Mãos
Outono
Trazia naquele rosto
despido de si mesmo,
gestos feitos no escuro
por mãos que falam,e
Frases que sentem o que
os lábios nao podem dizer,
se mostrou tão meigo,
tão puro,feito ele so,
Nem mesmo os ypês amarelos
estiveram mais lindos que
aqueles olhos azuis
que por ali passavam.
Vivo e forte,
tinha brilho,
Mais desfez-se,e
como folha seca, pelo vento levado,
Mais a estrada barrida,
clara e alumiada da ritmo
a passadas firmes na estrada da vida
que nao desiste de amar.
Ando sem rumo
Perdi minhas plumas
Minhas asas cortadas
Meu caminho escuro
Minhas mãos atadas
Ando perdido no nada
Vem e me socorre?
Dá-me um abraço forte
Tira a tristeza que corrói
Traz o amor que constrói
Faz mais leve a jornada.
Fiquei no portão
Com as mãos trêmulas
E o coração congelado
No final da rua
Suas curvas sumiam
Esperei que voltasse
Mas só voltou a saudade
Agora juntas caminhamos lado a lado
MOÇA
Moça que passa
Num banho de mar
Mãos nos cabelos
Soltos no ar
Brisa suave de janeiro
Sem chorar, sorrindo a valer
Todos os lances está lá para completar
Sentir seu corpo, as carícias das suas mãos, é andar nas nuvens, é sonhar acordado mesmo sabendo que foi um sonho passageiro, um sonho bom, um sonho que jamais saíra da minha mente.
FALSIDADE
Quase sempre a máscara da falsidade
Se traveste de sorrisos fáceis, de mãos
Afáveis e de espontânea aceitação de
Nossos Erros.
Me vejo diante de uma tela em branco.
Tenho em minhas mãos ferramentas para pintar um quadro lindo.
Não sou pintor.
Tenho em minha frente instrumentos para tocar uma bela musica.
Mas não sei mais tocar belas musicas.
Tenho sentimentos para compor uma canção.
Mas não sou cantor.
Tenho folhas em branco para escrever um poema.
Mas não sou poeta.
Então fecho meus olhos em busca de silencio.
Mas meus pensamentos se focam no turbilhão de emoções que surgem de acordo com as batidas do meu coração.
Sinto vida, desejo vida.
Encontro vida num passado distante de alguém que nunca tive; de alguém que simplesmente reencontrei, alguém que quando eu abrir novamente meus olhos talvez volte a pertencer ao meu passado; mas assim como um papel amassado volto e insisto para ser amado....
(autor;) "Um cara que amou a mulher errada."
"CABELOS"
Passo por este vale os versos que cantei na mocidade
Divinas mãos, flores de espanto pelos campos
Peito rasgado das lágrimas que vendi, dos desenganos
Graças infinitas deveras impenitente, favos de mel
Pedras no deserto, bravas luzes da troca
Fogo puro, do deserto, pela aldeia despovoada
Penitente doce que tocou com alegria
Peito que sangrava, pendura-se sem esperança
Consome com crueza a vaidade, derramada, resplandecente
Doce quietude de quem ama tanto que inflama
Sinto, suspiro, rego, colho, rezo
Planto os grandes vales com versos da nossa historia meu amor
Água que guia esta minha alma em lágrimas de dor banhada
Suspiro dos lírios nos meus cabelos
Que cobria-se de quem ama tanto, a quem tanto ama.
HABITAT SOBRENATURAL
OLHOS QUE VEEM O FUTURO
NAS PALMAS DE NOSSAS MÃOS.
OUVIDOS QUE ESCUTAM DOS ASTROS
O QUE FAZER PARA ALCANÇAR SATISFAÇÃO.
PASTORES QUE PROVEEM A CURA
ATRAVÉS DA ORAÇÃO.
MAS ESTA SÓ É ADQUIRIDA
SE NO PROCESSO HOUVER O CIFRÃO.
NÚMEROS, OBJETOS E NEGÓCIOS.
A SORTE E O AZAR.
A BASE DOS SUPERTICIOSOS
PARA A RIQUEZA ALCANÇAR.
ESPÍRITOS QUE INVISIVELMENTE
VAGAM AO NOSSO REDOR,
CAUSANDO VÁRIOS INFORTÚNIOS
OU ENTÃO ALGO DE MELHOR.
DIVERSOS DEUSES E DEMÔNIOS
REPRESENTAM O BEM E O MAL.
ONISCIÊNCIA E ONIPOTÊNCIA
NO HABITAT SOBRENATURAL.
As vezes é preciso metermos a nossa mao no fogo por pessoas que nem na água poriam suas maos por nós -.-"
Qualquer dia desses arranco o meu coração do peito e entrego em suas mãos. Faça o que quiser com ele, eu não estarei mais aqui.
CONTO "A VELHINHA TECIA,TECIA"
As suas mãos teciam numa noite
De inverno longa e fria
As serras cobriam-se de neve
O rio detinha-se congelado
Ela tecia o fio de lã
Como fios transparentes de seda
As folhas mudavam de cor das árvores quase despidas
Dentro de casa a lareira acesa
Ela continuava a tecer os fios finos de lã.
O seu amor era incondicional e divino
O que sentia pelos seus amados filhos.
Lá longe nas grandes cidades
Dizia ela os meus amores.
Docemente contemplava com fervor
O caminho entre as fragas.
Cheias de neve
Onde o peito tanto doía de saudades.
Aquelas saudades d`alma pura
De vários sentimentos que ardem no fogo.
Dentro de água que o gelo detinha e o rio não corria.
Vida estreita na vivência
Que ninguém duvide dos seus longos anos.
As suas mãos teciam a manta que lhe cobrira
O corpo como uma mortalha.
De bravura esta sua humilde vida sofrida
Onde rezava e colhia tantas bênçãos.
Do Senhor seu Deus
Tantos favores que Deus
Lhe dava pela sua perseverança
Pela fé que tinha mesmo nos dias de dor, de mágoa
Ela era sempre muito abençoada.
Ela dizia que Deus é o meu caminho
Sem ele não resta nada, só pó.
Tinha um coração de amor e sabedoria
Dizia ela que tinha aprendido com os seus pais.
Gente humilde, sábia, honesta
E muito respeitada pelo povo onde mora.
Está uma noite de inverno fria e longa
Ela continuava a tecer com os fios fininhos de lã
Da sua mortalha ao pé da lareira
Estava contente
Sentia-se feliz porque sabe que Deus
Ira chamá-la em breve.
A qualquer hora , dizia tenho que acabar
Estou nesta empreitada à quase 80 anos.
Estou muito feliz por que Deus
vai estar à minha espera
Bendita senhora já tão velhinha
Benditos os lírios do campo
E todas as flores silvestres.
Só Deus cuida delas
Como cuidou de mim estes anos todos.
Benditos todos os meus filhos que pari
Com muitas lágrimas de dor.
Com sabor a mel que era amor
Tecia tecia os fios de lã, finos fios como seda.
Rezava, rezava, tecia e dizia a Deus
Senhor está quase pronta a minha mortalha.
Que me cobrirá ao encontro marcado
Contigo quando chegar a hora.
Suas palavras tem poder, suas maos tambem tem, Força de vontade e so Dizo que voce presisa pra mudar sua vida .....
