Lutar pela Vida
Eu não te dei à luz, por isso luto por sua vida...
Nada mais justo, filha amada...
Dedicado a Luisa Carbutti
Tem coisas na vida que as cores nunca vão conhecer ,e os poetas sempre vão apreciar, dias de luto , rascunhos de poesia , e tempos de nostalgia
"O luto é um bom indicativo para que possamos parar e refletir sobre um novo recomeço.
A vida continua com seus altos e baixos, as oportunidades vão e vem, o amor está sempre disposto a nos trazer felicidade; mesmo que a felicidade no momento seja se doar a outro alguém."
Tô cansado disso tudo,
De ver tanta mãe de Luto,
Tantos jovens perdendo a vida por nada,
A troco de migalhas,
Eu só queria viver num mundo melhor,
Onde eu pudesse namorar na calçada,
Sem medo de tomar um tiro em troca de um relógio de marca,
Passear tranquilo,
Curtir um por do sol numa tarde de domingo,
Ver a mulecada crescendo feliz na escola,
E não perdendo a vida aos 14 anos por está devendo droga,
Infelizmente o mundão tá louco,
E está piorando cada vez mais,
Que Deus nos guarde,
E viva a PAZ.
A ausência dói, mas o coração guarda o que a vida deu de mais precioso.
Luto é aprender a caminhar com amor dentro da saudade.
Cada lágrima é ponte entre o que se foi e o que permanece em nós.
Todo dia eu luto, se hoje minha vida parece mais fácil, é simplesmente porque me esforcei antes, honrei minha mãe e deixei de fazer por mim, para fazer por alguém, que muitas vezes nem merecia, não esperei gratidão, pois um dia, todos os dias que tive ar para eu respirar, Deus foi bom comigo sem eu merecer.
o luto é a única dor que lhe acompanhará pelo resto de sua vida, ele não diminui, não dá pra esquecer, apagar, ignorar, ele só adormece, pois ele carece de lembranças para vir a tona, ele e saudade são palavras distintas no dicionário mas sempre andarão lado a lado na existência humana.
O pior do luto é quando a vida continua, mas uma parte de você fica parada no tempo.
Não é só a falta da pessoa, é a falta do que você era, quando ela estava aqui.
Existem dias, em que a saudade aperta tanto, que respirar parece difícil, porque tudo lembra quem se foi: uma música, um cheiro, um momento simples que nunca mais será igual.
E então, vem aquele silêncio doloroso, a certeza de que, nenhuma lembrança abraça de volta.
O luto é aprender a viver, todos os dias, com uma ausência, que nunca deixa de doer.
“O diagnóstico pode trazer alívio, mas também inaugura um luto silencioso pela vida que precisará ser redesenhada.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O luto honra o amor, mas não precisa apagar toda a luz que ainda permanece na vida.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
A vida nos ensina a segurar as mãos, mas o luto nos ensina a segurar o coração de quem já não pode mais ser tocado.
Não perdemos as pessoas que amamos; nós as devolvemos ao mistério da vida, mas guardamos o perfume de sua passagem conosco.
SerLucia Reflexoes
LUTO
O amor dói.
O amor dói na vida e estraçalha o coração na morte.
Mas se não doesse, seria amor?
O bom de amar, talvez seja o fato de que a dor cruel que sentimos é a maior prova de que tudo valeu a pena!
Ao partir um ente querido, um pedaço de nós parte com ele mas é a parte de nossa alma que pertencia a essa pessoa e, se dói quando arrancada, é porque realmente, como dito acima, valeu a pena!!!
O luto talvez não seja pra nos acostumarmos com a falta de quem foi embora, mas pra nos habituarmos a viver sem o pedaço de nós que foi junto. E, sabemos, não nos pertenceu. Por isso valeu a pena!
Amar alguém é entregar parte de nós a esta pessoa e, mesmo na morte e principalmente nela, sabermos que não temos direito a esta parte que entregamos por amor.
Por amar sofremos e somente por amar, é que vivemos.
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Quem perde um grande amor não encontra flor nesta caminhada, pois o luto transforma o jardim da vida em um deserto gelado.
Eu vivo mil vezes em apenas uma vida,
luto por causas perdidas
e sempre saio vencedora,
estou sempre antes do ontem e depois do amanhã,
desconheço a palavra 'recompensa', apesar de todo os meus atos.
Sei identificar um sorriso triste
e uma lágrima falsa,
sou enganada e sempre dou mais uma chance,
caio no fundo do poço e emerjo sem ajuda.
Choro calada as dores do mundo,
e em apenas um segundo já estou sorrindo.
Eu choro de alegria e muitas vezes sorrio com tristeza,
cancelei meus sonhos em prol de terceiros,
acredito que minha vez ainda vai chegar,
nessa vida tudo é aprendizado e conhecimento,
busca da paz interior.
Há um caminho que nós temos que seguir,
Alguém importante o designou. Faça o seu melhor *-*
