Lutar pela Vida
Desabafe, chore, esperneie, fique de luto...mas não permita que isso o consuma. A vida é mais curta do que se imagina.
Redigindo Neurônios
Eu preciso falar sobre o luto
O luto não advém só da morte de alguém. O luto acontece a cada fim do dia que você perdeu uma oportunidade. Acontece em cada encerramento de ciclos que ficaram para trás. O luto acontece com o término de uma amizade, um namoro ou um casamento. Acontece quando você sente que não vai dar para começar de novo.
A vida é preenchida diariamente com todas essas situações, incluindo a primeira.
Todo dia alguém perde.
E perde sozinho.
Por maior que seja o número de pessoas que estejam se solidarizando com a sua dor, não existe no mundo quem vai senti-la por você e como você.
O que eu quero dizer com isso, é que a todo instante estamos passando por algo que um dia vai chegar ao fim, e a gente só costuma notar o valor disso tudo depois que acaba.
O ser humano já se convenceu de que nada é eterno mas recusa a se lembrar que talvez possa ser breve demais.
A vida é instante. É passageira e assim como o tempo que ocupa, é presente.
Isso é tudo o que temos.
Nunca, em hipótese alguma, desperdice seu tempo antecipando o luto, por mais que ele pareça iminente; ao contrário, invista seu tempo colecionando lembranças, por mais que a vida pareça estar por um fio.
"A natureza do luto é isso: viver-se o luto. Por isso mesmo se veste preto por um tempo. Por isso fazem-se as missas, os cultos religiosos. Há quem festeje, recordando-se da brevidade da vida e da beleza das boas memórias. Há quem, incapaz, chore por dias a fio. E cada coisa tem sua razão. Sua bondade"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
A vida não se anestesia, se atravessa, se arrepia, é luto, é riso, é ferida que ensina, é tristeza que ilumina.
Vida é risco abraçado, desejo ousado, feito comemorado, peito marcado, velório demorado, luto chorado, no tempo dedicado.
O breve luto do amor
A vida é curta, e os sentimentos; e o amor também,
É como fumaça que se desvanece com a força do vento; e o amor também,
É como lembrança que amanhã se esquece; e o amor também,
No peito adoece como quem se entristece, até que sonhe com alguém.
No seu luto há uma dor inconsolável duradoura como a bolha de sabão expelida para o ar,
Cada um tem seu tempo, sua dor e seu momento,
Mas, logo se esquece de que tudo na vida sempre se repete, e que o amanhã é incerto.
Porém, não há quem julgue o amor, pois é remédio que cura qualquer dor.
Vida que segue; que alguém me guarde me ampare, me carregue,
O que eu preciso é de amor, ou melhor, de tutela, para minha alma fraca e bela.
Luto nos sonhos e caminho no desespero.
Imagino o Mundo calmo, tranquilo para nós dois.
Viajar e contemplar a paz nas Naçõese nas pessoas; nos olhares, não mais o medo; nos gestos e atos, não mais violência; nos semblantes, não mais rancor.
Desejo tranquilidade para nós... para que nosso Amor emane cada vez mais sublime.
Luto nos sonhos e a realidade se aproxima.
Eu morri aos 18 anos
não teve velório, nem luto
morri quando minha vida mudou
quando não tive as pessoas com quem vivi minha vida inteira
quando perdi amores que dilaceraram meu ser
hoje nada me resta
apenas o vazio
o imenso vazio
e ninguém nota.
Muito me avisaram sobre o luto que sentíamos quando as pessoas atravessavam para o outro lado da vida. Mas esqueceram de me dizer que ás vezes essas pessoas não morrem, elas apenas atravessam para ourra etapa da vida sem você.
Hora luto pela vida
Hora quero minha morte
Hora espero pela vinda
Hora espero pela sorte
Talvez a vida nunca vença
Talvez a morte ainda demore
Talvez a vinda nunca chegue
Talvez a sorte ainda me note
Uma hora talvez
Diante do absurdo da existência,
vivo, luto, sobrevivo,
me desfaço, me refaço,
sorrio, celebro — me calo, respiro.
" O luto é uma fase inevitável da vida, logo vem o sofrimento, tormento e um afogamento psicológico, mas sobretudo quando existe a possibilidade de salvamento sabemos que saímos de livramento e desenvolvemos um discernimento e consequentemente um crescimento emocional.
