Me Desculpe Nao Quiz te Magoar
Não preciso de alguém que me fale a verdade que não poderia ser dita, preciso de alguém que saiba aproveitar as oportunidades de mostrar o seu real eu.
Respeite o Princípio:
Não busque prosperar com o objetivo de passar a ser Servido...
A Prosperidade verdadeira acontece para Servirmos melhor!!!!
PATOLOGIA COLETIVA (Abr/1984)
Quando já não se acredita,
Quando já não se busca,
Revelamos nossa condição,
De mortos, que a vida ofusca!
Por que não dar lugar a esta chama?
Que certamente existe em teu ser?
Por que não libertar-se das quimeras?
Deixando os sonhos perecerem?
Por que não libertar do íntimo,
Aquela gostosa sensação?
De que a paz é tão possível,
Mesmo diante de tanta confusão?!
Ah, como me sinto!
Em nome de tamanha incerteza...
Que vontade de gritar ao mundo,
Que a solução está na natureza!
Só que temo bastante,
A hora em que ele perceber.
Será normal a Terra não aceitar.
Mais árvores para nascer!
Quando ocorrer em sua vida,
Imagine a primavera.
Creia na conversão de sonhos!
Trabalhe por uma nova era.
“Lettre à ma maitresse”
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Por causa dela,
Não me importo mais com cães
Gosto das mãos das mulheres
Mas não como quase nada
Nos alimentamos de maçãs
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Graças a ela,
Eu ouço ópera e mijo na varanda
Nós jogamos bacará, mas ela nunca ganha
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Graças a ela,
Eu gosto de Bach
De tango, e também de violoncelo
Por causa dela, graças a ela
Passei a ir ao cinema em Roma ou em Honfleur
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Ela diz que não devemos ter vergonha do choro
Eu não gosto muito disso
Eu não suporto os gritos
E há gritos!
Há lágrimas e risos
Ela diz “Serà lo qué serà”
E vamos fingir que…
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Eu deito bem perto dela
Meus olhos negros carvão,
pintados com rímel,
sonham com carne
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Graças a ela, passei a gostar de cigarros
A fuga para o fim
E ja não tanto de biscoitos
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Escuto suas longas conversas pelo corredor
Anseio por testemunhar sua doce evolução
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Graças a ela, eu não sou mais um cachorro
Eu ando em seus passos
E quando ela me diz “Venha!”
Então todo o meu coração bate ao mesmo ritmo que o dela
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Por causa dela, eu sei de tudo
No entanto, eu não digo nada
Quem é ela, o que ela faz?
Sempre o que lhe agrada
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Ela só ama o preto
Eu sou toda branca
Nossos corpos à noite se revelam
Sem distinção de status
Adentrando os jardins
Deitando pelos bancos
Esquecendo nossas tristezas
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Ela é sem fé, nem lei
Graças a mim, graças a mim
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De Jean-Michel Bernard.
Traduzida por Julha, a partir da Interpretação de Fanny Ardant.
Já não posso ser contente...
Onde se foram aqueles que me amaram...
O que é deles?
Ando perdido entre muitas gentes...
Conselhos não segui...
E vieram os desenganos...
A vida passou tão corrida...
Hoje apenas sigo sem rumo...
A esperança está perdida...
Prazeres que tenho visto...
Sem meus entes queridos...
Já não fazem sentido...
Cheia de penas me deito...
E com mais penas me levanto...
Dia após dia...
Noite após noite...
Só as lembranças amenizam...
As minhas tantas feridas...
E de noite eu sonho...
Com dentro de mim o castigo...
Pai, mãe, irmão...
Todos se foram...
Só em Deus hoje me abrigo...
Oh...
Quem me dera ainda ser embalado...
Neste mundo estranhável...
Ter ainda um conforto...
Desse meu olhar tão cansado...
Destino: aqui me tens...
Neste meu silêncio fustigante...
Sonhando e me iludindo...
Como foi bom meu antigamente...
Mas assim tu segues...
O outrora não é mais...
Quem sabe no vindouro...
Encontrarei a paz...
Sandro Paschoal Nogueira
Hoje só tem os que devido uma lavagem cerebral, eles que já não tinham razão e lógica, tiveram os seus bom senso e crítico levado para o ralo também. Todos fogem do esforço! A tragédia é que quando raramente temos a coragem de sair da mediocridade e exercitar o mínimo para demonstrar nossa utilidade, exigimos que o outro aprove nossa IGNORÂNCIA como sendo verdade universal. Parafraseando Arnaldo Jabour
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas.
Vim para cumprir as Leis,
diz o Messias em Mateus 5.17.
E nos apresenta a Lei de Amor nas
Bem Aventuranças de um sermão
que é luz e vida e nos abastece esperança.
Se nunca ouviu falar no Sermão do Monte
e suas oito Bem-aventuranças
quem sabe é hora de ampliar suas andanças?
A velhice em si não me assusta, o que me assusta é envelhecer só o corpo e ter uma alma jovem aprisionada em um corpo ancião.
O sofrimento nasce da não aceitação da dor como um mecanismo necessário para o nosso crescimento, para nosso desenvolvimento emocional e psíquico.
Dizem que a felicidade é simples, eu diria que não necessariamente. A minha por exemplo, nem sempre é assim. Às vezes, é extremamente fashion e esbanja luz, brilho, cor e purpurina.
Não, eu não preciso aceitar as pessoas como elas são, ou se tornaram.... mas tenho que pagar o preço de conviver com elas.
Nada nos impede, a nenhum momento, de mudar o nosso destino - a não ser a rede de imagens e palavras que nós mesmos construímos para nos dar segurança. Mas aquilo que lhe dá segurança é, ao mesmo tempo, aquilo que o aprisiona.
Nesses dias frios
Eu não sei me reconhecer.
A dor do calafrio
Que me deixa sem entender
Oque de fato sinto
Oque de fato quero ser.
A falta do sol
E a falta dos passarinhos
Me deixam louco a ponto
De perder o Juízo.
Prefiro o quentor,a cor do amor presente.
O que poderíamos ter sido continua pairando sobre as reticências da ousadia que não fomos capaz de ter.
O problema é que os que são rales e não conseguindo deixarem de assim serem, eles fazem esses querendo desistirem, para estarem no mesmo nível que eles, cujas mentalides são as mesmas de caranguejos dentro de um balde, estando um querendo sair, ser puxado por outros, e assim ficarem continuando a viverem sempre. O fim da história todos já sabem.
