Mapa
Não tenta entender o mapa de Deus.
Não tenta comparar o seu relógio com o Dele,
Não tenta acertar o horário do seu relógio com o horário Dele.
Desenhei um mapa
Do meu coração
Fiz estradas, caminhos, atalhos
No final, ficou bonito
Só não tinha me dado conta
Que os caminhos que tracei
Levavam todos
A você.
Se vários caminhos te levam a Roma, então compre um mapa e busque conhecer cada um deles, assim poderá escolher qual vai trilhar.
"No mapa da minha vida, as cicatrizes marcam os lugares onde mais cresci e me transformei, tornando-me a pessoa que sou hoje."
Não tema a emoção, mas aprenda a lê-la como um mapa interno, indicando vales de vulnerabilidade e picos de paixão.
Sou andarilha num tempo que percorri ontem e mesmo com mapa e bússola não encontro o mesmo caminho que é hoje.
Sinto e penso no mapa que me guia, sobre o espírito de vitória que me vai acalentado, a cada passo que dou sem receio da vida que me está pela frente, num sentido desafiante e certeiro coloco a mulher divina do meu mundo, como a grande bússola que me conduz para a felicidade.
A independência deu-nos um mapa para exercermos com liberdade os nossos direitos, mas, não nos deu o direito de desonrarmos a memória dos bravos e valorosos heróis desta terra, que tudo fizeram para termos um País livre de qualquer pressão interna ou externa.
Fiz um caminho sem volta na estrada do teu coração, hoje esqueci-me do mapa que me leve a regressar para dentro de mim, porque tenho-te como a bússola mais preciosa que me leva a navegar com segurança no mar da felicidade.
**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**
*por Yhulds Bueno*
Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.
Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.
Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.
Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.
Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.
Vestida de luto intenso
por quem reluta
em reconhecer o mapa
que inclui o Esequibo,
Com o coração ferido
pelo General injustamente
acusado de instigação
a rebelião e por uma
tropana prisão igualmente
por motivos políticos.
Quem não se sensibiliza
com tal situação
não ama a própria Nação,
e não é difícil entender
o porquê de tudo isso.
Dá para perceber que
não ama a si mesmo,
Vive o vazio existencial
mais profundo do tempo.
Vendo gente colocando
o mapa errado da Venezuela,
ainda penso que pode
ser até de propósito
para que o Esequibo
seja apagado da História.
Eu penso em você
que cuida todos os dias
que vem mostrando
o mapa verdadeiro,
e respeita o meu solo brasileiro:
(Vendo que existe gente
insistente em recontar
os fatos de maneira
surreal assumo que tremo).
Contando o quê vem acontecendo
em meus versos latino-americanos
no mundo, no continente e por todo
o Hemisfério: sou eu é que não
deixo cair no esquecimento a injusta
prisão de um General acusado falsamente de instigação a rebelião
e de uma tropa em igual situação.
Para uns pode ser devaneio
o culto a liberdade como miragem
nos meus desertos e silêncios,
Alguém tem que crer no fim
da tempestade neste milênio.
Ter saúde mental é encontrar diamantes em terreno já antes explorado, onde não há mapa, mas só você sabe onde está o tesouro
Com o mapa aberto
sobre a mesa vejo
a América do Sul
e encontro o meu
Brasil Brasileiro,
E entre um gole
e outro do meu
Chimarrão Ventania
relembro a memória
poética e nativista.
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