Me Sinto Esquecido
Esquecer você é impossível depois daquela noite. Ainda sinto a emoção de te ver pela primeira vez na Estação do Cabo, linda, com aquele corpo violão e um brilho no olhar que me hipnotizou. Eu não tive escolha: quando você chegou perto, tão encantadora, eu tive que roubar aquele beijo. Mal sabia eu que aquele seria o início da nossa história e que ficou Gravado na minha memória pra sempre.
Te querer com a alma significa que, mesmo que o mundo mude, o que sinto por você permanece intocável e eterno.
Não é de hoje, nem de ontem. Eu sinto no meu DNA que minha alma já te buscava; em cada vida que vivi, eu te amei com a mesma intensidade com que te amo agora.
Sempre que me deito, a saudade vira companhia. Eu sinto uma vontade absurda de ouvir sua voz agora, mas o receio de te incomodar acaba falando mais alto que o meu coração.
O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no silêncio do que sinto, guardo no peito esse amor por você como minha única certeza.
Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.
Palavras não bastam para o que sinto; se estivéssemos olho no olho, nossos olhares se entenderiam e os nossos lábios selariam o que o coração nunca esqueceu.
Hoje o dia pertence a você, e o meu pensamento também.
Olho para o calendário e sinto o peso exato de tudo o que fomos. Quero, acima de tudo, celebrar a sua existência. Desejo que este novo ciclo traga sorrisos sinceros, paz no coração e conquistas maduras. Você merece a imensidão.
É preciso honestidade para admitir: existem caminhos que se separam, mas marcas que o tempo não desgasta. O mundo seguiu, os dias correram e sei que você constrói agora uma nova realidade, longe dos meus braços. Respeito profundamente a sua jornada e a sua escolha. Ver você avançar é um aprendizado diário sobre a natureza do afeto.
Contudo, mentiria se dissesse que o passado virou fumaça. Minha memória guarda, intacto, o som da sua risada e a calidez do seu abraço. Há amores que funcionam como solstícios na vida da gente: dividem a nossa história entre o antes e o depois de acontecerem. Você foi, e sempre será, a única mulher que marcou o meu coração. Nunca consegui, e no fundo jamais desejei, apagar os vestígios da sua passagem pela minha alma.
Não escrevo isto para prender seus passos ou pedir retornos. Escrevo por pura devoção à verdade do que sentimos. Torço por sua felicidade de forma genuína, mesmo sabendo que não sou o autor dela.
Feliz aniversário. Obrigado por ter sido o capítulo mais bonito da minha vida.
Guardar o que sinto não é covardia, é o cofre que protege a minha essência de quem só sabe gastar o que não é seu.
O mundo gira e tudo muda, mas o que sinto por você ficou blindado do tempo. Sigo aqui, guardando o teu lugar intacto, caso a vida te faça precisar de amor.
Fecho os olhos e sinto o peso do vazio rasgando meu peito. Você partiu, levando o calor que restava nesta habitação deserta. Agora, jaz apenas um corpo estendido sobre a superfície gelada, implorando por clemência.Não permitas que eu permaneça prostrado neste chão árido, onde a brisa sussurra tua ausência absoluta. A solidão é um inverno rigoroso que congela minhas esperanças mais profundas. Cada segundo distante consome a chama da nossa antiga felicidade compartilhada.Apenas teu abraço possui o magnetismo necessário para resgatar-me desse abismo escuro. Estenda tua mão salvadora, cure estas feridas abertas e transforme nosso sofrimento em eterno recomeço. Torne-se, novamente, o porto seguro de um caminhante cansado de chorar sozinho.
Sinto-me amarrado a uma imobilidade que não escolhi, como se a vontade existisse sem poder agir. A vida passa diante de mim em silêncio, e nesse silêncio reconheço a sensação de uma existência que se esvai sem se cumprir. Não é a ausência de tempo que me pesa, mas a consciência de o estar a perder. Furucuto, 2026.
Sinto que já perdi o meu poder masculino. Quando aconteceu, não sei. Não houve aviso, nem ruptura visível. Apenas acordei, um dia, neste quarto escuro da vida, onde a luz parece ter-se esquecido de entrar.
Furucuto, 2026
A Coragem da Saudade
Dizer sinto saudades não deveria ser um motivo de vergonha ou uma demonstração de orgulho ferido, mas sim uma celebração do laço que nos une ao outro. Falar da saudade é reconhecer, em voz alta, que o tempo longe não apagou a importância daquela presença em nossa caminhada. É um grito de coragem que quebra o gelo da ausência e abre as portas para o reencontro. Quando temos a audácia de simplesmente falar que o outro nos faz falta, desarmamos as defesas do mundo e lembramos que a vida só ganha sentido real quando compartilhada.
“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”
"A melancolia me traz alegria, não desejo este sentimento, mas não sinto arrependimento. Quero poder sentir outras ilusões esperançosas, mas, nessa realidade inconsistente e indiferente, sinto o desespero ardente pelo que é diferente."
"A dor que sinto não expresso, apenas vivo. É nessa dor que encontro o único ponto que me conecta a você. Então, me aconchego e sinto o conforto; não tento lutar, apenas me afogo nesse mar que mata lentamente, submersa nesses pensamentos, recusando-me a nadar."
Sinto uma vontade desesperadora de nadar até o fundo do mar. Há algo assustadoramente confortável nesse sentimento, e talvez seja isso o que mais dói em meu peito. Carrego um sentimento sem nome, sem direção, sem origem aparente. Não sei para onde apontar, por onde começar ou o que dizer. Só sei que estou cansada de lutar contra algo que nem consigo explicar.
É uma agonia enorme que sorri e me impede de continuar, mas eu sigo em frente, vivendo dessa forma monótona e consciente de que, muitas vezes, o arrependimento de não explorar esse mar é menor do que deixar-me afogar.
