Logo ali na Proxima Esquina
" Eu sei que o amor da minha vida
pode estar na próxima esquina
Sei que pode estar atendendo
no balcão da padaria ou
estar no assento ao lado
da minha poltrona no ônibus
Sei que ela pode estar
em qualquer lugar
mas ela nunca está
Por onde será que anda
o meu verdadeiro amor?
Enquanto esses amores falsos
vivem me encontrando
Ela deve estar se
perguntando o mesmo''
Lucas Lopes ( ''O meu café esfriou e eu lembrei da gente'')
Visual sem contra mão e sem sinal fechado, na próxima esquina dobro a esquerda. E no passeio da quarta casa a direita, a moça na janela, mendiga uma serenata...(Patife)
Ela dança ao som do Jorge
mas não é uma burguesinha
tão independente,
tranquilona ali sozinha
-Tu falou que era o cara
e ó a cara que ela fez!
Ela debocha do Roberto
pois não acredita em Reis
' No quarto dela tinha um mundo: suas fotos, suas roupas, desenhos, gostos, sonhos, tudo alí escancarado pra qualquer um ver, tudo que tinha, poucos metros quadrados respondiam um milhão e meio de perguntas. Abriu a porta, jogou a bolsa no canto, livrou-se dos sapatos, deitou na cama, sorriu, era a vida dela, feliz, linda, não doía, a consciência limpa e o coração batendo. '
Eu voltei pra minha sina, contei pra uma menina, meu medo só termina estando ali.
Ela é suave assim e sabe quase tudo de mim, ela sabe onde eu queria estar, enfim.
Casa da Esquina
Nesta casa da esquina,
aquela que um lampião ilumina,
nós muitas vezes ali parávamos,
tentando adivinhar, o quanto nos amávamos.
Seguíamos pela rua que em seu final estreitava
de mãos dadas, ou abraçados até um portão de
madeira antigo, onde em uma fresta uma
senhora a nós espreitava.
Foram fases de um tempo não tão distante,
onde o objetivo maior era se ter um ao outro,
mesmo que em algumas vezes fosse por instantes.
A casa, o lampião já não existem.
A rua continua estreita da mesma maneira,
o portão, este foi trocado. A senhora já partiu.
De tudo, só o nosso amor permanece,
igual como era. O resto, com o tempo sumiu.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Eram horas distantes aquelas. Pareciam tão longe de mim, inquietas por não poderem passar logo e juntar o que eu sonhava com o que eu queria, numa coisa só, bem na minha frente. Um ano tem 365 dias. Um grande múltiplo de cinco que ia ficando menor a cada cinco minutos a menos que nos separavam. O relógio podia não ser exatamente ágil, mas era nosso amigo.
Alguma coisa não está certa aqui. Passa longe de ser visível aos meus ou quaisquer outros olhos, mas existe. Lateja forte durante a noite e eu me recolho, me encolho, me embrulho, como se procurasse um jeito de, em mim, encontrar um pedaço de você. Mas não dá mais, e dói."
Se gostar de alguém não demore para declarar-se, quem muito demora ao invés de virar noivo, logo acaba virando padrinho.
Logo que um novato entrava para os Capitães da Areia formava logo uma idéia ruim de Sem-Pernas. Porque ele logo botava um apelido, ria de um gesto, de uma frase do novato. Ridicularizava tudo era dos que mais brigavam. Tinha mesmo uma fama de malvado. Muitos do grupo não gostavam dele, mas aqueles que passavam por cima de tudo e se faziam seus amigos diziam que ele era um "sujeito bom". No mais fundo de seu coração ele tinha pena da desgraça de todos. E rindo, e ridicularizando, era que fugia da sua desgraça. Era como um remédio. No rosto do que rezava ia uma exaltação, qualquer coisa que ao primeiro momento o Sem-Pernas pensou que fosse alegria ou felicidade. Mas fitou o rosto do outro e achou que era uma expressão que não sabia definir. E pensou, contraindo seu rosto pequeno, que talvez por isso ele nunca tenha pensado em rezar, em se voltar para o céu. O que ele queria era fugir da sua angústia, que estrangulava. Mas o Sem-Pernas não compreendia que aquilo pudesse bastar. Ele queria uma coisa imediata, uma coisa que pusesse seu rosto sorridente e alegre, que o livrasse da necessidade de rir de todos e rir de tudo. Que o livrasse também daquela angústia, daquela vontade de chorar que o tomava nas noites de inverno. No bando, não tardou a se destacar porque sabia como ninguém como afetar a dor.
Não iremos a parte alguma se não formos capazes de correr o risco de fracassar. Logo então percebemos que o sucesso dependerá em grande parte da nossa persistência diante de questões que nos parecem muito difíceis. Aqueles que forem mais determinados e não desistirem com tanta facilidade ante os obstáculos da vida terão maiores chances de ser os mais bem-sucedidos na atividade a que se dedicarem.
Sou muito intensa em tudo. Se amo, amo muito, se não amo, logo me livro disso. Estou em constante movimento, o parado me deprime, a rotina me deprime, preciso de movimento e atitudes. Gosto muito de palavras ditas com sinceridade, mas atos esquecidos ou deixados de fazer me marcam e não esqueço. Gosto muito de lembrar de pequenos e importantes detalhes, tais como um elogio, uma motivação, uma malícia simples, um presentinho no momento certo. Eu não falo isso pra ninguém, mas amo ser lembrada de maneira simples, de qualquer forma, não importa como, até uma palavra carinhosa e as benditas rosas que nunca chegam. Espero tanto tempo por elas. Eu não queria ter que eu mesma trazê-las, porque o prazer de receber de alguém que lembra de nós é insubstituível.
Não fique triste se uma história acabou. Logo você recomeça outra! Temos o dom de recomeçar todos os dias!
Mais um dia inteiro pensando em vc.A noite chegou,logo vem o sono e dormir nao me impedirá de continuar pensando em vc,pois isto me faz muito bem,boa noite.
