Luis Fernando Verissimo Sonhos
Não importa a quantos anos luz
de distância esteja de mim,
você sempre irá brilhar em meu céu,
quando eu estiver olhando as estrelas.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chorar e eu lhe vi sorrindo.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu crescer e suas rugas eu nem tinha percebido.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu lhe responder e eu te vi compreensível.
A sua existência me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me ensinou a viver e eu entendi o mundo contigo.
A sua falta me incomoda, pois da minha ela é o motivo, você me viu chegar e eu só lhe vi partindo.
Quando 2 mentes têm o mesmo propósito, 2 corações se unem a um só caminho, o tempo se torna lógico, e ser feliz é o destino!
A maior semelhança entre um homem e uma máquina é que ambos tem seu sistema de ações moldados por homens.
A solidão é muito mais que ausência de companhia. Esta é física, a outra não!
Catronático
Carlos Jorge Luis
Deito meu olhar sobre o mar,
no instante em que a onda
mansamente toca meus pés,
trazendo vontades
não sei de onde,
nem de quê.
Ternas lembranças me percorrem
e um riso incerto voa,
saudoso das asas poéticas Pessoais
do mar salgado de Portugal.
Sou ungido
das tuas águas,
ó mar!
Sinto-me doce
ante teu sal.
Pequena ilha
a milhas da costa
contempla o continente
e descansa
Fixa,
move o mar
Pássaro ínfimo
habita
Barco noturno,
distante
Luz móvel,
errante
Meus pés de areia
- Ilha distante –
Sopro de esperança,
vista que mal te alcança
Há um grito que não responde
Eco silencioso que soa longe
Solto no ar
A onda peleia com as pedras
-indestrutíveis -
Mar sem memória de marés
não é mar
Sal sem demasia,
apenas mar
sem sinônimos
nem significados
Arrojado,
céu azulado
A água passou:
é passado.
Ela mexia o café
Ele espiava o mar
Hialino olhar
Ela queria sol de bronze
Ele queria ondas
de mergulhar
Ao sol tornaram-se areia e mar.
O rio que brinca em mim
É infantil
É límpido
Águas saudáveis
que nem sei poluir
Coaxam as rãs animadas
A voz humana silencia
Sento-me à sombra marginal
extasiado a observar:
- Náiade não há -
A voz da natureza
muito tem a nos ensinar.
Há paz em ver o mar
Sossego interior
alimentando o sol
Versos em suas ondas
lembram-me que ontem,
pensativo, contei estrelas
Na areia a gaivota
silencia o semblante
A tarde envelheceu...
- Sozinha -
A vista da vida
vinha dos olhos de vidro
das ventarolas das janelas
Descendo
a descida
Degrau
por
degrau
Lindo e límpido
como água do poço
Frescor da brisa
cheirando a flores
Zunido de abelhas
adoçando o sonho
Crescidos
os girassóis sorriam.
A vida em espírito e corpo se formando
O vento embalando a luz
nas poesias lançadas ao ar
Canções intensas sem instrumentos
na ternura dos meus sentidos
Cresci admirando os caminhos,
colhendo belezas que as mãos alcançavam
- Lamentando as flores mortas –
e fazendo versos ofertados com carinho
Meus olhos anoiteceram
O silêncio me fez lembranças aos passarinhos
A vida é um voo constante.
O arame farpado
fere o vento
e a ferida arde
O sangue dolorido
espalha-se
e morre
na terra
A vida treme
Geme o fim
Adeus, eterno!
A morte ainda
é para sempre.
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