Lua Sol Estrela
"Enleva-se com o prateado da lua e o dourado do sol, quem habitou a escuridão dos porões da alma."
Mara S Barboza
Entre o sol e o solo,
há um mundo a se descobrir,
entre a lua e o mar,
há tanto para sentir.
Entre o azul do céu
e o infinito do mar,
existe um sentimento
que não consigo explicar.
Talvez seja amor,
talvez seja carinho,
talvez seja o afeto
de encontrar no outro um caminho.
E quando o sol se vai
e a lua começa a brilhar,
é no silêncio da noite
que começo a te lembrar.
Lembro do teu olhar,
do teu jeito de sorrir,
da paz que existe em você
e que me faz querer ficar ali.
Porque há lugares bonitos
que eu poderia conhecer,
há mares para atravessar,
há céus para percorrer...
Mas, entre tudo que existe
entre o sol e o solo,
entre a lua e o mar,
há algo que eu escolho:
ter você por perto,
ter teu carinho,
teu afeto,
teu amor...
e essa paz
que encontro
quando posso simplesmente
te amar.
O sol da praia durante o dia é maravilhoso, mas já sentou na areia da praia em uma noite de lua cheia?
O amor entre um homem e uma mulher é como o encontro do sol com a lua no horizonte: duas forças distintas que, ao se tocarem, desenham o eclipse perfeito de uma única alma.
Eclipse
Ela é tudo e um pouco mais;
Ela sol, mas também é lua.
Essa garota é demais;
Ela é dia ensolarado, mas também dia de chuva.
Ela é todas as estações;
Todas as flores.
Gosta um pouco de tudo;
Esse é o seu mundo.
Falando em mundo, ela ama estar em seu mundinho;
Juntos com os livro e doces.
Mas também com a matemática e física juntinho;
Esses são os seus amores.
Todos os gêneros musicais;
Nada fica de fora.
Sempre cabe um pouco mais;
O seu coração é enorme.
Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito
Um dia, de noite, a lua trocou de lugar com o sol.
Curiosidade, talvez. Aventura, com certeza. Ou apenas o desejo antigo de descobrir como era a vida do outro lado do céu.
A lua estava cansada de iluminar segredos. Queria, ao menos por algumas horas, enxergar aquilo que os homens faziam quando acreditavam estar sendo vistos.
O sol, por sua vez, andava exausto de tanta claridade. Iluminar tudo é uma responsabilidade enorme. Quem mostra demais acaba sendo acusado até daquilo que não revelou.
Combinaram a troca sem avisar ninguém.
A lua apareceu pela manhã, branca e redonda, no centro de um céu azul. Os galos cantaram com alguma desconfiança. Um deles chegou a olhar o relógio, mas galos não entendem de ponteiros e continuou cantando por orgulho profissional.
As pessoas saíram de casa e estranharam aquela luz delicada. Era possível olhar para o céu sem fechar os olhos. Pela primeira vez, a manhã não gritava. Sussurrava.
Foi então que a lua compreendeu uma coisa importante.
O dia não mostra tudo.
O dia apenas ilumina.
Há uma grande diferença.
A claridade revela o rosto, mas não necessariamente o pensamento. Mostra a casa, mas não conta o que acontece dentro dela. Exibe o sorriso, mas não explica o esforço que alguém fez para colocá lo no rosto.
O que o dia esconde mostrando, a lua guarda escondendo.
Enquanto isso, o sol apareceu no meio da noite.
Foi um escândalo.
As estrelas se afastaram, incomodadas com aquele vizinho excessivamente luminoso. Os morcegos voltaram para casa. Os apaixonados perderam o clima. E um ladrão, sentindo se observado, decidiu devolver uma bicicleta que nem havia roubado ainda.
Mas o sol também aprendeu.
Descobriu que a escuridão não é ausência de luz. É presença de coisas que a luz não alcança.
Na noite moram os pensamentos que não tiveram coragem de sair durante o dia. Moram as saudades, os arrependimentos, as conversas imaginárias e as respostas perfeitas que sempre chegam horas depois da pergunta.
A noite esconde os corpos para revelar as almas.
O sol percebeu que sua luz, tão poderosa, não conseguia iluminar aquilo que uma lembrança acendia dentro de alguém.
E ficou com ciúme.
Talvez tenha sido naquela troca que o universo entendeu a diferença entre vida e morte.
A vida sempre foi associada ao sol, porque nasce, aquece, movimenta e faz crescer. A morte ficou com a lua, porque chega silenciosa, cobre as coisas de sombra e parece levar tudo para longe.
Mas talvez seja o contrário.
A lua nunca desaparece. Apenas muda de rosto.
O sol também não morre quando anoitece. Continua brilhando em outro lugar, para olhos que não são os nossos.
Talvez morrer seja apenas sair do nosso campo de visão.
Talvez viver seja continuar iluminando algum lugar, mesmo quando alguém aqui jura que a luz se apagou.
Vida e morte podem não ser inimigas. Talvez sejam duas janelas da mesma casa. De uma, vemos quem chega. Da outra, quem continua o caminho.
Isso parece loucura.
Mas existe uma loucura às avessas, aquela em que o absurdo explica melhor a vida do que a razão.
Loucura talvez seja acreditar que cada coisa deve permanecer eternamente no lugar em que a encontramos. Que o sol deve ser sempre forte. Que a lua deve ser sempre misteriosa. Que homens não choram. Que mulheres precisam sorrir. Que velhos não sonham. Que jovens não sentem medo. Que quem parte desaparece e quem fica continua inteiro.
A verdadeira loucura talvez seja chamar de normal tudo aquilo que nunca tivemos coragem de questionar.
No fim daquela noite, que também era dia, a lua e o sol voltaram aos seus lugares.
Ninguém percebeu.
Os homens estavam ocupados demais tentando provar que aquilo seria impossível.
O impossível, muito educado, aconteceu sem interromper ninguém.
Desde então, o sol carrega um pouco da noite dentro de si. É por isso que, às vezes, sua luz entristece no final da tarde.
E a lua guardou um pouco do sol. Talvez por isso consiga iluminar, mesmo cercada de escuridão.
Quanto à vida e à morte, continuam trocando olhares no céu.
Uma mostra escondendo.
A outra esconde mostrando.
E nós, cá embaixo, chamamos de loucura tudo aquilo que ainda não aprendemos a enxergar.
Talvez a sanidade seja apenas isso: olhar para o céu de cabeça para baixo e perceber que não foi o mundo que virou.
Fomos nós que, por um instante, deixamos de estar ao contrário.
(André Saut)
Estar sob as mesmas estrelas, sob a mesma lua, sob o mesmo sol, sob a mesma chuva, sob os mesmos poemas, sob o mesmo Amor: contigo.
Cruzadas da Vida
"A vida caminha no sol do dia
e na chuva da noite, a lua.
Os amantes se enrolam em
suas cobertas duplas ou triplas;
Não desejam acasalar,
mas aconchego recíproco.
Lá fora o galo canta,
os grilos também em coro,
e os pássaros que se escondem,
se enamoram nas frestas
do telhado frio de metal.
E caminha a vida...
No chão ainda molhado,
sombras frias noutra fresta,
desta vez a da lua que
timidamente se mostra
entre o cinza triste da noite.
A chuva e a noite passam,
assim como a lua que
descansa num céu distante.
O rei sol domina o dia,
como quem diz que será
um novo,
um bom,
um magnífico dia, para na noite,
ela voltar a reinar com suas damas
de honra, as estrelas,
Amantes em seus templos."
Jorge B Silva
Neste poema, as 'cruzadas' não são de
guerra, mas de encontros. O cruzamento
entre o dia e a noite, o frio e o calor, o céu
e a terra. Uma reflexão sensível sobre como
a vida caminha e se renova através das
pequenas pausas e rituais diários das muitas
espécies que ocupam seus tronos.
sol e lua
Sol e Lua
No horizonte se encontram, luzes a brilhar,
o Sol, forte e radiante, a Lua a sonhar.
Um amor que desafia o tempo e o espaço,
um ciclo eterno, onde tudo tem seu laço.
O Sol desponta, ilumina o caminho,
a Lua observa, guarda seu carinho.
Um dança de sombras, um jogo de luz,
na sinfonia do céu, eles se seduzem.
Mas quando o dia chega e a noite se vai,
o Sol se despede, a Lua fica em paz.
Em cada despedida, um novo recomeço,
um laço invisível que nunca tem preço.
E mesmo distantes, suas almas se tocam,
na brisa suave que as lembranças invocam.
Um amor que não teme a separação,
pois no fundo do coração é pura conexão.
Então dançam os astros em sua eterna canção,
Sol e Lua juntos na mesma direção.
Na luz do dia ou na escuridão da noite,
um amor que resplandece e nunca se açoite.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.
Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.
Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.
Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.
Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.
Eclipse é arteirice do Sol,
roçando todo faceiro
com a meiguice da Lua,
cúmplice que insinua
na madrugada absoluta.
De dois lugares distantes,
os dois assistindo à dança
nesta nossa Terra absurda
onde ser poesia é aventura.
Como Bochica transformado no Sol
e Huitaca transformada na Lua,
nós seguimos no ritmo da Cumbia;
não deixo jamais de ser toda tua,
e você não deixa de ser todo meu.
Unidos pelo coração e pela música,
tu hás de enfeitar a minha orelha
com uma flor de mayo enquanto leio
sobre a entrega d'alma num poema,
para que na entrega tu te converta.
Quero ir contigo para bem longe,
e até por onde a gente não conheça,
para que falta de amor e de aventura
a gente na vida jamais padeça —
e por tudo a gente sempre se mereça.
Disse o Poeta – O Sol foi feito para dia e a Lua foi feita para noite. De vez em quando eles se encontram. Mas muito, muito raramente, numa distância imensa, distância esta, quase que, sem fim.
Quando a lua se fez cheia perguntou: A que publico devo agradar? Veio o Sol e então respondeu: Aos amantes, pois eu já sou responsável por toda felicidade do dia e o mar pela paz interior o resto deixa para as tuas outras fases.
