Livro da Vida
O batismo é o dia em que os Céus e o Livro da Vida se abrem para receber a alma do pecador para que o seu nome seja anunciado neles.
Visite uma livraria no seu caminhar, porquanto um livro pode abençoar a sua vida e caminhar feliz por aí.
Livro
É dito popular que para nos inserir nessa vida , devemos
1- plantar uma árvore
2- constituir uma família
3- escrever um livro
O que penso:
"As arvores tem passagem como nós, as famílias se ramificam , mas os escritos ficam e se perpetuam no tempo"
Todo livro, antes de ser publicado, submete-se à revisões ortográficas; assim deve ser a vida do cristão, antes de ser a carta de Deus para que todos os leitores percebam que o seu linguajar é santo e foi passado pelo Espírito à revisões das imperfeições da alma.
Temos os nomes no livro da vida e bem antes de nascermos nossa história já havia sido escrita...
Portanto as minhas pretensões não poderiam ser outras se não fosse querer viver ao teu lado todo o sempre... Deixe-me beijá-la, acariciá-la... Ah e claro te amar e não pensar em te esquecer;
Não me sinto secreto à vida
não sou misterioso de mim.
Sou um livro aberto
de paginas rasgadas
ou um baú sem as chaves de casa!
Poema - Livro Da Vida
E aí vivente alma
A bíblia não é arma
É uma armadura, um escudo
Que te protege de tudo
Que vem do mal
E não atacar fulano de tal
Perdoe para ser perdoado
Não julgue para não ser julgado.
No livro da vida
Uma frase foi escrita
Amar o próximo como a ti mesmo
Por isso tudo que desejo
É o bem sem olhar a quem
Ninguém é melhor do que ninguém
Não importa sua religião
Mas sim, o teu coração.
O RITMO QUE ESTA NA VIDA.
Livro: Desejo De Sumir.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
CAPÍTULO II
Quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir porque elas nunca foram destruídas. Apenas foram abafadas pelo excesso.
As defesas naturais do espírito são antigas. Silenciosas. Elegantes. Não gritam. Não endurecem. Elas operam por seleção. Por limite. Por medida. São a capacidade de sentir sem se diluir. De perceber sem absorver. De acolher sem se confundir com aquilo que vem de fora.
Uma dessas defesas é o discernimento espontâneo. Quando o ritmo interior está preservado, a alma reconhece instintivamente o que lhe pertence e o que não lhe cabe carregar. O sofrimento alheio é visto com respeito, mas não se transforma em peso pessoal. A injustiça é percebida, mas não corrói por dentro. O mundo volta a ser observado com lucidez, não suportado com exaustão.
Outra defesa é a estabilidade emocional profunda. Não se trata de indiferença, mas de eixo. O indivíduo já não reage a cada estímulo. Ele responde quando necessário. O que antes invadia agora apenas passa. Há uma serenidade que não depende das circunstâncias, mas da ordem interna restabelecida.
Há também a defesa do silêncio interior. Quando o ritmo humano é respeitado, o pensamento desacelera e a mente deixa de ruminar o que não pode resolver. O silêncio volta a proteger. Ele impede a contaminação psíquica constante. Dá repouso às emoções. Permite que a consciência respire.
Surge ainda a defesa do tempo. O espírito passa a confiar nos processos lentos. Não exige resolução imediata para tudo. Aceita a maturação. Compreende que nem toda dor pede resposta. Algumas pedem apenas passagem. Outras pedem espera.
E há a mais nobre das defesas naturais. A dignidade interior. Aquela que impede o indivíduo de se violentar para caber em um mundo adoecido. Quando o ritmo ancestral é retomado, a alma se recusa a viver contra si mesma. Ela se preserva sem agressividade. Se afasta sem culpa. Retorna quando está inteira.
Essas defesas não são aprendidas. São lembradas. Sempre estiveram ali, aguardando o momento em que o ser humano ousasse desacelerar e voltar a viver como sempre viveu. Com medida. Com profundidade. Com verdade.
