Máquinas Humanas
Somos máquinas movidas pela complexidade motivacional humana... Tudo, de forma simultânea, está potencialmente condicionado a ser sempre um início, um recomeço ou um fim. Pelo proposto, necessitamos de uma constante articulação da mente, do contrário, sob extensos e não menos complexos conceitos, a degeneração progressiva será sua condenação.
As máquinas são programadas, os animais nascem com sabedoria instintiva, mas nos humanos precisamos ser educados.
Muito se fala em máquinas frias, sem alma, substituindo os seres humanos, mas e quanto a frieza humana: até que ponto nossa inteligência pode ser artificial e negligenciar o emocional?
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de corações, que amam, adoçam e acolhem.
Enquanto os robôs se humanizam os humanos são robotizados.
A era das maquinas já chegou e a gente perdeu
O ser humano está humanizando demais as máquinas
para que seja permitido a elas o privilégio de errar também.
Nos dias de hoje, vemos a humanidade criar "máquinas" cada vez mais velozes, que aceleram nosso cotidiano e nos permitem fazer mais em menos tempo. No entanto, percebemos que, apesar dessa *velocidade* , nosso tempo não se *prolonga* . O tempo é um dom precioso que nos foi dado pelo criador, e é no Senhor que encontramos o propósito e o significado para administrar cada minuto de nossas vidas. Deus, ajuda-nos a usar o tempo que nos é dado para glorificar-Te e fazer a Tua vontade. Que possamos aproveitar cada oportunidade para amar, servir e honrar-Te em tudo que planeamos fazer.
Há séculos, a maioria dos pais e mães são máquinas de moer gente, indústrias da falência humana, destruindo crianças e adolescentes que se transformam em adultos quebrados e daí tudo de ruim pode ocorrer e pior, se reproduzir num ciclo lamentável.
O verdadeiro amor é o combustível que movimenta a máquina chamada corpo humano. Com ele, nossa estima se eleva, a alegria se estampa em nosso rosto, uma felicidade interior que nunca desejamos tenha um fim. Um aditivo muito importante para que possamos viver uma paz completa e a realidade de estar de bem com a vida.
O FUTURO SERÁ DAS MÁQUINAS… E DA HUMANIDADE
O mundo está mudando diante dos nossos olhos.
A velha sociedade, construída em cima da disputa, da fome, da desigualdade e da obsessão pelo dinheiro, começa lentamente a dar sinais de cansaço. De um lado, poucos com tudo. Do outro, milhões lutando apenas para sobreviver.
Mas o futuro não será como o presente.
As máquinas chegaram. E não vão embora.
A inteligência artificial, a automação, os robôs e os sistemas inteligentes estão assumindo tarefas que antes dependiam exclusivamente da força humana. Estamos entrando numa era em que o homem deixará de viver apenas para trabalhar.
As máquinas trabalharão.
Os homens viverão.
Claro que ainda existirão pessoas para criar, controlar e cuidar dessas máquinas. Mas a humanidade caminhará para outro tipo de existência. Uma vida menos baseada na sobrevivência e mais na dignidade.
O ouro perderá valor.
Diamantes não impressionarão mais.
A ostentação começará a parecer vazia diante de um planeta que buscará equilíbrio.
O verdadeiro valor será outro: alimento, saúde, paz, conhecimento, água, energia, tecnologia e qualidade de vida.
O mundo passará por uma transformação tão profunda que muitas coisas que hoje parecem eternas desaparecerão lentamente.
As guerras perderão sentido.
Bombas não matarão a fome.
A grande batalha do amanhã será contra a miséria.
E nesse novo mundo, países como a China já entenderam há muito tempo o caminho da tecnologia, da produção e da expansão silenciosa.
Hoje eles estão em toda parte.
Não veremos apenas chineses vivendo em outros países. Veremos chineses brasileiros, chineses americanos, chineses europeus. Misturados aos povos do mundo, ocupando espaços de liderança, política, tecnologia e economia.
A Índia também seguirá esse caminho.
Haverá uma enorme onda migratória global. Povos inteiros buscarão novos lugares para viver. Depois do caos, virá a acomodação. E então o mundo começará a se reorganizar.
As religiões perderão força.
As fronteiras ficarão menores.
E o ser humano talvez finalmente compreenda que nasceu para viver — não apenas para competir.
O maior inimigo da humanidade sempre foi o desequilíbrio.
O excesso de uns.
A falta de outros.
Enquanto poucos acumulam milhares de hectares, milhões não possuem um pedaço de chão. Isso não se sustentará eternamente.
O futuro será menos egoísta.
Mais coletivo.
Mais tecnológico.
E, paradoxalmente, mais humano.
Porque um planeta dominado por máquinas precisará redescobrir justamente aquilo que as máquinas nunca terão: alma, consciência, sensibilidade e compaixão.
O futuro não será perfeito.
Mas poderá ser mais digno.
E talvez o homem finalmente descubra que a verdadeira riqueza nunca esteve no ouro… mas na possibilidade de todos viverem em paz.
— Nereu Alves
