Mar Liberdade
Tem quem procura respostas nos vulcões de uma ilha, e não vê na dimensão do mar que cerca essa ilha, as respostas complementares e essenciais para se entender as marés.
O conhecimento da natureza
Um homem encontrou
Uma linda paisagem
Nela ele entrou
E avistou uma margem
Tão admirado
Com aquela beleza
E pela primeira vez
Viu a natureza
Havia tudo...
Tudo o que tinha no mundo
Tão maravilhado
Que respirou fundo
Não parava de olhar
Não tinha motivo para estar zangado
E permaneceu naquele lugar
Porque ficou hipnotizado
Náufrago
Perdido, desperta desalentado,
Com o corpo aspergido da água, salgado do mar
A areia conglutinada na face e nas partes nuas do corpo
Em meio à angústia proporcionada pela cena,
Vagarosamente coloca-se de pé,
Na busca da compreensão do que fazia ali.
Olha o entorno e vê uma ilha
coberta de vegetação mista, com árvores enormes e verdes
exala o perfume das flores: gardênias, jasmins, lavandas, cravos...
Sobressai-se o cheiro inconfundível de mel das álisso...
O silêncio ruidoso de sua mente é quebrado pelo canto dos pássaros: pintassilgos, canários, corrupiões, azulões e corruíras - uma mágica sinfonia.
O céu azul, cintilante, reflete nas águas mansas
Sente uma leve brisa...
Um náufrago, confuso, à procura de uma saída.
Mesmo que sua alma sinta a doçura do lugar,
Como desvendar o mistério e partir?
O que era eu? Pergunta-se
E o que é essa saudade de alguém, de qualquer coisa que angustia?
Busca explicações, mas só encontra um vácuo dentro de si:
Uma ilha cheia, mas ninguém para lhe fazer companhia.
Como aquela, existem outras ilhas desconhecidas,
Construídas por mãos divinas...
Vê seu reflexo nas águas...em seus olhos uma dolorosa instabilidade, sem sentido.
A brisa é fresca, monta uma fogueira
Nela coloca as impurezas da ilha,
Aqueles gravetos, as lascas sem razão.
Espera encontrar alguém, embora ainda não saiba quem...
Sentado imóvel, olhando na direção do horizonte,
Ouvindo os pássaros, sentindo o perfume das flores,
ainda sente como estivesse naquela ilha cheia de vida,
Que embora tão real dentro de si,
é um tesouro abstrato da sua imaginação.
Meu trovador a sua dor é minha.
E o mar vermelho vai abrir caminho.
Nuvem de chumbo do céu vai sumir.
E a primavera é sem espinho.
" Sem você na minha vida
É como se fosse eu no fundo do mar, Sem saber nadar
Somente você, que pode vir para me salvar...
Se
Se eu pudesse voar,
Escolheria você ao meu lado
Voaríamos sobre as águas do mar,
Com os nossos corpos entrelaçados.
Lhe mostraria um amor que você nunca viu,
Um beijo que jamais provou,
Um êxtase que nunca sentiu,
Te mostraria algo que nunca a encantou.
E não a encantou, talvez por falta de oportunidade,
Ou por falta de empenho desse alguém,
No amor há regras de lealdade,
E lealdade, não faz mal a ninguém.
Se eu pudesse lhe mostrar,
Tudo aquilo que eu conheço,
Você iria se apaixonar,
Na plenitude desse berço.
Se eu pudesse um dia escolher,
Com certeza seria estar ao seu lado,
Nos seus beijos me perder,
Sendo seu eterno namorado.
Se eu pudesse,
Se você quisesse,
Agente não esquece,
Do amor que nos enriquece.
Se um dia eu tivesse a oportunidade,
De poder fitar o teu olhar,
Iria lhe dizer toda a verdade,
Que nunca deixei de te amar.
Lourival Alves
Gostei, gostei e por você me apaixonei
Eu vou pro mar a tardinha
Ver a praia da rendinha
Naveguei, naveguei
E no meio do mar parei
Porque vi uma sereia
E me apaixonei.
De olhos negros que brilham como o mar,
E curvas que fazem o sol suspirar,
Ela caminha graciosa e serena,
Tão bela que até mesmo a aurora inveja.
Seus cabelos negros como a noite,
Refletem estrelas em seu rosto encantador,
E sua pele morena como o barro,
Traz à mente do poeta a pureza do amor.
Oh! Como ela é bela, inspira mais paixão,
Com lábios vermelhos como a rosa rubra,
E seu sorriso tão encantador como a canção.
Como um feitiço a envolver, ela conquista,
Acalentando o coração do homem
Que admira a beleza, que há quem resista.
O Rock é como um mar revolto que agita nossos corações e nos leva a lugares desconhecidos,mas ao mesmo tempo nos acolhe em seus acordes poderosos e nos faz sentir vivos.
No alto mar, o navio petroleiro
Com seu casco robusto e imponente,
E em suas águas um profissional tripulante de moços de convés,
Que enfrentam desafios com bravura e coragem ardente.
A bordo deste navio, a vida é intensa,
Com trabalho duro e dedicação,
Mas estes profissional tripulante de moços de convés
Enfrentam a jornada com resiliência e determinação.
Eles lidam com tempestades e mares bravios,
Com o sol escaldante ou o frio cortante,
Mas mesmo quando a luta parece impossível,
Não se rendem, continuam adiante.
Esses jovens são a alma do navio,
São a força que move a embarcação,
Com sua disciplina e esforço,
Fazem a diferença, mostram sua dedicação.
E assim, com o vento nos cabelos,
E o mar revolto a se agitar,
Esses moços de convés mostram,
Que qualquer desafio é possível superar.
Então, se você se sente desanimado,
E acredita que nada pode mudar,
Lembre-se desses bravos jovens,
E siga em frente, sem jamais desanimar.
Pois como o navio petroleiro,
Que enfrenta os mares mais violentos,
Com determinação e coragem,
Você também pode superar todos os momentos
A Ponte
O mar é um oceano vasto,
Que se estende além do horizonte,
E nele há uma ponte construída,
Que desafia a razão e a mente.
Uma ponte que vai para longe,
Tocando as nuvens com seus pilares,
Segurando-se entre o céu e o mar,
Unindo as terras e os mares.
Desafiando a tempestade,
Resistindo às ondas e ao vento,
Ela se mantém imponente,
Conquistando o espaço e o tempo.
Sua trajetória é uma busca,
Por um caminho sem fim,
E sua estrutura é a defesa,
De um sonho que não tem fim.
E enquanto a ponte se expande,
Ganhando cada vez mais espaço,
Seguimos confiantes em frente,
Caminhando em seu abraço.
Assim, a ponte nos ensina,
Que a vida é uma jornada sem fim,
E que, para chegarmos ao destino,
Precisamos vencer o tempo e o vento,
Conquistando, a cada dia, nosso caminho.
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte.
E fim.
Ouvindo a voz da chuva
(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r
(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão
(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover
§
In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.
exposta à violência do vento,
do mar, do homem
e de sua fantasia,
a garça fica nua
para vestir a burguesia
Você já se deu conta alguma vez e pensou na grandiosidade do nosso Deus
Como ele é monumental e maravilhoso?
Eu não me canso de pensar, admirar suas obras e descobrir cada vez mais o quanto é surpreendente.
Por exemplo:
É a mesma terra,
as sementes é que são diferentes.
Não é um espetáculo?
