Mais que uma Mao Estendida

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Hoje senti uma forte lembrança sua...
Amada que tanto amei...


No acaso do trabalho, uma linda moça me apareceu ao corredor do mercado...
Havia nela às curvas dos teus olhos, Havia também o mesmo sorriso seu bondoso pairando sobre o livre arbítrio daquele lugar...


Eu lembrei de tudo...
Lembrei de quando me enchi de alegria ao chegar do trabalho e ao te ver longe, me atirei correndo ao teu encontro...
Era tanto amor sem reconhecimento...


Lembro de quando só queria ficar ao seu lado, mas tal presença minha era em vão aos teus olhos...


Certo dia segurei firme sua mão e você não entendia, mas sentia profundamente o seu valor, E não te toquei nem forcei beijar, mesmo sozinho sobre aquele lugar, mesmo eu e você... Somente tive ousadia em lhe pedir um abraço...


Você para mim era tão valiosa que desejei manter tal integridade intocável...


Eu do outro lado segurando um mundo com às mãos e enxergando alguém que jamais irei encontrar novamente...


Erros meus me acompanham para onde vou...
Deves me odiar, me esquecer...


Não te desejei por ser egoísta, não te desejei por idealizar, eu fiz de tudo, porque sabia que seria impossível encontrar outra igual você em meio uma geração jogada ao desatino como está...


Lembro-me de sua voz doce, dás vezes que me preocupei e tu não ouviu, era dolorido...
Dói escrever e lembrar disso, mas foi bonito meu amor e ainda é...


Eu sempre estive lá e estou aqui, Mas eu segui...
Às vezes encontro pedras ao meu caminho, sinto medo de amar; me entreguei a dúvida depois que perdi esperança em ser feliz...


Já ando vazio, mas quando me lembro de quando era cheio, isso dói... dói tanto...


Eu fico longe, mas desejo que viva, sorria, tenha família e filhos...


Eu não tive tudo que você teve... Eu só tentei e depois desisti de tentar...


Eu te amei da maneira mais louca possível...
Mas também me matei da maneira mais dolorosa...
Eu perdi o senso de amar...


Mas se voltasse aqueles dias, ainda apertaria sua mão, e ouvira sua voz, mesmo sabendo do final...


Amar foi bonito; foi bonito ver em alguém às qualidades que sempre desejei em uma mulher...


Rosas são bonitas... Mesmo com dor, os espinhos fazem parte da flor.


S[...]

Tudo de bom que pode acontecer entre um Homem e uma mulher, sempre tem início numa Boa, Agradável e Autêntica Amizade.

"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."

Eu queria, ao menos uma vez, conseguir dizer ou sentir pela última vez, alcançando a finitude dos sentir, que tanto se fala..


Mas os finais chegam aos dias.
Aqui dentro, não.


Aqui dentro, tudo continua.
Tudo ecoa.


Sempre me fecho para o mundo, mas aprendi que me fechar não significa curar.
Porque as feridas que carrego não cicatrizam; elas apenas aprendem a permanecer em silêncio.


Eu queria ser a pessoa que superou.
Aquela que transformou a dor em força, a ausência em aprendizado, a queda em caminho.


Talvez seja isso que os outros enxerguem quando olham para mim.


Mas aqui dentro, eu só falho.


Porque ainda sangra.
Porque ainda dói.


E é justamente essa dor que me faz questionar quem eu sou quando ninguém está olhando.
O que eu quero me tornar.
O que, de fato, significa felicidade para mim.


Às vezes me pergunto se estou procurando respostas ou apenas tentando encontrar um sentido para continuar.


Porque existem dores que não vão embora.
Elas apenas mudam de lugar dentro da gente.


E talvez a minha ainda esteja aqui,
ocupando espaços que eu não consigo alcançar, me lembrando todos os dias que algumas despedidas acontecem por fora,
mas nunca terminam por dentro.

andresamedlem

A Simplicidade que a Alma Esquece


Ouvindo a pureza de uma criança de sete anos dizer que a sua maior alegria é simplesmente brincar na rua, o nosso coração é convidado a uma profunda reflexão. Qual tem sido a nossa alegria comparada à simplicidade de uma criança? Ao longo do caminho, fomos soterrados por cobranças, metas e preocupações, esquecendo-nos de que a felicidade não exige grandes cenários. O amadurecimento espiritual não deveria nos roubar a capacidade de sorrir com o que é simples. Que a gente possa resgatar essa pureza infantil e reaprender que a vida se torna infinitamente mais leve quando encontramos satisfação nos pequenos passos e na beleza do agora.

Não fumar é uma escolha que protege a saúde.
Parar de fumar é uma conquista que pode transformar uma vida.

Aos 31 — A Vida que Escolhi Viver

Trinta e um anos.

Talvez a vida não seja uma linha reta,
mas uma coleção de caminhos
que só fazem sentido quando olhamos para trás.

Nasci pequeno demais para entender o mundo,
e tive a sorte de encontrar, muito cedo,
um lar onde aprendi que família
é, acima de tudo, presença, cuidado e amor.

Meus pais me deram mais que um sobrenome,
me deram raízes.

Meus irmãos me deram histórias,
brigas, risadas, cumplicidades
e aquela bagunça bonita
que só existe onde existe pertencimento.

E foi ali, entre eles,
que comecei a descobrir quem eu poderia ser.

Depois a vida me levou para longe daquele começo.

Vieram responsabilidades,
trabalho, escolhas, erros, acertos,
dias em que fui forte
e outros em que apenas continuei.

Vieram amores.

Vieram despedidas.

Vieram recomeços.

E, no meio de tudo isso,
a vida me confiou o maior dos títulos:

pai.

Hoje existem dois pequenos corações
que fazem o futuro deixar de ser apenas meu.

Por eles, compreendi que crescer
não é simplesmente envelhecer.

É aprender a carregar responsabilidades
sem perder a capacidade de sonhar.

É descobrir que força
não está em nunca cair,
mas em levantar sabendo
que alguém pode estar olhando para nós
e aprendendo com a maneira como levantamos.

Aos 31,
não sou exatamente o homem
que imaginei que seria.

E talvez isso seja uma coisa boa.

Sou feito das pessoas que encontrei,
das que permaneceram,
das que partiram,
das escolhas que deram certo
e principalmente das que me obrigaram
a aprender.

Sou feito da terra onde cresci,
das estradas que percorri,
do trabalho que me ensinou disciplina,
das responsabilidades que me fizeram amadurecer
e dos sonhos que ainda insistem em existir.

Tenho cicatrizes que ninguém vê
e histórias que poucos conhecem.

Mas também tenho motivos para agradecer
que nenhum passado consegue apagar.

Tenho uma família que escolheu me amar
e que me ensinou que pertencimento
não depende de origem,
mas de presença.

Tenho irmãos com quem compartilho
uma parte da mesma história.

Tenho filhos que me mostram, todos os dias,
que o futuro merece ser construído.

E tenho diante de mim
uma estrada que ainda não terminou.

Por isso, aos 31,
não quero pedir que a vida seja perfeita.

Quero continuar tendo coragem
para atravessá-la quando não for.

Quero continuar aprendendo.

Quero continuar amando.

Quero ter força para proteger
aqueles que dependem de mim
e humildade para reconhecer
quando também preciso de alguém.

Quero olhar para trás aos 40
e reconhecer o homem que fui aos 31.

E aos 50,
lembrar do jovem de 31
com carinho,
sabendo que ele ainda tinha muito a descobrir.

Porque talvez envelhecer seja isso:

não perder quem fomos,
mas carregar cada versão de nós
para dentro da próxima.

Hoje completo 31 anos.

Não tenho todas as respostas.

Mas tenho uma história.

Tenho pessoas que amo.

Tenho pessoas que me amam.

Tenho dois pequenos motivos
para querer que o amanhã seja melhor que o ontem.

E tenho, acima de tudo,
a oportunidade de continuar escrevendo.

Que venham os próximos anos.

Com suas vitórias,
suas perdas,
suas surpresas,
seus recomeços.

Eu já aprendi que a vida
nem sempre pergunta se estamos preparados.

Ela simplesmente abre a porta.

E eu, aos 31,

entro.

O nosso pensamento é uma cachoeira, um dos tesouros que sai do nosso coração. Um convite para quem busca silêncio. Deságua em linhas cristalinas, cercado por amizades, perfeito para quem quer se refrescar longe das preocupações lá fora. As linhas até essa Cachoeira são ótimas opções para relaxar, sentir o seu fluxo e tomar banho em suas palavras. Mergulhe em uma Ótima Semana.
Alexandre Sefardi

No trem Maria Fumaça, cada viagem é um capítulo de uma história única, e as pessoas que passaram por aqui são parte dessa viagem. Olhar para as fotos daqueles que embarcaram comigo é sentir risos, abraços que permanecem vivos na memória. Cada uma das imagens contam histórias e poemas compartilhados, de desconhecidas que se tornaram amigas e que construíram laços sobre os trilhos do facebook...
Alexandre Sefardi

⁠Existência é uma busca doentia por continuar existindo

O meu pecado clama por uma reparação que eu não posso dar; logo, somente Jesus, o Salvador de dignidade infinita e mérito superabundante, poderia operar a minha justa Redenção.

Meu encontro com Espinoza


Encontrei Espinosa em uma pequena sala iluminada pela luz de uma janela.
Sobre a mesa havia algumas lentes, papéis e um livro aberto.
Ele trabalhava em silêncio, como se o mundo lá fora pudesse esperar.
— Espinosa?
Ele levantou os olhos.
— Sim.
— Posso conversar com você?
— Se veio conversar, sim.
Se veio apenas procurar alguém que concorde com você, talvez seja melhor procurar outra pessoa.
Sorri.
— Então encontrei o homem certo.
Sentei-me diante dele.
— Quero começar por Deus.
— Os homens quase sempre começam por Deus quando, na verdade, desejam falar de seus próprios medos.
— Você acredita em Deus?
Espinosa deixou a lente sobre a mesa.
— Depende do Deus sobre o qual está perguntando.
— Do Deus que observa, julga, recompensa e castiga.
— Esse Deus se parece demasiadamente com os homens.
— Então qual é o seu?
Ele apontou para a janela.
— Você ainda pergunta “qual é o meu” como se Deus fosse alguma coisa que eu pudesse possuir.
Olhe para fora.
Olhei.
Havia árvores, céu, algumas pessoas caminhando.
— O que devo ver?
— Tudo.
— Deus?
— Natureza.
— É a mesma coisa?
— Deus ou Natureza. Uma única realidade infinita da qual você também faz parte.
Permaneci em silêncio.
— Então Deus não está olhando para mim?
— Você ainda deseja ser observado?
A pergunta me desconcertou.
— Talvez todos desejemos um pouco.
— Por quê?
— Porque queremos acreditar que alguém sabe que estivemos aqui.
Espinosa sorriu discretamente.
— Então talvez sua pergunta não seja sobre Deus. Talvez seja sobre solidão.
Aquilo me atingiu.
Mudei de assunto.
— Você foi expulso de sua comunidade.
Seu rosto permaneceu tranquilo.
— Fui.
— Não sentiu raiva?
— Naturalmente.
— Ódio?
— O ódio é uma tristeza acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Isso parece muito filosófico para alguém que acabou de ser rejeitado pelas próprias pessoas.
Ele riu.
— A filosofia não elimina a dor.
— Então para que serve?
— Para que a dor não pense por você.
Fiquei olhando para ele.
Talvez aquela fosse uma das coisas mais difíceis que alguém poderia aprender.
— Espinosa, quero falar sobre liberdade.
— Fale.
— Eu acredito que sou livre.
— Por quê?
— Porque posso escolher.
— Escolher o quê?
— Minha vida. Minhas ideias. Aquilo que quero.
Ele inclinou-se para a frente.
— E você sabe por que quer aquilo que quer?
Parei.
— Nem sempre.
— Então talvez seja menos livre do que imagina.
— Isso é cruel.
— Não. Cruel seria deixá-lo acreditar que uma corrente deixa de ser corrente simplesmente porque você não consegue vê-la.
— Então ninguém é livre?
— Eu não disse isso.
— O que é liberdade para você?
— Compreender.
— Só isso?
— Você acha pouco compreender aquilo que governa seus desejos, seus medos, sua raiva, suas paixões?
Pensei um pouco.
— Mas existe outra coisa, Espinosa.
Não somos determinados apenas por aquilo que existe dentro de nós.
Existe o mundo lá fora.
— Naturalmente.
— Um homem pobre e um homem rico podem possuir a mesma razão, mas não possuem as mesmas possibilidades.
Espinosa ficou em silêncio.
Continuei:
— Não quero uma filosofia que diga ao homem explorado que basta compreender sua exploração para tornar-se livre.
— Nem eu.
— Porque compreender a corrente não necessariamente a quebra.
— Mas é difícil quebrar uma corrente que você sequer reconhece.
Concordei.
— Então primeiro compreendemos?
— E depois agimos.
— Juntos?
— Sempre que a razão nos mostrar que juntos somos mais potentes do que separados.
Chegamos finalmente ao ponto que eu procurava.
— Então você acredita no coletivo?
— Acredito que um homem racional não precisa desejar a fraqueza dos outros para sentir-se forte.
— Isso é quase política.
— Tudo aquilo que diz respeito à maneira como os homens vivem juntos acaba encontrando a política.
— E por que os poderosos usam tanto o medo?
Ele voltou a pegar uma lente.
— Porque o medo diminui a potência do homem.
— E um homem com medo obedece.
— Frequentemente.
— Então uma sociedade pode governar mantendo as pessoas assustadas?
— Pode. Pela religião, pela superstição, pelo inimigo, pela ameaça, pela ignorância.
— E como combatemos isso?
— Pensando.
— Apenas pensando?
Espinosa levantou os olhos novamente.
— Você tem uma estranha impaciência com o pensamento.
— Porque enquanto pensamos há gente sofrendo.
— E enquanto agimos sem pensar também.
Fiquei calado.
Ele tinha razão.
Mas não completamente.
— Pensar não pode virar desculpa para permanecer sentado enquanto existe injustiça.
— Concordo.
— Então precisamos agir.
— Sim.
— Mas agir racionalmente.
— Agora você começa a me compreender.
Olhei novamente pela janela.
— Espinosa, o que é alegria?
Dessa vez ele sorriu de verdade.
— A passagem para uma maior potência de existir.
— Então felicidade não é possuir?
— Você conhece pessoas que possuem muito e vivem miseravelmente?
— Muitas.
— Aí está parte da resposta.
— E amor?
Ele ficou alguns segundos em silêncio.
— Alegria acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Você transforma até o amor em filosofia.
— E vocês transformam filosofia em frases românticas.
Nós dois rimos.
Levantei-me para ir embora.
Antes de sair, voltei-me para ele.
— Tenho uma última pergunta.
— As últimas perguntas costumam ser as primeiras disfarçadas.
— Depois de ter sido rejeitado, condenado e incompreendido, você ainda acredita no homem?
Espinosa olhou para as próprias mãos.
— Eu tento compreendê-lo.
— Isso é acreditar?
— Talvez seja mais difícil.
Caminhei até a porta.
— Espinosa?
— Sim?
— Acho que descobri uma coisa.
— Diga.
— Talvez liberdade não seja simplesmente fazer aquilo que queremos.
Ele esperou.
— Talvez liberdade seja compreender por que queremos, descobrir quem se beneficia dos nossos medos e, depois disso, encontrar outros homens dispostos a construir conosco uma vida em que ninguém precise diminuir para que outro possa sentir-se grande.
Espinosa permaneceu em silêncio.
— Você concorda?
Ele sorriu.
— Por que precisa que eu concorde?
Saí rindo.
Do lado de fora, o mundo continuava cheio de homens convencidos de que eram livres simplesmente porque podiam escolher entre caminhos que outros haviam desenhado para eles.
E pensei que talvez Espinosa tivesse me deixado a pergunta mais incômoda de todas:
quanto daquilo que chamamos de liberdade é realmente nosso?
Talvez a liberdade comece justamente quando temos coragem de investigar essa pergunta.
Não para fugir do mundo.
Mas para compreendê-lo suficientemente bem para não sermos governados pelo medo.
E, quem sabe, transformá-lo.


ESPINOSA — A LIBERDADE
Espinosa me fez desconfiar daquilo que chamo de liberdade. Ser livre não é simplesmente fazer o que quero, mas compreender meus desejos, meus medos e aquilo que tenta governar-me. Quanto mais compreendo, menos o medo decide por mim e mais livre me torno para escolher quem quero ser.

"Não é o que a natureza concede que determina a grandeza de uma nação, mas aquilo que seu povo, com liberdade, autonomia, inteligência e conhecimento, é capaz de construir."

O medo mergulha no medo e cria um ciclo hipocondríaco, uma ferida de marcas evidentes no descuido, mas sem sangue e grito.

Não basta semear a ideia.
É preciso, antes, interrogar o solo da consciência.


Uma mente pode estar saturada de respostas
e, ainda assim, revelar-se estéril à dúvida.
Pode consentir que o mato se multiplique sem freio
enquanto nega à árvore o espaço para enraizar-se.


A sabedoria não principia no encontro da verdade,
mas no gesto corajoso de extirpar aquilo
que já não permite o crescimento.


Pois certas sementes só germinam
naquele coração que, durante anos,
soube transformar-se em jardim.

O "conhecimento" é uma "chave" ele liberta a mente dos homens.
Nenhuma prisão é capaz de prender um homem que pensa o conhecimento liberta.

O despertar do ser é de uma profundidade intensa no seu interior.

🌷 A Verdade de Andriele

Sou uma menina amorosa, carinhosa,
de coração bom, que não tem malícia.
Mas às vezes acabo sendo machucada,
pela malícia que existe nos outros.

Sou Andriele, mulher de fé e guerreira,
mas quando ninguém está vendo,
também tenho os meus sentimentos...
É cansativo ser forte o tempo todo, né?

Mas acho que são essas palavras que me definem:
sou mãe, sou filha, com toda a verdade.
Assim é o meu jeito, simples e sincero,
cheio de vida, amor e felicidade.

Escritor: Samuel Taietti
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Por trás do meu sorriso
Por trás do sorriso de uma mãe atípica existe uma mulher que muitas vezes chora escondida para não preocupar ninguém.
Existe uma mãe que pesquisa, corre atrás, insiste, enfrenta portas fechadas e luta por direitos que deveriam ser garantidos sem precisar implorar.
Existe medo do futuro, preocupação com o presente e, ao mesmo tempo, uma esperança enorme de ver o filho conquistar seu espaço no mundo.
Eu aprendi que não preciso ser forte o tempo todo. Posso ter dias ruins, posso cansar, posso chorar. Isso não diminui o meu amor e nem a minha força.
Porque amanhã eu levanto novamente.
Não porque seja fácil, mas porque existe alguém que me ensina todos os dias que pequenas conquistas podem ser gigantescas.
Sou mãe atípica. E a minha maior inspiração é o meu filho. ❤️

Trovíssima


Uma pitada de versos
Adicionada sem medo
À poesia do universo:
Eis Arolda Figuerêdo!