Me Sinto Esquecido

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Não consigo falar, por isso escrevo.
Não consigo expressar tudo o que sinto.


Queria poder me derreter em teus braços.


Queria que cuidasses de mim
como se cuida da rosa do Pequeno Príncipe.


Eu queria ser sua,
e queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.


Há pessoas a me cortejar,
mas de que me adianta,
se o cortejo que desejo
é unicamente o seu?


Se não tens intenções comigo,
tenha a decência de sair dos meus pensamentos.


Não é justo comigo,
pois sempre que fecho os olhos,
vejo você:
a postura ereta,
os dedos ágeis sobre o computador.


Vejo o nosso abraço,
onde senti o calor do teu corpo.


Vejo teus olhos
atrás das lentes dos teus óculos redondos,
e pensar neles me faz perceber
como combinam perfeitamente com teu rosto.


Então vejo teus lábios
e perco a noção do mundo.


Eu adoraria dizer tudo o que sinto.
Talvez escrever seja limitado,
porque meus pensamentos
são mais rápidos que meus dedos.

sinto minha barriga gelar, meu coração disparar, apenas por receber uma notificação sua.

Xícara de Café


Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.


Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.


Escrevo porque dói.


Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.


Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.


Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.


Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.


Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.


Sou apenas alguém frágil.


Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.


E isso dói.


Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.


Estou com o coração ferido.


E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.

Enquanto Escrevo


Escrevo
porque a voz não alcança
o lugar onde a dor mora.


Sinto-me
como uma xícara de café
esquecida num canto,
enquanto o mundo
se ocupa de coisas importantes.


Carrego um coração ferido,
uma mente barulhenta
e um silêncio
que ninguém escuta.


Às vezes penso em ir.
Às vezes lembro
que existem olhos
que chorariam por mim.


Então fico.


Não porque a dor passou.


Mas porque,
enquanto escrevo,
ainda existe
uma parte de mim
que escolhe permanecer.

Quando estou triste sinto-me mais próxima da loucura… a alegria não me faz refletir muito… a tristeza sim! Acho até que busco este estado voluntariamente, apesar de sempre parecer contrariada com ele…

Às vezes não consigo ver o sol no horizonte mesmo sabendo que ele está lá,
Às vezes não sinto a chuva, mesmo andando debaixo dela.
Às vezes finjo viver, mesmo sabendo que não estou mais aqui.

Meu humor às vezes muda sozinho (TAB), e minhas reações podem ficar intensas quando me sinto ameaçado emocionalmente (TPB).

Ter isso não me isenta de responsabilidade, mas também não significa que tudo que eu sinto naquele momento é racional.

Quem não quer compreender, não vai compreender com nenhuma explicação.
Explicar é um gesto. Aceitar é uma escolha do outro.

Eu não estou pedindo privilégio.
Estou pedindo condições mínimas de respeito enquanto me trato.

Não me apego ao que sinto.
Sinto.
O apego sobrecarrega o sentimento.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

#RESUMO

Sinto a brisa que acaricia o meu rosto...
Me perco nas nuvens, onde os anjos brincam de esconder...
Olho ao redor tentando entender...

Uma resposta provoca uma centena de perguntas...
Como se pudesse caber o infinito todo num sentimento...
Resumindo minha vida em um momento...
As horas voam quando encontro a felicidade...
De estar junto a você...

Consigo alcançar qualquer distância...
Sonhando...
Vou te dizer por onde ir...

Você encontrará nos meus olhos todo o amor do mundo...
Porque a cada dia e a cada segundo...
É o seu amor que me faz caminhar...

⁠Vivo a vida, sem amarras...
Sinto o vento, sinto a liberdade...
No silêncio, encontro meu ser...
Vida introspectiva, momentos de saber...

Não quero perder a espontaneidade,
Deixar que a vida se torne rotineira.
Lanço olhar para o horizonte,
E vejo um mundo cheio de possibilidades...

São tantas as aventuras, tantos os sonhos...
São tantas as camadas, tantos os mistérios...

Coração alegre, alma livre.
Vivendo no abandono imposto...
Melhor assim...
Não sinto o pesar dos anos...

Sigo em frente, com liberdade e ousadia...
Porque a vida é um presente,
Um labirinto, cheio de desafios...

Mas não me perco, não me desvio...
Não me preocupo, não me atenho...
Possuidor de um coração contemplativo...
Nunca desisto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠A saudade que sinto de você ecoa como uma melodia suave, mas constante, em minha alma. À medida que o tempo passa, esse desejo de estar ao seu lado só se intensifica, alimentado pela esperança firme de que, de alguma forma, estamos conectados por esse fio vermelho invisível do destino. Cada momento que vivemos juntos, cada risada e cada olhar, são pérolas que eu guardo no fio da nossa história. Apesar da distância que agora nos separa, mantenho a crença inabalável de que nosso fio é forte, capaz de resistir a qualquer emaranhado ou estiramento. No fundo, sei que, não importa os obstáculos ou o tempo que leve, estamos destinados a nos reencontrar, a nos reconectar. A esperança de ver você novamente não é apenas um consolo, mas um farol que guia meu coração de volta para você, sempre.

O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.


Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.


O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.


Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.


O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.

Às vezes sinto que fiquei para trás. Enquanto todos os meus amigos seguiram em frente, eu acabei sozinho.


Cadê todo mundo?


Será que ninguém mais sente a minha falta?


Essa pergunta não sai da minha cabeça. Ela ecoa todos os dias, junto com uma solidão que aperta o peito e machuca o coração.


É estranho lembrar que um dia eu estava cercado de pessoas e, hoje, o silêncio parece ser a única companhia que ficou. Nunca imaginei que a ausência dos outros pudesse pesar tanto.


Só queria sentir, nem que fosse por um instante, que ainda faço falta na vida de alguém.

A dor não é suficiente pra dizer como me sinto. Nós fomos tão felizes juntos,
mas agora eu sei que você se foi.
Você disse que jamais iria me abandonar.
Sempre que eu precisasse, você estaria aqui.
Eu posso te perdoar,
mas não posso te esquecer,
e mesmo que você tenha me deixado...
Ainda te amo!
Ainda te amo!

Eu sinto tanto a sua falta
há dias que nem consigo comer
Talvez eu seja internado por adoecer
Talvez eu não queira ter alta


Talvez eu te supere logo
Talvez eu não queira te superar
Talvez eu queira voltar pro prólogo
Para te amar sem me estragar

Me sinto perdido, me sinto perdido em minha própria consciência e não consigo me encontrar.

⁠Se existisse um coeficiente matemático capaz representar o que sinto por ti ele somaria-se,a um número cada vez maior de evidências que confirmariam que você é a mulher da minha vida!

A lua daqui

Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.

Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.

Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.

A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.

Às vezes me sinto como se a poesia me usasse…
como se cada palavra fosse um jeito
de sobreviver ao que eu não sei explicar.


DeBrunoParaCarla