Me Perco dentro da Saudade
Quanto mais eu penso tanto mais me perco: que não posso, posso até saber, mas quero muito mais te ter.
Esse teu sorriso me desarma, me desmonta, me derrete, me perco... E me acho, qual bobo feliz e apaixonado!!!
"Vagando por escuros labirintos, me perco a procura de algo que não sei definir. Nem ao menos sei quem sou; tampouco para onde vou. Sem a mínima noção do que é realidade viajo insanamente perdida em meio a ilusão, tentando descobrir o que me realiza. Imersa na carência de todas as almas solitárias sigo sem rumo na busca daquilo que me complementa" (O Mentor Virtual)
Não gosto de partilhar o que escrevo no facebook, parece que se o fizer perco um pouco da essência das palavras
Meus pensamentos ecoam, barulhentos, enlouquecedores, pouco a pouco perco minha sanidade, se esvaindo em lágrimas, lágrimas da indecisão, confusão de uma mente adolescente, a questão ser ou não ser, se repete inúmeras vezes, mas enfim, o que ser?
Ou o que não ser?
O não saber torna-se parte do ser, quando se pensa tanto como eu, e com tantos pensamentos, sozinho me sinto, a solidão torna-se rotina e com ela cada vez mais louco me encontro.
Quando os meus olhos cruzam com os teus não sou mais eu: não me reconheço e me perco num caminho sem volta.
Você é meu silencio que grita,eu me perco por alguns segundos só de imaginar a minha vida sem você.
Vem logo...
Eu confesso você não ta me perdendo,eu sempre estive aqui esperando pelo dia que você fosse voltar eu sempre fui sua,basta só você me olhar e eu vou te perdoar,esquece a culpa,que eu esqueço o medo,esquece o que foi engano,que eu esqueço a dúvida.
Eu apago tudo o que não deu certo,a falta de plano,infelizmente você faz tudo errado mesmo,você é errado na forma de amar e viver mas foi assim que deu certo lembra?
Foi assim que me prendi a você,foi assim que apaixonei por você,foi assim que me tornei sua...
O que eu posso fazer se te amo com mais poder do que palavras podem dizer?
Chega logo,tô aqui louca,esperando por você,me pegue pela cintura,faça aquilo que você sabe fazer de melhor que é me fazer sua,como eu sempre fui.
Me faça rir,um riso feliz,completo,aberto,grande,alto,me proteja,como você sempre fez,me ama,me toma,me sente,me faz e me refaz...
E me diz qual o segredo que me prende a você.
Me diz de onde vem essa sensação de que você nunca saiu de perto de mim,de que você sempre esteve aqui.
De que não importa o tempo,por que entra ano e sai ano e eu continuo aqui esperando por você e tendo a certeza que seu corpo estremece,seu coração acelera,suas emoções se abalam só de pensar em mim,só de lembrar de mim,por que pode entrar ano e sair ano,podem chegar pessoas e mais pessoas na sua vida que eu sempre serei aquela em que você vai lembrar com a certeza que ninguém nunca irá tirar de você o desejo de me tocar novamente.
EQUILÍBRIO
Irritada me vejo, perco-me,
Quero gritar, sair desse lugar,
Não vejo solução, estou em embaralhados pensamentos,
Não aguento... Como sair?
Vou explodir...
Sofro, choro e assim mesmo não dar,
Como é difícl decidir,
Como deixar? O certo fala,
Incomoda meu eu,
E sem menor explicação,
Exige de mim,
Não devo partir? ou devo?
Oh! como é ruim está só,
Como é triste não ter você,
Insensível posso me tornar,
E como vou me olhar?
Essa não sou... Aqui está outra realidade,
Ainda resta algo à fazer?
Percebo que o silêncio toma de conta,
A invasão no meu mundo secreto é inevitável,
As coisa tomam o rumo que tem de ser,
Forte, destemida, decidida,
Muitas das vezes cruel...
Parar, respirar e viajar.
Quebram minhas asas por um tempo,
Fico no chão, sem forças, fragilizada,
Cansada e dolorida,
Que vida!
Mais uma vez levantar,
Mais uma vez se recompor...
Não me olhe com pena, ainda não estou por vencida,
Cicatrizarei minhas feridas...
Levanto-me, ergo-me como uma leoa,
E livre como uma águia,
Ganho o espaço do horizonte,
Torno-me grande,
Começo a voar...
Sonolenta e enrodilhada nos cobertores, perco-me na imagética nuvem que bocejava notícias, talvez conspirações...sussurrando baixinho para não atrapalhar esta hibernação...
Estou aprisionada no meu vazio...mas, é tudo tão alvo aí fora como se fosse natural...ver uma extensão de mim derramando inverno...
DESEJO
Gosto do seu jeito,
Perco-me nele e gosto de gostar,
Sinto como se fosse antigo,
Como num paraíso proibido.
Olho-te todos os dias,
Sem cansar e sem te dizer,
Medo?
Talvez...
E no meu profundo desejo,
Prendo-me na verdade,
De querer-te amar...
Sentir seus braços a me abarcar.
Depois percebo o real,
O inevitável vem me lembrar,
Existem valores...
Prendem a sua distância de mim.
Não quero chorar, nem perder,
Insisto no direito de ter,
Um momento se quer,
De prazer...
Eu nos teus braços,
Você a me agasalhar,
E em loucuras vamos se doar,
Numa infinita vontade de ficar.
Perco-me na noção do infinito embriagada de noite, até o encontro com a boemia, que sem cerimônia nenhuma, ensaia mais uma serenata falando de amores vadios e desencontros em atos finais.
[fragmento de "[De]cadência" memórias de um Lápis sem Ponta]
Eu tenho medo de acabar contigo porque te perco. Mas tenho medo de te perder sem acabar ao mesmo tempo.
