Luis Fernando Verissimo Sonhos

Cerca de 50181 frases e pensamentos: Luis Fernando Verissimo Sonhos

⁠Ficção
Ainda que demore
as histórias acabam
eternizarem-se
é ilusão
um dia nasce
o outro nem sempre
a crença é
silenciosa,
mas o fato foge
da ficção.

Inserida por Moapoesias

⁠Sem vazios
A palavra apagada
rompe os lábios
― sem importância ―
não comunica
não informa
não acrescenta
antes soprasse a brasa
para a luz brilhar
sem nada dizer
sem vazios
sem lamúrias
acordasse o mundo
com o sorriso
que ninguém
jamais tentará.

Inserida por Moapoesias

⁠Do trem abanei
pela janela
se fui visto eu nem sei
foi a despedida mais
rápida já vivida
O trem se foi.
Segui a vida.

Inserida por Moapoesias

⁠Fora da curva
O mundo anda rápido
e nos cobra de imediato
as contas do supermercado
da água
da luz
(ainda assim
se vê a lua)
seria uma poesia
fora da curva?
Pede remédios
pede comida
pede clemência
(ainda assim
se encontram flores)
o filho da rua
perde a ilusão
ouve vozes
se sente invisível
talvez mantenha
a esperança, ou
será só a inocência
da solitária criança?

Inserida por Moapoesias

⁠Cachimbo da paz
Diante da brutalidade
não há mãos seguras
nem cachimbo da paz
o carrasco sorri
― sorry
executa, plácido,
sem qualquer cólera
e o que se fez
não se desfez
depois foge,
faz ligações
tranquilamente
dorme!

Inserida por Moapoesias

⁠Os que sonham
Sejamos os que não calam
os despidos de maldades
os que sonham
os que transmitem felicidades.
Nada é utópico para a alma.
No mundo real há dores,
nunca duvidei,
mas se há espinhos
também há flores.

Inserida por Moapoesias

⁠Tanta vida
O silêncio entra
tão profundo que
amordaça
os pensamentos
continuam
barulhentos.
Tanta vida
por aí,
estou silente,
talvez,
longe daqui.

Inserida por Moapoesias

⁠Página do meio
Uma pessoa bebe café
e folheia um livro
na praça alguém
senta-se e faz o mesmo
a cozinheira mexe a panela
e lê a página do meio
o passageiro,
na poltrona,
verifica a título
e abre o livro
na sala de espera
não é diferente
à sombra do guarda-sol,
na areia,
tem outro que folheia
a poesia impoluta
está em toda a gente
ao fundo, o mar:
verdadeiro
poema natural!

Inserida por Moapoesias

⁠Complexo
Certas rimas da vida
são primores, mas,
sem tom poético,
é como plantar flores
em pleno solo desértico.

Inserida por Moapoesias

⁠Tuas orelhas
Ter você no digital
não me satisfaz
não é igual
quero tocá-lo
tê-lo em minhas mãos
embarcar
em suas histórias
em seus voos
em suas fantasias
sentir
seu cheiro único
inspirando emoções
manuseá-lo
antes de
repousá-lo
em minha cabeceira
nas expressões
das suas orelhas
reconhecê-lo belo
e inesgotável.
Moacir Luís Araldi
86
sentir o mundo
no abre e fecha
das suas páginas
quero-o
lido
liberto
livre
quero-o
Livro.

Inserida por Moapoesias

⁠Nasce e morre
O relógio solitário
com seus ponteiros
barulhentos mete medo
o silêncio não se cria
nasce e morre
nasce e morre
domina tudo
minha mente
minha concentração
desperta minha ira
e não se abala
tortura-me o cérebro
tic…
tac…
A pilha
(de nervos)
retiro
a vida serena
...adormeço.

Inserida por Moapoesias

⁠Outro dia
Ontem teve poesia
hoje faço poemas
amanhã?
... amanhã é outro dia.

Inserida por Moapoesias

⁠Não confunda Fé com inconsequência e nem Paciência com conformismo!!!!

Inserida por luispensante

⁠Busque ser sempre grato, por cada uma das suas conquistas, mas jamais se acomode por causa delas!

Inserida por luispensante

⁠Dicas infalíveis, métodos eficazes, princípios milenares e milhares de informações disponíveis...Mas sem fé e atitude, nada disso adiantará!

Inserida por luispensante

⁠Que o céu exista, embora o meu lugar seja o inferno.

Jorge Luis Borges
Ficções (1944).
Inserida por PensamentosRS

⁠Fragmentos de um Evangelho apócrifo

27. Não falo de vinganças nem de perdões; o esquecimento é a única vingança e o único perdão.
30. Não acumules ouro na terra, porque o ouro é pai do ócio, e este, da tristeza e do tédio.
33. Dá o santo aos cães, atira tuas pérolas aos porcos; o que importa é dar.
41. Nada se edifica sobre a pedra, tudo sobre a areia, mas nosso dever é edificar como se fosse pedra a areia...

Jorge Luis Borges
Elogio da sombra (1969).
Inserida por marcosarmuzel

⁠Ao espelho

Por que persistes, incessante espelho?
Por que repetes, misterioso irmão,
O menor movimento de minha mão?
Por que na sombra o súbito reflexo?
És o outro eu sobre o qual fala o grego
E desde sempre espreitas. Na brunidura
Da água incerta ou do cristal que dura
Me buscas e é inútil estar cego.
O fato de não te ver e saber-te
Te agrega horror, coisa de magia que ousas
Multiplicar a cifra dessas coisas
Que somos e que abarcam nossa sorte.
Quando eu estiver morto, copiarás outro
E depois outro, e outro, e outro, e outro…

Jorge Luis Borges
Poesía completa (2011).
Inserida por marcosarmuzel

⁠Quando um cavalo endoidece, dá-se-lhe um tiro e tudo acaba, mas aos cavalos mansos, mata-se todos os dias.
- Nós matamos o cão tinhoso

Inserida por kalila

⁠Quem é chamado não tem escolhas, pois muitas das vezes você precisa ser motivado para motivar pense bem.

Inserida por bispoluis9_oficial

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