Linhas
LINHAS E TONS
Num dia ensolarado, concentrada, caderno, caneta e meu pássaro, uma criança se aproxima: "Para quem escreve? Quantas rimas!" São os olhos vivos e interrogados de quem pouco aprendeu da vida, que palavras são força e coração.
"Palavras complexas e bonitas, parece que até as sábias rimas ganham coerência e coesão. Foi destarte que aprendi, no primário lá na roça, que ir à escola gastava horas", assim dizia certo ancião.
Para um filósofo que conheci, são tons coloridos em versos e linhas, palavras que expressão amor e sentimentalidade, que alguém sensível redigiu. Parece-me que alguns jovens as desdenham, marcando neles uma vida efêmera e que a esperança se apagou...
Já o artista ao lê-las interpreta em canção, teatros, romances ou ficção, o roteiro simples de palavras humildes, para aqueles que por meio da performance, conseguem ver a intensidade dessas LINHAS E TONS.
As frugais palavras mencionadas são versos em estrofes ou escorridos, que alguém sensivelmente compôs. São versos que a criança apreciou, muitos jovens não entenderam, o ancião compreendeu e o filósofo analisou. Nesses tons e linhas, os chamamos de POESIA um gênero literário em harmonia sem nenhuma métrica rígida, que na liberdade do artista, despertam sentimentos, lembranças, saudade e amor...Eis a POESIA!
Fiz sua imagem conforme as linhas e traços.
Daquele desenho que sempre risco nas horas
Em desalinho. Te fito em mundo imaginário.
Faço seus traços como quero e te imagino...
Simples, recatado, e às vezes retraído.
Alegre ou extrovertido, triste por vezes.
Retrato-te em partes, nas fazes em que vivo.
Ao ver te como vejo ao traçar um esboço
De um rosto que nunca vi. Sinto-me
Estremecer e sinto medo de mim.
Sentimento imaginário assim se esboça.
Dou vida e transformo em algo.
Fiz-te parte de mim.
Como em sonhos de outrora.
Mas algo me diz aqui dentro.
Que: Em algum lugar. Eu já estive contigo...
poesia esquálida
pouco cálida
palavras frias
linhas vazias
sem eco:
eca!
poesia rota
que sai da rota
verso quente
inconsequente
que arrouba:
oba!
Linha nas entrelinhas das linhas...
São tantos volumes e em cada página que eu lia, mais eu aprendia o quanto inútil era tudo aquilo que me atava ao tempo sempre com a desculpa de que seria só mais um dia.
Foram muitas noites acordada reavaliando cada linha nas entrelinhas das linhas e acabei concluindo que todas elas deveriam ficar onde estavam, no tempo que viveram, nos dias que morreram, nos meses que não aconteceram e nos anos que insistiram em permancer juntando o que não tinha mais vida.
Compreendo que tudo possui seu lugar e ali, se encaixam e devem ficar, todas as memórias que vão desbotando com o passar do tempo, assim como a tinta que mancha o papel quando molhado e nada mais se lê, nesse borrão mesclado.
Páginas, foram grampeadas e hoje, não contam mais histórias, moram em lugar distante, desconhecido, sem mapas para chegar.
Soltam-se, elos enferrujados que seguravam os cadeados e me mantinham presa ao nada.
Brotam, idéias novas em uma nova vida. É papel em branco e com poucas linhas que serão preenchidas com bagagem sem peso.
Palavras bonitas, voaram com o vento, eram leves, cópias sem valor.
Agora, tenho meu abraço que me aperta forte e enche de coragem, essa alma que sempre caminhou sozinha.
by/erotildes vittoria
gerações e gerações que temeram errar em cada linha e parágrafo das linhas tortas da historia em si da humanidade.
Limite
No limite, que permite, há beleza
nas linhas das histórias que surpreendem,
nos esforços que rompem certezas...
No limite de caminhos certos e incertos,
nas dúvidas, nas buscas e naquilo que cada um vive...
Então, se assim for, que o limite não nos limite,
que não nos faça consertar o outro,
nem saber se há caminho certo ou errado,
e que a liberdade - e só ela - determine como deve ser, viver… Quem sabe?
E que seja uma jornada sem fim,
de enredos sem fim,
oportunidades sem fim...
Que haja, no limite, o tempo para morarmos
nas casas da nossa infância,
nos cubículos da maturidade, nos ciclos de cada etapa…
Que haja convivência, nas moradas da vida,
com a importância – ou falta de importância – das nossas
necessidades tão boas quanto dolorosas... Ou não?
Que no limite haja superação,
solidão básica - sim, solidão – que é para sentir
o silêncio da alma, pertencimento...
Que o limite não nos limite de palavras que abençoam,
porque dizer é receber de volta tudo o que,
em algum momento, colocamos para fora...
Que o limite não banalize os dizeres...
Não nos limite nos sentimentos...
E que cada “limite-se” dê espaço ao amor,
a amar quem, cada um, ama de fato e de verdade...
Que o limite não nos limite
do encontro com quem se deseja estar…
Que não limite a quem conquistar e quando conquistar...
Que não nos limite ao engano, à falta de verdades,
aos afetos não correspondidos... Ao tempo e à ausência…
Que o limite apenas limite-se a nos permitir!
A FALSA MORAL
Escrevo esses versos tristes
Sobre essas linhas tortas
E vejo reinar a tristeza
Num mundo de alegrias mortas
Pessoas vivendo entre vermes
Rastejando de porta em porta
Possuem um mal de nome esperança
Que diz que a felicidade se foi
Mas que ela algum dia volta
Mas você não conhece esse mundo
Por isso é que não se importa
Seu falso otimismo me assusta
Mas não se compara a sua caridade hipócrita
Pois se tu doas a um mendigo
Um sapato sujo e costurado
É só porque não mais te serve
De tão velho e apertado
Porém te sentes um ser bondoso
E se diz até "aliviado"
Pensa ter feito uma boa ação
Mas só tirou o lixo do próprio quarto
Ainda fala que sempre ajuda pois não sabe o dia de amanhã
Sempre esperando um retorno
Essa é a falsa moral
A conciência individual
Que transforma toda bondade em afã
Deus não escreve certo por linhas tortas como dizem a grande massa... Nós é quem nos entortamos todo na hora de fazer a leitura.
Agora é hora de deixar as coisas confusas, buscando registrar linhas que não façam sentido para alguns, em um enquadramento diferente para outros.
...e com a maturidade a gente descobre que rugas não são linhas do tempo, são linhas da vida! Que lindas!!!!
Ai, eu paro, penso e escrevo. Eu paro, penso, repenso e escrevo duas linhas sobre você.
Não.Sobre nós,melhor...sobre o que eu achei que fôssemos nós. Eu paro, penso, repenso e "trepenso". Uau! Como eu consegui perder tanto tempo com você assim?
Como eu pude ser tão idiota? Mas falando sério produção, não dá pra voltar atrás não? Por que tipo assim, a realidade é que se arrependimento matasse, eu estaria mortinha.
Bem,confesso que morta eu me senti assim que deixei você.
Mas,ei produção, é sério,por favor!
Digo e imploro tudo isso como se a vida fosse fácil assim né?
Mas tudo bem,deixa pra lá,hoje eu sei que já superei tudo,principalmente o erro,ou melhor principalmente ter te feito existir na minha história.
Mas fazer o que né madura, eu posso suportar tudo isso.
Eu?
Eu, mudar por ele? que idiotice ter pensando assim um dia.Por que eu bem sei que esse meu "errado" é o certo de alguém. Ah,mas é verdade,mesmo que você por despeito ainda duvide.Fala sério né...?Você melhor que ninguém sabe exatamente o que perdeu...
Tá chateadinho...?
Pensou que seria a sua moda é...?
Ah,sério? Se deu mal né? Por que aqui não é de qualquer jeito,aqui não é a moda c@#@lho,aqui existe uma mulher diferente,aqui tem uma mulher que gosta de ser tratada como princesa,por que é uma!
E você por não ser um príncipe não soube me tratar como tal,não soube aproveitar o castelo,a riqueza de sentimentos,planos,sonhos...
Pensou que chegaria aqui e com umas míseras palavrinhas bonitinhas e uns beijinhos no pescoço e seria o cara? Coitado de você.
E sabe qual é a realidade? Você sempre será aquele talhão idiota! Sim,um completo imbecil.
Ah,mas sinceramente?Foi bom! É bom que você hoje esteja longe,bem longe de mim.Não sou mulher pra você! Sou melhor,muito melhor sem você!
Beijos e beijos você sabe quem sou eu e também sabe que nunca me esquecerá!
Adeus medo.
Escrevi tudo numa folha qualquer, deixei vários rabiscos. Entre linhas tortas, continha palavras sem nenhum sentido para você, mas com muito significado para mim.
Fechava e abri o caderno, no fundo da minha mente cantava uma música alegre, dançante, eu sorria pro nada, mas dentro de mim...todos estavam rindo.
Depois desse dia nunca fui à mesma, mas se você achar que sou louca, não se desespere, estou vivendo a minha vida do jeito que sempre quis.
Aquela mulher que sempre teve medo de correr riscos, está livre agora e feliz.
Somos o destino...
Ninguém consegue apagar as linhas da vida
Elas já estão escritas quando nós nascemos
Somos mais do que um simples desejo.
Mais do que podemos viver e querer.
Sonhos carregados de ilusão e de fantasia.
Muito mais do que vemos ou que passamos.
Obstáculos...dores ..desilusões ...desencontros
Encontraremos no nosso dia à dia ou na nossa vida
Uma estrada, um caminho que nos leva para lugar nenhum
E ao mesmo tempo a um só lugar, viver e ser feliz
Hoje, porque o amanha só Deus sabe.!!
AS FOLHAS DAS LETRAS
As folhas das letras atravessam os carris
Elas desconhecem as linhas do destino
Chegam à estação na vertigem do silêncio.
Viagem atribulada feita na escuridão dos túneis
O poeta escreve nos caminhos mais noturnos
A morte desvenda o mistério de um rosto triste
Os labirintos da alma são a solidão do corpo
Palavras secas no palato da nossa memória
No silêncio descrevo com esta sonolência
Poética onde invento ninhos feitos de ilusões
Palavras por escrever, por dizer tantas vezes
Sussurradas nas páginas brancas do poema
Dor sentida de lamento nas esquecidas letras
Onde atravessam os carris da nossa curta vida
Viagem atribulada esta a nossa, do destino incerto
A morte desvenda o mistério da vida mal vivida!
Seja um poeta todos os dias para escrever sua história e, não gaste as suas linhas em branco com rabiscos. Faça cada dia valer a pena
