Livro
Há sempre uma música. Aquela, que define um casal. Aquela, com que cada casal, se identifica. Aquela, que cada casal, tem orgulho de dizer que é a sua música.
Nós nunca tivemos a dita música… não porque, não quiséssemos ou que não encontrássemos… Simplesmente, não tivemos, porque eu nunca me consegui decidir nem encontrar apenas a dita música para nós.
Sempre considerei que éramos, e que somos ainda (mesmo que afastados), um conjunto de várias músicas, de diferentes estilos, diferentes cantores, ou seja, uma miscelânea.
Nem todos os casais têm A TAL música… Nós, temos uma banda sonora inteira, só nossa…
Era, impossível, conseguir escolher, apenas, uma.
Bolas, raio de fotografia, tão perfeita. Bolas, o nosso olhar ser mesmo nosso, e não para a máquina.
Sim... é possível amar de novo, conhecer alguém, deixá-lo entrar, deixá-lo pertencer e deixar-me pertencer.
Um dia gostava de ir falar com a tua ausência. Bater à porta, e dizer, minha amiga, temos muito que conversar.
Podias, ter partido, de uma forma mais simples, sabias? Partido, sem nunca, ter entrado na minha vida.
Não vou morrer por te amar. Pelo menos, não, no real sentido da palavra. Mas, vou-me arrastando e sentido a dor, que o nosso não reconhecimento me causa. Repito, não vou morrer por amor. Mas, vou sentido o desgosto, e esse tipo de morte é mais ingrata.
Durante muito tempo, quis ter-te de volta. Quis, que voltássemos a ser apaixonados, um pelo outro. Confesso que me enganei!
Hoje agradeço-te. A ti, à tua dureza, à tua frieza, à tua incompreensão e indiferença.
Hoje, não sei, francamente, o que sinto. É uma mistura de sentimentos.
Mas, sei que, não te quereria de volta. Desejo-te, o melhor, mas só isso. Longe.
É necessário, entender que amar, é muito mais, do que ficar a sofrer, por alguém. Ninguém merece amar assim. Ninguém devia amar e sofrer. Amar é um verbo que nos desperta as mais bonitas sensações, mas pode ser também, aquele que causa as maiores dores. As maiores desilusões. Quando isso acontece, fechamo-nos numa concha, presa em nós mesmos e incapazes de ver que isso não é amor.
Devia ser proibido, existirem pessoas que fazem feridas, quase incuráveis nos outros. Deviam trazer um aviso prévio, que nos impedisse de apaixonar.
Às vezes, quem você tanto admira e até "gostaria de ser", adoraria é ser você e estar no seu lugar. Não se iluda com sorrisos fáceis ou imagem boa. A vida das pessoas nada tem a ver com o que elas costumam se esforçar para demonstrar. Esse lance de que "a grama do vizinho é mais verde", quase nunca é verdade. As aparências enganam muito, e você só perceberá o quanto tem mais razões para agradecer do que para reclamar quando entender que feliz não é quem tem muita história maravilhosa pra contar, mas sim quem vive tão bem a ponto de não precisar falar ou provar nada pra ninguém.
Como é fácil pedirmos para o outro "ficar bem". Como é fácil julgarmos sua condição atual e olharmos para ele como alguém que "não aprende nunca"... Como é fácil também declararmos que não aguentamos mais ouvir das pessoas os velhos problemas de sempre - como se elas gostassem de passar por eles, como se por trás de cada dissabor não tivesse uma história... O fato é que o mundo dá muitas voltas, e hoje poderemos estar numa boa, mas amanhã, tudo poderá mudar. Até porque, quase tudo na vida acontece de repente - seja algo bom ou ruim.
Que possamos olhar para o outro não apenas com empatia, mas também como quem entende que às vezes, julgar, criticar ou querer mostrar que sabemos tudo, não nos leva a lugar algum; principalmente se o outro estiver precisando apenas de alguém que o escute. Que não analise, que não dê qualquer opinião... Que apenas ouça o que ele tem à dizer, e nada mais.
Junto com os bons frutos, que colhemos, na horta de nos- sas vidas, colhemos, também, frutos desagradáveis e indesejados. Existem muitos altos e baixos, tempos bons e tempos difíceis. A agricultura nos fornece uma lição fabulosa. Entre o plantio e a colheita, existe uma sucessão de tempos, que mar- cam a plantação. São acontecimentos e circunstâncias, boas e ruins, nas quais a planta não tem como interferir, ela, simples- mente. tem que suportá-las, são a chuva, vento, sol, claridade, escuridão, geada, granizo e pragas. Na verdade a planta nasce, cresce, mas também sofre. Enfrenta uma sucessão de aconte- cimentos e fatores, sobre os quais não pode interferir e que determinam o resultado. A nossa vida é assim, uma sucessão de acontecimentos, sentimentos e ações agradáveis e desagradáveis. Existem os dias de “Tempo bom”, mas também os dias de “Tempesta- des”. Claro que existem circunstâncias, que, nós mesmas, cria- mos e que podem dar bons ou maus resultados.
Marilina Baccarat de Almeida Leão, no livro "Pelos Caminhos do Viver"
Entre ouvir músicas e cantar, algumas vezes preferimos cantar, ficamos entre o maestro e o público, entre a partitura e o piano, a nos acompanhar pelo sonho afora.
Entre os sonhos e a realidade, preferimos ficar entre a esperança e a realização, entre a espera de um sonho e a espera da noite...
Que a noite chegue e me traga sabores de amizades verdadeiras... Que ela deixe o céu bem estrelado e os meus sonhos se realizem, como se esvaziasse de mim mesma, todos os dissabores e me deixe doce.
(Maarilina Baccarat de Almeida Leão, no livro " Em Busca dos Sonhos"
Muitas vezes, dentro de nossos sonhos, há lágrimas, em outros, sorrisos, porém, é sonhando que se alcança o futuro, podendo realizar os sonhos, que ficaram no passado.
Marilina Baccarat de Almeida Leão, no livro " Em Busca dos Sonhos".
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