Me Sinto Esquecido

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Longe


Qual a distância para o sofrimento?
O peito bate de fora para dentro.
De longe sinto a dor da partida,
De perto meu peito escurece
E minha visão se embaça por uma neblina.


Qual a distância para o sofrimento?
Te chamo esperança dos meus sentimentos.
A luz brilhou alto, alcançou as estrelas,
E agora tenho minha resposta:
A luz que brilhou em mim
Acabou com meu sofrimento.
⁠

⁠A saudade que sinto de você ecoa como uma melodia suave, mas constante, em minha alma. À medida que o tempo passa, esse desejo de estar ao seu lado só se intensifica, alimentado pela esperança firme de que, de alguma forma, estamos conectados por esse fio vermelho invisível do destino. Cada momento que vivemos juntos, cada risada e cada olhar, são pérolas que eu guardo no fio da nossa história. Apesar da distância que agora nos separa, mantenho a crença inabalável de que nosso fio é forte, capaz de resistir a qualquer emaranhado ou estiramento. No fundo, sei que, não importa os obstáculos ou o tempo que leve, estamos destinados a nos reencontrar, a nos reconectar. A esperança de ver você novamente não é apenas um consolo, mas um farol que guia meu coração de volta para você, sempre.

O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.


Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.


O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.


Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.


O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.

Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor.


Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio.


Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer.


Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido.


Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido.


Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar:


eu teria querido viver esta vida com você.

Sinto medo desde que era criança! Piorou quando descobi que medos fazem parte de nossas lembranças, logo me lembro de sentir, não é apenas instinto. Agora, vejo herói, todos os que nem conhecem o medo.

Sinto o que não gosto, mas tenho o que pode parar esse sentimento. O problema, é que o tempo ainda não chegou.

⁠Quase não me sinto quando estou perto de ti.

⁠Obrigado, por permitir chegar até a TI,
Sinto meu coração derreter desmanchando por Ti

⁠Por me sentir tão indigno, eu me sinto tão bem com pessoas na igreja indigna, porque na verdade eu sou uma delas🤭

"Não caminho pelos sinais da terra, mas pelas promessas do céu. O que sinto é passageiro, mas o que creio é eterno."


"A visão natural me limita, mas a fé me conduz além do que os olhos podem alcançar. Vivo pela Palavra, não pela aparência."

Se eu não cuido de mim, não posso esperar que outro cuide.
Então, quando me sinto para baixo, escolho lembrar de tudo que Deus já fez por mim.
Assim, eu coloco cada problema no tamanho certo,
porque decidi olhar primeiro para as maravilhas que a vida me entrega.


miriamleal

⁠Aconchego

(Ela)
Encosto meu rosto em seu peito e, sinto seu perfume levemente amadeirado.
Seus pêlos se movem ao ritmo da minha respiração e, com as pontas dos meus dedos em movimentos circulares e imperfeitos, descubro sua pele macia. O som da sua voz serena me envolve em seu corpo, enquanto sua mão, afaga meus cabelos. Carinhosamente beija minha testa.
Seu calor, a penumbra, o silêncio me conduz aos mais doces sonhos, onde mal algum pode me ferir enquanto durmo em seus braços.

(Ele)
Sinto teu rosto macio no meu peito. Seus cabelos negros e perfumados escorrem por todo meu tronco. Minhas mãos deslizam por toda extensão deles, fio a fio entre dedos. Digo palavras doces afim de que adormeças.
Enfim, ao perceber que sua respiração se torna leve como quem é vencida pelo sono, beijo sua testa num gesto que diz: Boa noite, meu bem. Até já.

Até gosto da minha solitude, mas, às vezes, sinto falta de um abraço intenso, daqueles que atravessam a pele e alcançam a alma.
De um toque que vá além do corpo.
De uma conversa capaz de me fazer perder a noção do tempo e arrancar risadas leves e sinceras.
Sinto falta de um amor tranquilo e espontâneo, daqueles que chegam sem esforço e fazem a vida florescer em paz.

Priscila de Araújo

Às vezes, me sinto um peixe fora d'água, perdido em um mundo onde sentir virou excesso.
Como se fosse um estranho, por mergulhar fundo, enquanto tantos preferem a superfície.
Mas eu... eu ainda escolho ser mar, inteiro, profundo, e sem medo de me despir de alma.


Priscila de Araújo

Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.

Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.

A gratidão veio como consequência, não é consolo, é testemunho do esforço, sinto-a como alimento.

Sob a velha Hercílio Luz, diante da imensidão do mar que se perde no horizonte, sinto a mão de Deus me abraçando, lembrando-me da dádiva de ter nascido neste pedaço de paraíso que pulsa com a brisa, a chuva e o som das ondas.

Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.

O alívio que sinto não é uma fuga covarde da realidade, é um reencontro necessário e vital com a fonte que me sustenta.