Literatura Brasileira

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Depois da Primavera (Livro da Escritora Lu Andrade)


⁠"Depois da Primavera" chegou pra mim no momento em que eu vivia um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo ( e ainda estou assim)... Meus poros exalavam emoção... Meu respirar era pura emoção...
E, como alguém que recebe algo " Sagrado", com reverência "abri" suas primeiras páginas e Já me arrepiei.... Transbordei e me transportei para um lugar cheio de sabores, encantos, flores e cores...
Era a Casa da Vó Maria...
Assim começou minha leitura da Obra #DepoisdaPrimavera da escritora e notem bem, Minha AMIGA, Lu Andrade... Aqui, a autora nos leva carinhosamente para a Casa de Vó Maria... E, como boa hospitaleira nos deixa a vontade para desfrutar de cada cantinho, de cada pedacinho, de cada experiência vivida neste "Ninho" tão aconchegante, envolvente e cheio de Amor.
Dá vontade de ficar ali... Morar ali... Florescer ali...
Ahhhh... Com respeito aos grandes poetas "das Saudades", falo com maestria porque já li muitos deles, mas, posso AFIRMAR :
Ninguém falou tão bem e de forma tão leve e sublime sobre SAUDADE, quanto a autora Lu Andrade no "Depois da Primavera."

⁠Se mulheres fossem literaturas, literalmente ela seria a mais bela.

⁠Porque você, minha querida, sabe melhor que ninguém como uma livraria pode ser um lugar mágico e que todo mundo precisa de um pouco de magia na vida.

⁠Bibliotecas são reservatórios de força, graça e inteligência, lembretes de ordem, calma e continuidade, lagos de energia mental.

⁠Criamos monstros na esperança de que as lições contidas nas histórias nos sirvam de guia quando nos deparamos com o que há de mais terrível na vida. Inventamos nomes para nossos medos e rezamos para não encontrar nada pior do que aquilo que nós mesmos criamos.

⁠"Mude aquilo que se repete demais"

⁠"Escrever é a manifestação da mente"

⁠Não tenha medo de mudar, tenha medo de estar do mesmo jeito.

⁠"Somos aquilo que queremos ser e somos aquilo que os outros querem que sejamos"

⁠"Aquilo que você pensa, você faz ou se torna"

Era necessário um grande herói e um terrível vilão para fazer tudo acontecer.

Enquanto as ruas pegam fogo, é difícil escrever sobre o amor.

Não tenho filhos, mas leitores, capazes por si sós de defenderem a civilização contra os avanços da barbárie. A eles nomeio sucessores de uma linguagem irrenunciável. E, embora duvide às vezes se vale defender alguns princípios hoje contestados, persisto em inscrever certas normas no código dos direitos humanos.

Nélida Piñon
Livro das horas. Rio de Janeiro: Record, 2012.

Com palavras muito bem escolhidas e voz tranqüila, a Mãezinha parecia receber inspiração especial ao falar de uma força que nós, mulheres, temos à disposição e devemos aprender a usar. Ela contou que, quando o mundo foi criado, Olodumaré, o Deus Supremo, mandou três divindades à terra: Ogum, o senhor do ferro, Obarixá, o senhor da criação dos homens, e Oduá, a única mulher e a única que não tinha poderes. Por causa disso, Oduá foi se queixar a Olodumaré e recebeu dele o poder do pássaro contido em uma cabaça, o que fez dela uma lyá Won, a nossa mãe suprema, a mãe de todas as coisas e para toda a eternidade, a que dá continuidade a tudo que existe ou venha a existir. Olodumaré disse a Oduá que, a partir de então, o homem nunca mais poderia fazer nada sem a colaboração da mulher.

Seus olhos estavam fechados. A expressão de fúria tinha desaparecido. Uma expressão de serenidade inabalada assumiu o lugar dela.

Aquele era um mundo em que uma garotinha podia voltar andando para casa sozinha, mesmo depois de escurecer, e se sentir segura.

A ficção nos dá uma segunda chance que a vida nos nega.

⁠O ESCRITOR

Posso ser homem
E até ser mulher
Ideias me consomem
Sou coisa qualquer

Posso ser astronauta
Alienígena, talvez
Um mero internauta
Africano, chinês

Posso voltar no tempo
Ou ir direto ao futuro
Até congelar o momento

Posso derramar ódio
Ou transbordar amor
Prazer, sou o escritor

⁠Do lado de lá, a França, o continente. Deste lado, a grande ilha, o Reino Unido. No meio, neste oceano, tantos medos, tantas esperanças, tantos sonhos. Que nenhum naufrague. Que cheguem todos à terra tranquila e nela façam morada, criando raízes profundas como uma árvore que só quer deixar bons frutos em jardins que contém nossas histórias futuras.

⁠“Nunca gostei de Senhor dos Anéis e similares, nem dos livros de Tolkien. Temáticas fantasiosas são alegorias sem conteúdo. Sendo assim, confesso: prefiro enredo de escola de samba.”