Mato
Herói ou superstição?
No fundo do mato virgem
Nasce Macunaíma
Preguiçoso, danado e amoroso.
É o herói de nossa gente.
Mistura de raça e cultura
Coisa que ninguém viu
A linguagem variada
Tudo isso é Brasil.
Negro, índio e branco.
O nordeste aqui misturou
Críticas de um personagem
E um papagaio falante, disse:
- “O brasileiro falado e o português escrito”.
mato meus sentimentos em copo de veneno,
não ligo para essa vida que maltrata,
abandono meus sentimentos por mais que eu ame,
por mais que amor tudo parte da eternidade,
meus pesamentos mortos em pequenos sentimentos,
através da luz da lua nada tem sentido,
apenas um sentimento,
que foi diante mar da tua vida,
agora não passa de um um mar morto.
por celso roberto nadilo
Mato uma pessoa e sou dado como assassino,mata mais de milhoes de pessoas e são dados com herois,me pergunto oque sera que os humanos pessam fazendo isso,por que matar?por que julgar?por que morrer envez de viver?em vez de fazer perguntas por que não as torna realidade?ou você tem medo de nos?humano inferior assassino,heroi,tanto faz todos são monstros por matar os nossos sonhos,mas isso é inutil por que nos demonios não podemos sonhar,então jovem sonhe e torne isso realidade e não deixe que eles te destruam,você tem amor e medo por mim,eu lhe agradeço por amar um demonio como eu.
Mato seco
Camuflagem traçada
Mata a fome
Caça felino
Voo da águia
Aranha rastejante
Faro do lobo
Pele de cobra
Olhos de coruja
Raposa inteligente
Formiga no capim
Fera ferida
Alma sentida
Criança perdida
Ciência abafada
Pele de galinha.!!
mato, meus sentimentos desvairados...
no crepúsculo do meu coração...
abandono tudo que interpreto...
na solitude tua garras são flores,
puro engano da tua plenitude,
jogo meus sentimentos com azar,
tudo é feito para manipular...
o que sinto e vivo...
a mídia é uma sinfonia de engodo,
no qual todos que se beneficiam estão no poder,
a dor no fundo da alma por ver um povo...
tão sofrido se a base da riqueza dos poderosos...
o que tudo isso que se não um negocio,
aonde tudo é absolutamente lucro,
sinto a tristeza mas a um fogo,
que cresce na minha alma,
esse fogo esta espalhando se tudo parte da luta...
por uma vida melhor,
não deixe que eles dominem você.
por celso roberto nadilo
Nos campos mato à fora
Penso em te encontrar
Embora tão longe tu se encontre
Um dia xirua, iremos casar .
Anda me batendo uma saudade do cheiro de mato, de água de cacimba... Cheguei a conclusão, que prefiro andar no regorão do sol, como dizia vovó, do que ficar nesse inferno de cidade, tudo cheio de concreto, paredes envidraçadas e flores artificiais...
E a dor que fere a alma,
eu faço o que???
Atropelo, arranco, mato, o que fazer???
( criado em 18/12/13 )
NO BREJO (INDRISO)
Barulho no brejo havia
Entre o mato a água resplandecia
Sol no céu luzia
Multidão de girinos fervilhavam
Coaxava insistente a gia
Sapo-martelo logo respondia
Grilo no mato dizendo que cria
E eu maravilhado ouvia...
A GOTA 01 (poesia)
A gota
Que pingava
Da folha
No mato
Foi sereno
Da madrugada
Do sumo
Da noite
Enluarada...
Eu te notei
E lá estava você no meio do nada
Ignorada por ser de mato a ser arrancada
Muitos nem te consideram uma flor
Eu te notei seja onde você for
Sua simplicidade e ternura chamaram minha atenção
Podes não ser uma rosa, mas alegrastes meu coração
E quem notaria esta insignificante flor?
Eu te notei seja onde você for
Os outros podem te achar pequena e sorrateira
Eu te acho grande e peculiar como a mais bela cachoeira
Mas quem liga para esta pequena flor?
Eu te notei seja onde você for
As pessoas não tem a perspectiva de quem realmente é você
Sinto que também não sou notado, assim como você
Será que algum dia vou ser lembrado, linda flor?
Assim como te notei, alguém me notará seja onde eu for
Apanhador do cerrado
Uso o meu olhar para apanhar o cerrado
As palavras tortas compõem o mato crivado
De cascas grossas, cascalhos e céu estrelado
O chão na temporada de sequia, é maltratado
Os jatobás fatigados tão firmes como as perobas
Rodeiam os pequizeiros, tão "bãos" como as guarirobas
Cheiro forte sabor da terra, como as doces gabirobas
Entendo bem o sotaque é o povo deste chão
Sou daqui, tenho respeito a toda esta tradição
Povo das sucupiras, flores rasteiras e abelhas arapuá
Tudo aqui tem força, tem suor, é aqui, é acolá
Assim como a magia do canto da seriema e do sabia
Deste cerrado místico, torto, certo e errado, sempre a brotar
Que o tal desencanto encanta o poeta no poetar
Este quintal que é o maior do mundo, que faz sonhar
Me faz ser apanhador do cerrado, no meu versar.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/03/2016, 22'22" – Cerrado goiano
