Livre Arbítrio
Liberdade é Desobediência
Vivemos sob a ilusão da liberdade, como se o livre-arbítrio fosse um dom absoluto e não uma condição imposta pela percepção. O mundo se constrói sobre dicotomias: real e percepção, relativo e absoluto; mas nós, em nossa finitude, ainda não aprendemos a lidar com isso.
A verdade, tal como é, é que não somos livres. Nunca fomos. Deus não nos fez para a liberdade, mas para o pertencimento, a obediência e a servidão. A liberdade, se fosse real, seria plena; e, sendo plena, não poderia coexistir com leis, normas ou limites. Onde há regra, não há liberdade; onde há ordem, há sujeição.
A própria escritura nos inicia nesta consciência com a simplicidade terrível de Gênesis 2:
"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás."
Aqui se revela o primeiro paradoxo: a permissão ampla precedida de uma interdição absoluta. E, novamente, não há liberdade onde há interdição. O verbo “ordenou” ecoa como revelação da condição humana. O homem é posto no Éden para lavrar e guardar, não para escolher o que é ou para não ser. Sua função é ação sob comando, e não criação de destino.
O engano nasce com a serpente, mas floresce na consciência humana...
" [...] se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."
Até então, vivíamos numa percepção de liberdade, pois não havia transgressão. Não éramos livres, mas tampouco sabíamos que não éramos. Com a queda, descobrimos a medida da nossa servidão. O bem e o mal, antes indistintos, tornam-se fronteiras visíveis, e com elas nascem o medo, o pudor, a culpa e o peso da escolha.
Não se trata de uma questão de estado de ser, mas sim de percepção. Só quem se percebe servo pode ser tentado a ser livre. Quem acredita ser livre passou da percepção ao estado de consciência inerte, desapropriada da realidade, e também da percepção.
Para Deus, talvez, bem e mal sejam a mesma coisa — expressão de Sua vontade e de Sua justiça. Mas, para nós, homens, feitos carne a partir da poeira, são abismos distintos, assim como percepção e realidade. Não sabemos lidar com isso, porque fomos feitos para obedecer, e não para compreender o abismo.
Fragmento IX - Livre-arbítrio
Que livre sou, me diz minha vaidade, contudo, nasci preso ao vício e à corrente, que me impôs o meu Pai, a minha Mãe e essa serpente. Estou a contorcer-me com isso, como quem no ventre é enlaçado pelo cordão que o alimenta.
Se penso, é pensamento de herança; se creio, é fé que veio por deveras, porque, até onde sei, fui criado em fórmulas austeras de um mundo partido por falsa percepção.
Dizei-me vós, ó sábios de batina: sou livre, ou apenas um desobediente?
Deus nos dá o livre arbítrio para escolhermos o caminho que devemos seguir. Quando estamos fazendo alguma coisa, entendemos perfeitamente se é bom ou ruim. Se agimos erradamente, não culpemos ninguém, assumir as consequências é o mínimo que podemos fazer.
O livre arbítrio não é apenas o livre direito de escolha de cada um de nós, mas também é a condição e a capacitação que temos para escolher sempre o bem, e fugirmos a cada dia da aparência do mal.
Hoje eu acordei pensando nessa história de livre-arbítrio. Não sei até que ponto eu acredito nele. Às vezes, penso que por trás do livre-arbítrio existe uma teia de mistério inviolável, um fio delicado e pré-determinado que nos liga a um destino fixo que não pode ser mudado.
O livre arbítrio é a sensação de fazer uma escolha. A sensação é real, mas a escolha parece ilusória. As leis da física determinam o futuro.
O livre arbítrio nos dá o direito de escolhermos entre a bondade ou a maldade. Pois, quando decidimos renunciar a tudo que não provém de Deus e que não nos revela a cada dia o seu amor e graça, e que jamais deve ser praticado. Pois, o salário do pecado é a morte.
Livre arbítrio é a capacidade de escolha racional, dotada de responsabilidade, dentre as diversas possibilidades existentes nas relações entre os existentes.
É racional, pois se assim não fosse, seria produto de outra coisa e não do intelecto agente adequado a realidade. Como uma pessoa acometida de distúrbios psicológicos completos, que retiram sua consciência.
Deve ser responsável, pois se assim não fosse, estaria, invariavelmente, sendo impelida por uma vontade exterior, ou seja, um meio ou ferramenta para determinado fim. Como, por exemplo, uma pessoa forçada, mediante grave ameaça, a entregar algum bem.
Por fim, esta escolha, necessariamente, deve existir anteriormente a sua conjectura/consideração pelo agente. Estando sob a forma de uma possibilidade inerente a um existente específico ou a uma relação entre existentes.
O livre arbítrio do ser humano nunca será completo, simplesmente pela existência de uma coisa chamada consciência...
Deus nos deu o livre arbítrio, portanto,
ninguém tem o direito de imposição,
sobre a vida de ninguém.
A vida somente a Deus pertence.
A imposição, sem o rebate do conhecimento,
pode representar o extermínio do livre arbítrio,
ou bloqueio da sabedoria.
Cuidado sempre foi incitado a ser cuidado.
citação
"As pessoas são nossas conhecidas em diferentes níveis, o seu livre arbítrio é baseado em suas conexões entre essas pessoas, embora no fim, há também a grande chance de que certas conexões sumam, mas conviver com isso é o que realmente importa. Você não apenas existe ou apenas vive, desde o princípio está existindo e vivendo, então não reclame, abrace e aceite o que for... Essas conexões podem ser dolorosas, mas é no meio dela que as melhores amizades surgem, e nem por isso eu desisti delas..."
"Desfrutamos da verdadeira felicidade somente quando abrimos mão do nosso livre arbítrio, caso contrário, a felicidade será sempre uma ilusão momentânea".
Ter liberdade não é ter livre-arbítrio. Ter liberdade é saber que mesmo se suas escolhas forem friamente calculadas terão a lei do retorno. Portanto, que seu futuro seja cheio, das coisas boas que faz.
Seja livre para decidir o melhor não só para si, mas para os que estão a sua volta. Porque o livre arbítrio é a decisão de escolha tanto acertada quanto decisão errônea. Seja livre, seja otimista, seja você...
O Mundo Se Divide Entre o Bem e o Mal, Não Existe Ponto Cego Nessa Divisão, Temos o Livre Arbítrio, e Nele a Opção De Escolha, Benção Ou Maldição.
Fico imaginando Paulo conversando com um calvinista militante sobre o livre-arbítrio: “Pelo que, embora tenha em Cristo PLENA LIBERDADE para te mandar o que convém. Todavia prefiro rogar-te por esse teu amor, sendo eu como sou, Paulo o velho, e agora até prisioneiro de Cristo Jesus. MAS SEM O TEU CONSENTIMENTO NADA QUIS FAZER, para que o teu benefício não fosse como POR FORÇA, mas, sim, ESPONTÂNEO”. Filemom 1.8-9 e 14.
A espiritualidade que é o verdadeiro livre Arbítrio. Imagina que você está nesta estância plano ou existência, porque aqui é um lugar de expiação, regeneração, aprendizagem e evolução espiritual também.
Apenas facamos da espiritualidade primordial em nossas vidas, ou não.
A história de Jonas nos ensina que Deus nos permite usufruir livre-arbítrio, porém, grande parte das vezes usamos erroneamente. não era para Jonas estar naquele barco a caminho de társis, mas; uma vez que estava Deus usou isso a fim de mostrar aos integrantes daquele barco que só há um único Deus.
Deus não descarta nada.
Jonas 1:14-16
