova compreensão, forjada no fogo da necessidade.
A liberdade, essa ave ferida, não alçará voo sem luta. E nós, perdidos entre sombras, devemos decidir: permanecer na escuridão confortável ou enfrentar a revolução que os tempos exigem.
Onde antes floresciam debates, agora restam trincheiras. Cada opinião, uma bandeira; cada silêncio, uma suspeita. O medo de falar cala, sufoca, e a liberdade de expressão definha, encurralada pela vigilância implacável da hipersensibilidade. Escolhem-se as vias do ódio e da vitimização, em vez do entendimento.
