Me Sinto Esquecido

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Nenhuma rima, nenhuma poesia, se compara à beleza do teu nome. Ele guarda o amor que sinto, a paz que encontro e a eternidade que só você desperta em mim."

Deus me ama do jeito mais bonito: com paciência quando falho, com cuidado quando me sinto fraco e com esperança quando penso em desistir. Seu amor não cobra perfeição, apenas confiança. É abrigo, é força, é graça que me sustenta todos os dias

Deus e eu… como vento e oração. Mesmo sem vê-Lo, sinto Seu cuidado pousando leve sobre meus dias, acalmando tempestades dentro do peito.

De tudo que você faz nada me dá paz, mas tudo isso nao passa de uma máscara do que sinto por ti, entre apertos e conversas há uma corrente que me enforca e me impede de falar mais⁠, porque o que o coração atrai, o cérebro fala "sai", mas aos poucos os olhos convencem o órgão que mente, porque quando a luz dos olhos meus viram a luz dos seus foi uma explosão de saberes, saber que nem o sublime descreveria o que eu vi em você, mas afinal isso tudo não passa de um desejo carnal. Eu sou tão, mas tão burro, que corro atrás de uma fumaça intocável, até porque a carta enviada retorna sem nada, já que você nao me vê como eu te vejo.

Hoje eu me sinto completamente perdido, de tudo o que vivo e já vivi. Estou completamente desconectado desse mundo e, na verdade, eu não sei se quero me reconectar. Acho que meu melhor lugar é sozinho. Sei que tem pessoas que genuinamente gostam de mim, mas sinto como se eu tivesse perdido o que quer que mantenha essas conexões.

Por muitas vezes eu já vesti máscaras que me permitiam ser apresentável em qualquer lugar, mas agora quero me distanciar de tudo isso. Quero viver no meu mundo, onde me sinto confortável. Quero colocar algumas coisas em lugares diferentes, quero parar de sofrer, quero cumprir minha sentença e me compensar do que minha cela limita.

Acho que inventei que poderia ser feliz, simplesmente assim. Deveria ter ficado onde estava, onde eu me gabava de conhecer cada lugar em que colocava meus pés, mas fui me aventurar por lugares desconhecidos e agora não sei mais onde estou.

Vou achar um caminho de volta, para o lugar úmido, frio, escuro e silencioso, mas que eu conheço tão bem que poderia chamá-lo de lar. Vou voltar para os sorrisos sem sentimento, os olhares perdidos, as conversas ouvidas pela metade e os pensamentos soltos. Vou voltar para dentro de mim.

Sou eu o louco


por Alexsandro de Lima Gomes


Não sinto angústia,
não sinto inveja,
e nem quero orgulho.


Mas ainda estou sozinho.


Sou um fracasso,
mas me faço de forte.


Não tenho sentido,
mas gosto de lutar.


Não sou cavaleiro,
nem tenho espada.


Mas a verdade,
um dia, vou defender.


Vou proteger.


Mas, ainda, em meu cavalo,
estou sozinho.


Não sei o que fazer,


pois estou contigo,
mas ainda me sinto sozinho.


Um balde,
cheio de água,


mesmo olhando de longe,
ainda parece gigante.


Pois o que eu vejo
me dá medo.


E o que realmente sou
me faz sentir fracasso.


Viver para sempre
é um sonho.


Mas morar no querer
é viver para sempre.


Sinto muito,


mas não consigo.


O que quero
não faz sentido.


E o que faz,
não existe.


Somos loucos,


fantasiados de homens
e amarrados com roupas.


O silêncio canta
em meus ouvidos,


e minha boca se cala
perante a vontade.


Talvez da imagem.


Se pudesse navegar,


estaria em um barco,


escrevendo besteiras
e olhando para o espelho.


Pois, afinal,


sou louco.


E não qualquer tal.

Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.

Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.

A gratidão veio como consequência, não é consolo, é testemunho do esforço, sinto-a como alimento.

Sob a velha Hercílio Luz, diante da imensidão do mar que se perde no horizonte, sinto a mão de Deus me abraçando, lembrando-me da dádiva de ter nascido neste pedaço de paraíso que pulsa com a brisa, a chuva e o som das ondas.

Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.

O alívio que sinto não é uma fuga covarde da realidade, é um reencontro necessário e vital com a fonte que me sustenta.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

A verdade tem dentes, mas não morde para matar, morde para acordar. Quando a digo, sinto-a arrancar peles de desculpa. O processo é doloroso, ainda assim, necessário. Porque uma verdade tortuosa vale mais que conforto fingido. E sobrevivo à mordida sabendo que cura virá depois.

Há dias em que me sinto pequeno, mas lembro que fui esculpido pela luta, pequeno não significa fraco, pequeno significa essencial, e essencial basta.

Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.

A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.

Quando lembro de rostos que se foram, sinto biblioteca. Cada rosto é livro que permanece em pé. Releio páginas e guardo citações vivas dentro do peito. A memória é editorial que não fecha jamais. E eu sou leitor fiel dessa editora íntima.

Há noites em que o céu me pede silêncio. Ele me julga sem palavras, apenas com vastidão.
Sinto minha pequena história diante do infinito. E a sensação é de humildade e alívio. Aceito o lugar que me deram no cosmos.

Sinto falta da ignorância de quando o mundo parecia gentil, antes de eu aprender a arte da desconfiança e o peso do silêncio.