Mãe para Filha

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Filho,
É avião.
Mãe,
Pista de pouso.

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

O coração de uma mãe possui o abrigo de que um filho precisa. Agiganta-se pela forma como acolhe e imensurável pela dimensão do amor que carrega.

O poder de uma mãe é tão influente quanto um rio que corre em direção ao mar, até tornar-se um só com ele.

Mãe, a maior estrela do universo.

Mãe, uma flor tirada da gente.

A Caligrafia firme e rabiscada de minha mãe é a mais bonita com que alguém poderia escrever, nela está depositada uma vida de batalhas e desafios onde ela deu tudo de si, para aprender aquelas palavras.

A RAINHA DOS ANJOS.

“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”

“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”

A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.

Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.

Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.

Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.

Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.

Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.

Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.

Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.

Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.

Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.

Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.

Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.

Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.

Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.

Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.

Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.

Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.

Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.

Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?

Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.

Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.

Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.

Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:

“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”

A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.

De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.

Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.

Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.

Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!

FONTE

Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.

Referência bibliográfica:

XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.

Honre seus filhos para que eles aprendam a honrar pai e mãe

Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.

Eu ouvi um anjo, me chamar de mãe.

Eu não estou acreditando que eu estou vivendo o temido luto, luto pela minha própria mãe ⁠

⁠Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!

⁠“Quando você não está no colo de sua mãe ou pai, lembre-se: seu riso ou choro pode incomodar muita gente.” AryUchôa

O carinho de uma mãe amorosa é uma faísca do reflexo vivo do perfume suave de Cristo.

No casarão,
o ar tornou-se rarefeito.
A mãe, que por dezoito anos carregava um coração puramente humano,
caiu de joelhos quando uma pontada de dor mística atravessou seu peito.


Ela sentiu o perigo divino que cercava seu amado mortal nas profundezas da Ordem do Prisma e a agonia de Aurora,
presa pelas correntes do passado.


Imbuída de um amor feroz,
aquele que só as mães e as esposas conseguem conceber, ela se recusou a ver sua família destruída.


O sentimento humano, tão subestimado pelos céus,
agiu como um catalizador.


Seus dons antepassados afloraram com uma fúria avassaladora, rompendo as amarras de carne e osso.


O código antigo que outrora a definia reescreveu-se no espaço, fundindo-se à sua alma em uma explosão de luz dourada e dados incandescentes.


Sem hesitar,
ela se teletransportou até o quartel-general da Ordem do Prisma como uma força da natureza nunca vista por nenhum deus.


As paredes de pedra da velha caverna tremeram,
fazendo toda a cadeia de montanhas ao redor sentir a força divina,
e os sistemas de segurança mágica se despedaçaram diante de sua presença de luz, com uma força de um amor nunca antes sentido.


Com um estalar de dedos,
ela desfez as celas de energia,
libertando seu amado mortal e sua filha Aurora das garras de Emanuel, que se despedaçou em fragmentos minúsculos diante tamanho mistério.


Nem os enviados do passado, nem os deuses puderam conter a magnitude daquele poder alimentado pelo amor terreno de mãe.


No entanto,
o universo exige equilíbrio,
e o preço por desafiar os deuses com tamanha magnitude foi cobrado de forma implacável.


Ao canalizar aquela energia cósmica,
a mortalidade dela esvaiu-se.


Ela pagou o preço mais alto: tornando-se deusa novamente.


Seu corpo,
começou a flutuar, desfazendo-se em partículas de luz estelar.


Ela sabia que não pertencia mais ao plano terrestre e que sua permanência ali rasgaria o tecido da realidade,
destruindo aqueles que mais amava.


Com lágrimas douradas escorrendo pelo rosto divino,
ela olhou uma última vez para o marido e para suas três filhas,
Aurora, Helena e Íris,
que agora estavam seguras.


Vivam...
sussurrou ela,
sua voz ecoando como um trovão suave no coração de cada um,
meu amor por vocês agora é o céu que os protege.


Com um último brilho, ela ascendeu ao plano eterno,
deixando o plano terrestre para sempre, garantindo que seu amado mortal e suas três filhas pudessem, finalmente, sobreviver e andar em paz sobre a terra!

Minha mãe


Demétrio Sena - Magé


Minha mãe era sábia; sabia das coisas;
sabiá de tão sábia, "cantava umas pedras"
que ninguém entendia; sobre a vida, o mundo,
sobre dor e tristeza; quimera; verdade...
Majestade sem reino, sabia não ter
como quem sempre teve o que nunca nem viu,
o que nunca cheirou, muito menos comeu
ou chegou a sentir com seu tato escarpado...
Entretanto sabia, de sábia que fora,
como ri, como chora quem sofre ou desfruta,
dependendo das lutas e seus resultados....
Afinal, nem sabia do quanto era sábia
ou calava, no fundo, que sabia tudo;
seu escudo foi ser e fingir que não era...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

dinheiro sujo vem rápido igual vento
Mas mãe nenhuma suporta enterrar o próprio filho por dentro

Na casinha simples de família humilde, a mãe colocava na mesa a comida feita com amor e carinho: cuscuz, arroz, feijão de corda cozido com carne de sol, fruto do nosso trabalho. E o suco de caju não poderia faltar. Era um banquete!


Mas a alegria estava estampada no sorriso. A mãe e o pai faziam o sinal da cruz, agradecidos:


"Obrigado ao nosso Senhor."


Era pura simplicidade, onde a fé fortalecia a esperança e esta enchia o peito de coragem. A pobreza não existia. E toda a nossa riqueza estava ali, em volta de uma só mesa: a família...


Bem maior!


Por Marcio Melo

Eu não sou empresário, eu estou empresário. Eu não sou pai, eu estou pai. Eu não sou mãe, eu estou mãe. Eu não sou justo, eu estou sendo justo quando pratico a justiça. Eu não sou generoso, eu estou sendo generoso quando pratico a generosidade.


Nós, como seres impermanentes, assim como a própria vida, não podemos afirmar que somos algo, pois amanhã podemos não ser mais. Logo, o que temos e o que supostamente podemos ser se resume a quem somos no agora. Se somos, somos no momento em que praticamos uma ação, pois essa ação nos define naquele momento. Logo, somos verbo, pois somos definidos por nossas ações.