Me Sinto Esquecido
Meu paraíso
Preso aos desejos sinto o peso do existir no passado e viver fragmentado no presente.
Já fugi de tantas realidades, já sumi de tantos futuros possíveis, já quis estacionar em tantos momentos por eras.
Joguei muitos sonhos no tempo e em respostas, o universo devolveu através das dores profundas presentes no silêncio.
O meu paraíso não é o meu próprio existir, o meu paraíso sempre caminhou com a tua presença todos os dias no meu existir.
(Verso 1)
Eu sinto muito,
como esquecer você se o meu coração é teu,
Eu sinto muito por nós, eu sinto muito por você,
(Verso 2)
Como não pensar no néctar que me consome,
tive medo no instante em que os meus dedos não encontraram mais os teus,
sair da tua direção foi um atraso de vida foi um erro do meu coração
(Refrão)
Eu sinto muito , deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você
(Verso 3)
A vida nos leva a tentar esconder as vezes o melhor de nós,
Pensamentos voam alto, atingem ilusões, causam impactos em atitudes que geram reações,
(Refrão)
Eu sinto muito, deixar passar o tempo sem aproveitar aquela sombra de verão no horizonte sem você.
Sinto tua falta
Nunca vou te culpar por aquilo que me tornei,
tem sido doloroso viver sem significado,
movido pelo que não fiz sinto a falta do perdão,
sem a tua presença o meu corpo chora é um desanimo respirar,
as lembranças do teu cheiro e da tua risada ferem profundamente a alma,
e mesmo sem a cura preciso continuar vivendo.
Onde estás?
Sinto a tua presença, você acordou há vinte cinco anos e eu sinto suas batidas do coração,
Por onde andas que ainda não apareceu para continuarmos a viver o nosso amor de vidas,
A distância machuca, mas saber que você reascendeu me dá esperança,
Não sei em que lugares te procurar, não sei em que rua ou estrada vamos nos achar, só posso afirmar que vai ser lindo quando nos reencontrarmos neste plano de vida.
Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.
Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.
Sob a velha Hercílio Luz, diante da imensidão do mar que se perde no horizonte, sinto a mão de Deus me abraçando, lembrando-me da dádiva de ter nascido neste pedaço de paraíso que pulsa com a brisa, a chuva e o som das ondas.
Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.
O alívio que sinto não é uma fuga covarde da realidade, é um reencontro necessário e vital com a fonte que me sustenta.
É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.
A verdade tem dentes, mas não morde para matar, morde para acordar. Quando a digo, sinto-a arrancar peles de desculpa. O processo é doloroso, ainda assim, necessário. Porque uma verdade tortuosa vale mais que conforto fingido. E sobrevivo à mordida sabendo que cura virá depois.
Há dias em que me sinto pequeno, mas lembro que fui esculpido pela luta, pequeno não significa fraco, pequeno significa essencial, e essencial basta.
Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.
A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.
Quando lembro de rostos que se foram, sinto biblioteca. Cada rosto é livro que permanece em pé. Releio páginas e guardo citações vivas dentro do peito. A memória é editorial que não fecha jamais. E eu sou leitor fiel dessa editora íntima.
Há noites em que o céu me pede silêncio. Ele me julga sem palavras, apenas com vastidão.
Sinto minha pequena história diante do infinito. E a sensação é de humildade e alívio. Aceito o lugar que me deram no cosmos.
Sinto falta da ignorância de quando o mundo parecia gentil, antes de eu aprender a arte da desconfiança e o peso do silêncio.
A escrita não é para o mundo, é para mim. Se eu não colocar no papel, o que sinto acaba por me implodir.
Sinto saudades de uma versão minha que talvez nem tenha existido, apenas a ideia de quem eu poderia ser antes de tudo.
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